Cemap-Interludium

Reflexões anticapitalistas

Download do artigo em formato PDF
Enviado por Danilo Nakamura em: 4 - janeiro - 2013 4 Comentários

Minicurso sobre Walter Benjamin – Grupo Desvios

Por um verdadeiro estado de emergência

 

Aula 2

Arte e técnica: estetização da política ou politização da arte

(Fernando Sarti e Carlos Eduardo Jordão Machado)

 Texto de abertura da aula

Como pensar a arte num registro pós-aurático? Ou ainda, como pesar a arte nas suas atuais condições produtiva? Reprodutibilidade técnica e ruptura com conceitos tradicionais como: criatividade e gênio, validade eterna e estilo, forma e conteúdo e etc.

 Diante do avanço do uso da estética como campo privilegiado da estetização da política, seja pelos fascistas, seja pelas democracias ocidentais, Walter Benjamin procurou ver no advento da técnica a possibilidade de se fazer política.

 Digamos assim, lá onde o fascismo explorava secretamente a representação artística em nome de uma minoria de proprietários, Benjamin via uma brecha para expropriação e uso da arte como momento decisivo das exigências revolucionárias da classe trabalhadora.

 A fim de aprofundar esse debate, nós – grupo desvios – apresentamos a mesa intitulada “Arte e técnica: estetização da política ou politização da arte”. Como debatedores teremos o professor Francisco Alambert aqui do departamento de história autor de “BIENAIS DE SÃO PAULO: da era dos Museus à era dos curadores (1951-2001)”, “A semana de 22: a aventura modernista no Brasil” e outros. E o professor Carlos Eduardo Machado do departamento de história da UNESP de Assis, autor dos livros “As formas e a vida. Ética e estética no jovem Lukács (1910-1918)” e “Um capítulo da história da modernidade estética: Debate sobre o expressionismo. Ernst Bloch, Hanns Eisler, Georg Lukács e Bertold Brecht” e muitos outros artigos no campo da teoria estética.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

Artigos relacionados:

  1. [Vídeo] Walter Benjamin – aula 1: República de Weimar e o estado de exceção
  2. Por um verdadeiro estado de emergência – minicurso sobre Walter Benjamin (apresentação)
Categorias: Cultura

4 Comentários

  1. Danilo Nakamura disse:

    O outro palestrante seria o professor Francisco Alambert, mas devido a problemas particulares, ele não pode comparecer.

  2. Atilio Borges Neto disse:

    ótima exposição e discussão dos temas levantados acerca de Benjamin e seus contemporâneos,e se eu pudesse realizar uma indagação, ela seria a seguinte: Se a arte pode ser estetizada, ao modo do nazismo, ela também não poderia tornar-se politizada pelos mesmos meios, ou seja, se há procedimentos ideológicos para estetizá-la não se pode usar tais procedimentos igualmente para politizar?

    • Danilo Nakamura disse:

      Acho que sua pergunta é central no pensamento benjaminiano. O perigo da estetização da política estava dado com o nazismo, assim, para ele, cabia a esquerda pensar a politização da arte. O grande exemplo dele era o cinema soviético e uma demanda popular em participar, ser produtor dessa arte que estava sendo experimentada.

      O destino histórico do socialismo real, no entanto, é um bom ponto de vista para avaliar essa aposta do Walter Benajmin.

      • Atilio Borges Neto disse:

        O que você mencionou como uma diretriz no modo de politização da arte é significativo, porém caro Danilo, acredito que o próprio Benjamin não tinha lá uma boa definição para um processo de politização que de fato pudesse ser bem sucedido, em A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica, Benjamin expõe que essa tarefa cabia aos comunistas e ele também cita o teatro pedagógico de Brecht como um meio de politizar.Contudo, o que de fato era o comunismo para o qual ele se dirigia? Era a esquerda Alemã com Rosa Luxemburgo como sua protagonista ou os modelos fora da Alemanhã? E quem seriam os comunistas capazes de tentar uma obra politizada naquele período histórico? Lendo o ensaio da reprodutibilidade técnica essas questões me surgem como algo que suspeita do sentido real desse politizar a arte, perante as palavras de Benjamin esse politizar não fica claro. Cara, você possui algumas ideias a essas indagações, se sim, quais seriam. Se seu texto ficar extenso, por gentileza, manda no meu e-mail: tekstito@gmail.com
        Valeu pelos seus comentários, por exemplo, eu não sabia a respeito do cinema soviético com relação ao Benjamin.

Envie um comentário

*