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Contra a Lei da Mordaça na Educação

Manual de Defesa Contra a Censura nas Escolas

Manual de Defesa Contra a Censura nas EscolasEntidades e organizações da área da educação lançaram esta semana o Manual de Defesa Contra a Censura nas Escolas. Construído coletivamente, é um guia que oferece estratégias político-pedagógicas e jurídicas para professores e instituições que estejam enfrentando perseguições, intimidações e assédio – situação que tem se tornado cada vez mais comum, com o avanço das iniciativas dos defensores do projeto Escola sem Partido. O texto pode ser baixado aqui.
O manual está estruturado em torno de 11 casos reais e privilegia o enfrentamento político-pedagógico dos problemas em vez de soluções judiciais individualizadas. Ou, em outras palavras, que a falta de confiança nas relações entre os atores escolares seja discutida, prioritariamente, nas escolas, a partir do marco de uma gestão democrática comprometida com a defesa do direito à educação de todos e todas.

Relatório da OIT 2018

Nível de crescimento dos salários é o mais baixo desde 2008

Melhora na economia mundial não se reflete nas remunerações

Informe Mundial sobre Salários OIT 2018O crescimento do valor dos salários em nível mundial continua a cair. No Informe Mundial que acaba de lançar, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) constata que a taxa de crescimento dos salários em 2017 foi a mais baixa desde 2008, e está bem abaixo dos níveis anteriores à crise financeira mundial, apesar dos dados que apontam para uma recuperação econômica na maioria das regiões.

Essa taxa caiu de 2,4% em 2016 para 1,8% em 2017. Os países ricos da Europa Ocidental tiveram praticamente zero de crescimento de salários, enquanto os Estados Unidos mantiveram uma taxa de 0,7%, igual à de 2016. A região da América Latina e Caribe teve um saldo ligeiramente positivo e o Brasil, especificamente, houve uma reversão com relação aos dois anos anteriores: a taxa foi de 2,3%, depois de ficar em -1,9% em 2016 e -0,3% em 2015.

Os países chamados de emergentes tiveram resultados melhores do que os países ricos, de forma geral. Sempre é bom lembrar de que se trata de um porcentual de crescimento; em termos de valor, os salários dos países emergentes continuam baixos e, em muitos casos, são insuficientes para cobrir as necessidades básicas das famílias.

Após a vitória de Bolsonaro

Nem rir nem chorar, apenas entender

Denis CollinLogotipo do La Sociale

La Sociale

(Tradução de Jean Michel Bouchara)

A vitória de Bolsonaro no Brasil, depois da de Trump nos Estados Unidos ou da de Rodrigo Duterte nas Filipinas, e depois dos sucessos dos partidos supostamente populistas na Europa – Lega na Itália, acensão da AfD na Alemanha, vitórias de Viktor Orban na Hungria e do PIS na Polônia, entre outras – produziu numerosas “análises” gerais na imprensa. Presenciamos o impulso triunfante dos populistas nacionalistas, a sombra negra da extrema direita que se estende sobre o mundo, e assim por diante.

Essas generalizações são ao mesmo tempo desesperantes e paralisantes. Tomemos como exemplos o Brasil e a Itália. É verdade que Salvini, assim como Marine Le Pen, apoia Bolsonaro. Mas Bolsonaro se situa a léguas de distância da política e dos propósitos da Lega de Salvini. Ele não se opõe ao liberalismo econômico. Ao contrário, é um ultraliberal, condena todas as formas de intervenção do Estado e deve qualificar como comunista a política de Salvini! Bolsonaro tem o apoio dos EUA. Ele quer tirar o Brasil dos Brics, que aparecem como uma alternativa à dominação do dólar sobre o mercado mundial, e não pretende mais que voltar a subordinar o capitalismo brasileiro ao americano. Portanto, ao contrário dos “populistas” europeus, ele não é nem protecionista, nem defensor da soberania. Os comentaristas de plantão substituem essas diferenças tão importantes por generalizações vazias.

