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Reflexões anticapitalistas

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Enviado por Danilo Nakamura em: 7 - janeiro - 2013 1 Comentário

Minicurso sobre Walter Benjamin – Grupo Desvios

Por um verdadeiro estado de emergência

 

Aula 5

Mudar o tempo: exigências do verdadeiro estado de emergência

(Rafael Pachiega, Jorge Luís Grespan e Paulo Eduardo Arantes)

 Texto de abertura da aula

Terminamos hoje com o curso sobre o pensamento de Walter Benjamin: “Por um verdadeiro estado de emergência” com a mesa: Mudar o Tempo: Exigências do verdadeiro estado de emergência. Como debatedores teremos o professor Jorge Grespan do departamento de história USP, autor de “O negativo do Capital” e  a psicanalista Maria Rita Kehl autora de “O tempo e o cão” e outros.

 Longe de querermos antecipar a reflexão dos dois debatedores, cremos que seja proveitoso relermos duas citações que inspiraram o grupo desvios a pensar o curso.

 Cito: “a tradição dos oprimidos nos ensina que o ‘estado de exceção’ [Ausnahmezustand no original; state of emergency na tradução inglesa] no qual vivemos é a regra. Precisamos chegar a um conceito de história que dê conta disso. Então surgirá diante de nós nossa tarefa, a de instaurar o real estado de exceção; e graças a isso a nossa posição na luta contra o fascismo tornar-se-á melhor. A chance desse consiste, não por último, em que seus adversários o afrontem em nome do progresso, como se esse fosse uma norma na história. — O espanto em constatar que os acontecimentos em que vivemos ‘ainda’ sejam possíveis no século XX não é nenhum espanto filosófico. Ele não está no início de um conhecimento, a menos que seja o de mostrar que a representação da história de onde provém aquele espanto é insustentável”. (Benjamin, W. )

 E mais: “Alarme de incêndio. A representação da luta de classes pode induzir em erro. Não se trata nela de uma prova de força, em que seria decidida a questão: quem vence, quem é vencido? Não se trata de um combate após cujo desfecho as coisas irão bem para o vencedor, mal para o vencido (…) A história nada sabe da má infinitude na imagem dos dois combatentes eternamente lutando (…) Se a eliminação da burguesia não estiver efetivada até um momento quase calculável do desenvolvimento econômico e técnico (a inflação e a guerra química o assinalam), tudo estará perdido. Antes que a centelha chegue à dinamite, é preciso que o pavio que queima seja cortado”. (Benjamin, W.)

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Categorias: Cultura, Manchetes

Um comentário

  1. Danilo Nakamura disse:

    Paulo Arantes substituiu a colega Maria Rita Kehl, que não pode comparecer por motivos pessoais.

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