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O início da grande greve

Jornal o Trabalho e Tribuna Metalúrgica, 1978-1979 (Acervos Mário Pedrosa e Sérgio Buarque de Holanda).

Os últimos anos da década de 70 viram renascer um novo movimento sindical. Depois de uma ausência que seguiu a brutal repressão às greves de 1968 de Osasco e Contagem, a classe operária voltou à cena em grande estilo, aprofundando a crise da ditadura e questionando os limites da “abertura lenta, gradual e segura” dos ditadores Geisel e Figueiredo.

A repressão ao movimento operário e sindical começou logo depois do golpe militar de 1964. O AI-2 de 1965 tornava crime qualquer tipo de protesto ou demonstração pública contra o governo militar e determinava a cassação de direitos políticos de quem deles participava.

Em 1968, o AI-5, o mais brutal dos atos institucionais, nos seus 12 artigos, concedia ao presidente da República, os poderes de cassar mandatos, intervir em Estados e municípios, suspender direitos políticos de qualquer indivíduo e, o mais relevante, decretar recesso do Congresso e assumir suas funções legislativas. O AI-5 também suspendeu o habeas corpus para crimes políticos. Por conseguinte, jornais oposicionistas ao regime militar foram censurados, livros e obras “subversivas” foram retiradas de circulação e vários artistas e intelectuais tiveram de se exilar.

O Cemap na Semana de Jornalismo da PUC

Cartaz da Semana de Jornalismo da PUCCemap-Interludium participou da 41ª Semana de Jornalismo da PUC-SP, onde apresentou nosso projeto de digitalização das coleções dos jornais alternativos da época da ditadura Versus, Opinião e Movimento. A presidente de Cemap-Interludium, Lúcia Pinheiro, fez parte da mesa do debate “Memória e Resistência: O papel histórico do jornalismo”, junto com Raimundo Pereira, que foi fundador e editor do Movimento, e Laura Capriglione, do Jornalistas Livres. A discussão se centrou na importância e na necessidade do jornalismo de resistência, no passado e no presente, e foi filmada pelos organizadores.

Memória de uma imprensa alternativa

Jornais alternativos

Vamos digitalizar os jornais Movimento, Opinião e Versus!

O Cemap-Interludium começa 2019 comemorando: vai fazer este ano a digitalização dos jornais Movimento, Opinião e Versus, três importantes veículos alternativos de resistência democrática que circularam durante o período da ditadura. Nosso projeto Memória de uma Imprensa Alternativa, que prevê a digitalização e a divulgação dessas coleções, que integram o acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), foi um dos dez selecionados pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo para receber recursos do Edital de Apoio à Digitalização de Acervos.

Movimento, Opinião e Versus não eram porta-vozes de grupos sindicais ou revolucionários, mas jornais que surgiram durante o período da ditadura no Brasil como alternativa à grande imprensa, muito mais suscetível à censura e outras formas de controle. Eles ocuparam em boa parte o vácuo deixado pelos jornais de esquerda, que foram postos na ilegalidade e praticamente deixaram de existir.

Leia mais

Exposição 50 anos de Contagem e Osasco

Slide 1
Jornais clandestinos de 1968, Cemap

As greves de 68 vistas pela mídia clandestina

Exposição