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Reflexões anticapitalistas

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Enviado por Emmanuel Nakamura em: 19 - abril - 2016 0 Comentários

A essa pergunta Hegel tinha uma resposta paradoxal: «um povo não se deixa enganar acerca da sua base substancial, da essência e do caráter determinado do seu espirito, mas que ele é enganado por si mesmo acerca do modo como ele sabe desse espírito e como julga as suas ações, os acontecimentos etc. segundo esse modo.»1 Aceitar essa resposta de Hegel significa ter como ponto de partida indivíduos livres e emancipados e que não precisam e nem aceitam nenhum tipo de tutela: um povo não se deixa enganar, ele engana a si mesmo. Logo as instituições sociais e políticas são um resultado de suas próprias ações e da maneira como as julga.

Hoje em dia, o cidadão médio brasileiro tem como bandeira libertar o Brasil da corrupção. Ele não tem nenhum interesse concreto, apenas uma ideia puramente abstrata de justiça vingativa que é uma segunda lesão ao direito. Se os políticos lesam o direito através de práticas corruptas, a justiça vingativa da classe média justiceira é uma segunda lesão ao direito. Assim como os políticos corruptos, ela está aquém de qualquer representação moral que exigisse uma justiça legal. Como se trata de uma ideia abstrata de justiça vingativa, ela é uma abstração de qualquer interesse particular concreto. Logo, a classe média vingativa se volta com violência contra qualquer opinião contrária, solapando um dos pilares do Estado de direito: a liberdade de opinião.2

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