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Quando não se sabe como responder as demandas sociais

Ou, quando não possuem a força do argumento, eles utilizam o argumento da força

Walter Takemoto

Como muitos devem ter lido ou tomado conhecimento por comentários, um “jornalista” de um blog ligado ao secretário municipal de Educação de Salvador, Bacelar, que não tem nenhum apreço por mim, pois participei da luta dos professores municipais contra a compra por R$ 15 milhões de um pacote educacional sem licitação chamado Alfa e Beto, lançado pelo falecido ACM em 2003 como o programa nacional de alfabetização do PFL (hoje DEM). Por conta desse movimento, o Ministério Público mandou cancelar a compra desse pacote e a devolução dos R$ 15 milhões. O Bacelar deve ter ficado muito chateado com isso!

A direita reacionária utilizar meios sórdidos para atacar e tentar destruir seus opositores é uma prática comum. No passado mandavam prender, torturar e matar. Depois passaram a fabricar dossiê, lançar notas difamatórias, alimentar a imprensa e jornalistas que se vendem para atacar a vida pessoal de quem querem destruir.

Portanto, tudo isso é normal.

O que é surpreendente é quando quem se diz de esquerda passa a utilizar o mesmo método!

Pois bem, ontem fiquei sabendo que algumas pessoas ligadas ao governo do Estado estão coletando informações sobre a minha vida pessoal e profissional para me atacarem, já que agora vamos para uma audiência pública para negociar as reivindicações do Movimento Passe Livre que estão no âmbito do Estado.

É claro que não se trata só disso.

Quando houve a greve da PM da Bahia, escrevi um artigo para a Caros Amigos criticando a forma como o governo do Estado conduziu as negociações e a ausência de uma política de segurança pública e de profissionalização das corporações policiais.

Durante a greve dos professores da rede estadual da Bahia voltei novamente a escrever artigo para a Caros Amigos, criticando o governo do Estado pela forma truculenta e antidemocrática com que se relacionou com os professores e conduziu a negociação, que repetia um método de não reconhecer o direito de greve e de respeito às reivindicações dos trabalhadores.

Faço parte, como é público, de um instituto de educação e cultura, Abaporu, que desenvolve projetos de formação de professores, políticas educacionais e produção de orientações curriculares e materiais de apoio pedagógico. Desenvolvemos projetos no Estado do Acre, reconhecidos como de qualidade por especialistas de universidades, sendo que as orientações curriculares do Estado foram consideradas as mais completas e adequadas do país por esses especialistas. Um projeto de atendimento de crianças de 0 a 3 anos que moram na floresta e em áreas de difícil acesso foi considerado por especialistas como referência.

Pois bem, pessoa do governo da Bahia entrou em contato com o governo do Acre na época desses artigos para questionar como admitiam que eu trabalhasse lá se fazia oposição ao PT. Na época achei que era exagerado, não conseguia aceitar que quem se colocava no campo da esquerda utilizasse esse método para combater quem divergia.

E agora recebo essa notícia de que alguém do governo da Bahia prepara um dossiê para me atacar.

Vou facilitar para esses caçadores e fabricadores de dossiê passando algumas informações:

Nome: Walter Takemoto.

  • Diretor do Instituto Abaporu de Educação e Cultura, que desenvolve, desde 2002, projetos educacionais e sociais em diferentes instituições e Estados do país, conta com a participação de profissionais de diversos Estados e universidades, inclusive da Bahia, e a colaboração de pesquisadores de universidades de outros países. Todas essas informações estão no site do instituto.
  • Vim para Salvador para implantar na antiga Faculdade Diplomata cursos de formação de professores, posteriormente com a mudança para a Paralela e a transformação em Jorge Amado, assumi sua direção acadêmica até o momento em que me desliguei quando iniciou o processo de preparação da mesma para a venda para grupo financeiro. Considero essa experiência uma das mais significativas, tanto pela equipe que trabalhava comigo, como pelos projetos coletivamente desenvolvidos que deram vida acadêmica a uma instituição privada de ensino.

Anteriormente:

  • Diretor da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, assessor e editor da revista sindical para o Cone Sul da CIOSL/ORIT. Fui consultor do PNUD em formação de professores e uso de tecnologias da educação. Diretor de Políticas Educacionais do MEC. Membro do Conselho Nacional Anti-Drogas.
  • Caso queiram informações de terceiros, não posso dar os nomes e contatos, pois não tenho autorização para divulgar nome de ninguém, mas podem pesquisar e tentar entrar em contato:
  • Secretaria Municipal de Educação de São Luís: trabalhei com os profissionais dessa secretaria em projetos de formação de professores, elaboração de PCCS e Estatuto do Magistério. Na internet há várias informações sobre esses trabalhos. As diretrizes curriculares de São Luís que assessoramos na elaboração foram, junto com as do Acre, consideradas as duas mais completas e adequadas do país.
  • Faculdades Jorge Amado: trabalhei de 2002 a 2005. Podem procurar professores e alunos que estudaram nesse período, além de funcionários.
  • Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo: fui funcionário e diretor do sindicato. Podem procurar a diretoria atual e obter informações sobre minha atuação como diretor e se quiserem entrem em contato com a Creche Municipal Jardim Japão, onde trabalhei, que ainda permanecem lá alguns funcionários que trabalharam comigo.
  • Ministério da Educação: procurem técnicos e funcionários que trabalharam comigo nas coordenações de ensino fundamental, educação indígena, educação ambiental, livro didático, educação especial e outros.

Talvez seja de interesse do aspone (abreviatura para assessor de porra nenhuma) do governo do Estado que está preparando esse dossiê ter informações políticas partidárias a meu respeito:

  • fui militante da Polop/MEP.
    fui militante fundador do PT até 1992, quando me afastei do partido por divergir dos rumos que tomava.
  • fui militante e dirigente da CUT até 1990, se não me falha a memória.
  • apesar de ter sido militante do PT, sempre busquei construir a unidade entre as forças que atuavam na categoria, portanto sempre busquei construir diretorias com todas as forças políticas, assim procurem as direções do PCdoB, OT, da antiga CUT pela Base, que podem lhe dar informações.
  • no PT procurem os dirigentes do antigo MEP, que continuam na direção nacional do partido.

Considero que essas informações que estou tornando públicas vão facilitar a coleta de dados mais precisos sobre minha vida. Caso precise de outras, ou tiver a curiosidade de detalhar melhor algum ponto, pode me ligar que vou atender com o maior prazer. Como você deve ter o meu celular, os números de telefone da minha casa e do meu trabalho, pode ligar sem nenhum problema que vou atender com prazer.

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