Unesp lança livros gratuitos

Logotipos da Unesp e da Editora UnespColeção Cultura Acadêmica ganha 14 títulos

A Unesp e a Editora da Unesp lançaram esta semana 14 novos livros em formato digital nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas e Linguística, Letras e Artes. As obras são editadas pelo selo Cultura Acadêmica, da Editora da Unesp, e podem ser baixadas gratuitamente no site da coleção.

Com o Programa de Publicações Digitais, criado em 2009, a Unesp divulga em formato digital trabalhos de seus docentes, pós-graduandos e pós-graduados. A coleção Cultura Acadêmica já tem mais de 300 títulos, todos disponíveis no site.

Para não esquecer

O acervo do Cemap e as lutas populares

Logotipos do boletim do Cemap
Nos primeiros anos, o Cemap publicou um boletim periódico e foi mudando a cara de seu logotipo

Tornarem-se senhores da memória e do esquecimento é uma das grandes preocupações das classes, dos grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam as sociedades históricas. Os esquecimentos e os silêncios da história são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva

(Jacques Le Goff, História e Memória)

Todo mundo já ouviu falar de amnésia, aquele distúrbio que envolve a perda parcial e total da memória. E perder a memória é uma possibilidade terrível, considerando que a nossa personalidade é fundada em nossas lembranças, naquilo que nos ocorreu da primeira infância até hoje. Ou, como diz a linguagem popular, “desde que me conheço por gente”. Perder a memória é quase sinônimo de perder a identidade; de não ser mais sujeito, e sim objeto.

Se essa possibilidade já é assustadora para um indivíduo, imagine-se para um país, um povo, uma sociedade. “(…) A amnésia”, alerta o historiador Jacques Le Goff, “é não só uma perturbação no indivíduo, que envolve perturbações mais ou menos graves da presença da personalidade, mas também a falta ou a perda, voluntária ou involuntária, da memória coletiva nos povos e nas nações que pode determinar perturbações graves da identidade coletiva”.1 No Brasil, desde o golpe de 2016, essa é uma possibilidade real. Só lembrando: uma das primeiras iniciativas do novo governo foi a retirada da obrigatoriedade da História no currículo de Ensino Médio. E de um dia para outro, começamos a ouvir uma “história alternativa” da ditadura militar – que não era tão ruim assim, afinal.

Este é o momento de valorizarmos os chamados locais de produção de memória, como as bibliotecas, os museus e os arquivos. Foi pensando nessa necessidade que, há 37 anos, foi fundado o Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, o Cemap. Atualmente, o acervo é gerido pela Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Cemap-Interludium. Através de um convênio celebrado com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), ele está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória da universidade, o Cedem.

Opinião

Ato 6 de abril de 2018, pela libertação de LulaA vida continua!

Nivaldo Bastos

Tenho visto, após a eleição um tal grau de desespero que até parece que um tsunami arrasou com o país e agora é barbárie, pau de arara, etc.

Até boas lideranças de esquerda passaram a atuar como pastores religiosos, anunciando quase o fim do mundo e, como se fosse por vontade divina, nada se pode fazer.

Talvez se esconder em uma gruta…

Calma gente!! Foi só uma eleição e, como nos acostumamos a ganhar – o que ressaltou muito o caráter eleitoral do partido em detrimento de suas origens sindicais –, gerou um desânimo, porque agora só temos uns poucos deputados a nos defender.

Continua muito importante o PT como expressão política do projeto de sociedade dos trabalhadores. Isso está bastante enraizado em grande parte da população, que disse não ao projeto individualista e destemperado do Ciro, apoiando mesmo que com muitas reservas a opção Haddad; afinal o PT é o ÚNICO partido que sobreviveu no país.

Mas o Brasil não é uma ilha. O globo ainda é governado pelas corporações e seus políticos. Em muitos países, até com mais conquistas sociais do que o nosso, partidos de extrema direita nacionalista e racista têm sido alçados ao poder. É uma conjuntura desfavorável, agravada pelo fato de a esquerda ainda não ter encontrado uma forma de se livrar da tradição horrorosa das experiências stalinistas.

