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39 anos do assassinato de Santo Dias da Silva

Do Cedem
É sempre bom lembrar. Há 39 anos, no dia 30 de outubro de 1979, o metalúrgico Santo Dias da Silva foi morto pela polícia militar de São Paulo quando lutava por melhores condições salariais. A inflação acumulada naquele ano, segundo o Almanaque Folha, da Folha Online, foi de 77,21%, mas o governo militar a prefixou em 45%. Ainda assim, a inflação terminou o ano ultrapassando os 50%. O custo de vida era alto, o que resultou no Movimento Contra a Carestia, liderado por mulheres simples da periferia da Zona Sul de São Paulo.

Setembro e outubro era época de campanha salarial. Os operários da Silvânia apresentaram pauta pedindo melhores salários e segurança no trabalho. Sem respostas, decidiram pela greve. Santo Dias era um líder e organizava os trabalhadores. Houve piquete. Em depoimento ao Comitê Santo Dias da Silva, a viúva Ana Dias contou que os policiais cercavam os operários que faziam piquete. Às 14 horas daquele 30 de outubro Santo foi assassinado pelo PM Herculano Leonel.

A noticia da morte do líder sindical e religioso se espalhou entre os trabalhadores, na periferia da Zona Sul onde ele morava e na igreja católica. O sepultamento virou um cortejo de protesto com a presença aproximada de 50 mil trabalhadores. Seus companheiros e amigos fundaram o Comitê Santo Dias da Silva para lutar por justiça. Santo morreu enquanto lutava por alimento, saúde, escolas, emprego.

Julgamento do assassino – Foi instaurado processo contra o PM Herculano Leonel. Após audiências e testemunhos, foi condenado. Mas houve recurso e o PM acabou sendo absolvido por ter sido considerado inocente.

O Cedem possui a custódia do Fundo Santo Dias desde 2004.

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