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Morre Vera Pedrosa, escritora da geração mimeógrafo

Faleceu na quarta-feira (3), no Rio de Janeiro, a poeta Vera Pedrosa aos 85 anos. Atuante no movimento da poesia marginal, na década de 1970, Vera destacou-se através de sua escrita, publicando livros como Poemas (1964), Perspectivas Naturais (1978), De Onde Voltamos o Rio Desce (1979) e outros.

Na época de suas primeiras publicações, o Brasil se encontrava em pleno regime militar. Após movimentos artísticos como o Tropicália, poetas e escritos criaram a geração mimeógrafo, juntando além de escritores, artistas e professores, o movimento se tornou a nova forma de propagação da cultura, substituindo meios tradicionais de circulação de arte e informação, por meios alternativos influenciados pela contracultura.

No exílio, nos anos 1940: Mário Pedrosa, Mary Huston e Vera (à direita). E ao lado, foto de Vera, retratada por Mário Pedrosa. (Fundo Lívio Xavier/Acervo Cedem, publicadas no livro Mario Pedrosa e o Brasil, 2001).

Vera era filha do crítico de arte e jornalista, Mario Pedrosa, participante da fundação do Partido dos Trabalhadores. Durante sua trajetória morou em Washington e Nova York com os pais devido ao exílio político durante a Era Vargas. Retornando ao Brasil, formou-se em Filosofia pela UFRJ e trabalhou como Jornalista no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil. Teve também uma carreira importante no Itamaraty, sendo a primeira mulher a assumir o cargo de subsecretária-geral de Assuntos Políticos do Ministério das Relações Exteriores.

 

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