Ditadura

39 anos da morte de Santo Dias da Silva

Do Cedem

Santo Dias da SilvaÉ sempre bom lembrar. Há 39 anos, no dia 30 de outubro de 1979, o metalúrgico Santo Dias da Silva foi morto pela polícia militar de São Paulo quando lutava por melhores condições salariais. A inflação acumulada naquele ano, segundo o Almanaque Folha, da Folha Online, foi de 77,21%, mas o governo militar a prefixou em 45%. Ainda assim, a inflação terminou o ano ultrapassando os 50%. O custo de vida era alto, o que resultou no Movimento Contra a Carestia, liderado por mulheres simples da periferia da Zona Sul de São Paulo.

Setembro e outubro era época de campanha salarial. Os operários da Silvânia apresentaram pauta pedindo melhores salários e segurança no trabalho. Sem respostas, decidiram pela greve. Santo Dias era um líder e organizava os trabalhadores. Houve piquete. Em depoimento ao Comitê Santo Dias da Silva, a viúva Ana Dias contou que os policiais cercavam os operários que faziam piquete. Às 14 horas daquele 30 de outubro Santo foi assassinado pelo PM Herculano Leonel.

USP, ecos de 1968

Jornal da USP reúne textos e vídeos sobre 1968

“USP, ecos de 1968, 50 anos depois”, cartazO Jornal da USP vem publicando desde o fim de setembro uma série de vídeos, artigos, entrevistas e depoimentos de professores e alunos que viveram as mobilizações, vicissitudes e arbitrariedades de 1968 na Universidade de São Paulo. O material, que continuará a ser enriquecido até 21 de dezembro, é um complemento ao ciclo de reflexões “USP, ecos de 1968, 50 anos depois”, mas também aborda os principais eventos políticos, culturais e sociais que tiveram lugar no Brasil e no mundo em 1968.

O ciclo, uma realização da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, do Centro Universitário Maria Antônia (Ceuma), do Jornal da USP e da Rádio USP, se estendeu de 2 a 5 de outubro, com exposições, peças de teatro, leituras dramáticas, relançamento de livros e mesas-redondas. A exposição e documentário Os Fuzis da Dona Tereza Carrar, contribuição do Teatro da USP (TUSP) ao evento, estarão abertos ao público até dia 23 de dezembro

Livro grátis até dia 28

Capa do livro "O ódio como política"Boitempo libera e-book “O ódio como política”

A Boitempo Editorial decidiu liberar o download gratuito do livro “O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil” até o fim do segundo turno das eleições (28 de outubro). Os ensaios da coletânea, organizada pela socióloga Esther Solano, analisam fenômenos como a eleição de Trump nos Estados Unidos, o Brexit no Reino Unido e a popularidade de Bolsonaro para fazer um retrato do avanço dos movimentos de direita no Brasil e no mundo e “o surgimento e a manutenção do regime de ódio dentro do campo político”.

O livro pode ser baixado gratuitamente pelos seguintes links:

Amazon, Kobo, Google Play e Apple

Por uma arte independente

Cartaz da comemoração dos 80 anos da Fiari.Café Filosófico #MAIS faz evento pelos 80 anos do Manifesto da Fiari

O Café Filosófico #MAIS, vai realizar neste sábado um evento comemorativo aos 80 anos do Manifesto por uma Arte Revolucionária Independente, escrito em 25 de julho de 1938 por Leon Trotsky e André Breton, pela criação da Federação Internacional da Arte Revolucionária e Independente (Fiari). Os organizadores programaram uma maratona de palestras e intervenções artísticas que começará às 15 horas e se estenderá até as 20 horas, na Rua Borges Lagoa, 170, em São Paulo. Além disso, a Usina Editorial lançará no evento o livro A Revolução na Literatura – A Literatura na Revolução, com nova tradução do Manifesto da Fiari e textos inéditos no Brasil, organizado por Suely Corvacho.