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Tag: Cedem

Projeto Memória de uma Imprensa Alternativa entra na fase de execução

O projeto Memória de uma Imprensa Alternativa já começou a fase de execução, com o preparo preliminar para a digitalização das coleções dos jornais Movimento, Opinião e Versus, que integram o acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). Disponibilizar o acesso às edições desses três importantes veículos alternativos de resistência democrática que circularam durante o período da ditadura “infelizmente ganha ainda mais relevância nos dias de hoje”, avalia a diretora-geral de Cemap-Interludium, Lúcia Pinheiro. “Com a tragédia do momento político que estamos vivendo, sob uma mal disfarçada ditadura, não necessariamente a imprensa alternativa, mas sim a imprensa independente se impõe.”

Entidades discutem preservação documental

1º Encontro Paulista de Patrimônio Histórico-DocumentalNestes tempos em que a história e a memória estão sob ataque direto até do próprio Estado, entidades e profissionais da área de acervos de São Paulo vão se reunir pela primeira vez para discutir linhas de atuação para preservar e divulgar patrimônios documentais. O 1º Encontro Paulista de Patrimônio Histórico-Documental acontece entre os dias 13 e 15 de maio e é aberto a todos os interessados.

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Conferência no Cedem

Erundina prefeita de São PauloErundina e os 30 anos do governo popular democrático na cidade de São Paulo

Há 30 anos, Luiza Erundina tomava posse como prefeita de São Paulo. Mulher, nordestina, petista, sua vitória de virada foi a grande surpresa da eleição de 1988, contrariando todas as pesquisas, que apontavam a vitória do então candidato do PDS, Paulo Maluf. Nesta sexta-feira, dia 29, ela fará uma conferência no Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para falar de sua gestão.

Memória de uma imprensa alternativa

Jornais alternativos

Vamos digitalizar os jornais Movimento, Opinião e Versus!

O Cemap-Interludium começa 2019 comemorando: vai fazer este ano a digitalização dos jornais Movimento, Opinião e Versus, três importantes veículos alternativos de resistência democrática que circularam durante o período da ditadura. Nosso projeto Memória de uma Imprensa Alternativa, que prevê a digitalização e a divulgação dessas coleções, que integram o acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), foi um dos dez selecionados pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo para receber recursos do Edital de Apoio à Digitalização de Acervos.

Movimento, Opinião e Versus não eram porta-vozes de grupos sindicais ou revolucionários, mas jornais que surgiram durante o período da ditadura no Brasil como alternativa à grande imprensa, muito mais suscetível à censura e outras formas de controle. Eles ocuparam em boa parte o vácuo deixado pelos jornais de esquerda, que foram postos na ilegalidade e praticamente deixaram de existir.

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Para não esquecer

Logotipos dos primeiros boletins do CemapO acervo do Cemap e as lutas populares

Tornarem-se senhores da memória e do esquecimento é uma das grandes preocupações das classes, dos grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam as sociedades históricas. Os esquecimentos e os silêncios da história são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva

(Jacques Le Goff, História e Memória)

Todo mundo já ouviu falar de amnésia, aquele distúrbio que envolve a perda parcial e total da memória. E perder a memória é uma possibilidade terrível, considerando que a nossa personalidade é fundada em nossas lembranças, naquilo que nos ocorreu da primeira infância até hoje. Ou, como diz a linguagem popular, “desde que me conheço por gente”. Perder a memória é quase sinônimo de perder a identidade; de não ser mais sujeito, e sim objeto.
Se essa possibilidade já é assustadora para um indivíduo, imagine-se para um país, um povo, uma sociedade. “(…) A amnésia”, alerta o historiador Jacques Le Goff, “é não só uma perturbação no indivíduo, que envolve perturbações mais ou menos graves da presença da personalidade, mas também a falta ou a perda, voluntária ou involuntária, da memória coletiva nos povos e nas nações que pode determinar perturbações graves da identidade coletiva”.1LE GOFF, Jacques. História e Memória. Editora da UNICAMP. Campinas. 1990. pp. 225. No Brasil, desde o golpe de 2016, essa é uma possibilidade real. Só lembrando: uma das primeiras iniciativas do novo governo foi a retirada da obrigatoriedade da História no currículo de Ensino Médio. E de um dia para outro, começamos a ouvir uma “história alternativa” da ditadura militar – que não era tão ruim assim, afinal.
Este é o momento de valorizarmos os chamados locais de produção de memória, como as bibliotecas, os museus e os arquivos. Foi pensando nessa necessidade que, há 37 anos, foi fundado o Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, o Cemap. Atualmente, o acervo é gerido pela Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Cemap-Interludium. Através de um convênio celebrado com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), ele está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória da universidade, o Cedem.

Ditadura

39 anos do assassinato de Santo Dias da Silva

Do Cedem

Santo Dias da SilvaÉ sempre bom lembrar. Há 39 anos, no dia 30 de outubro de 1979, o metalúrgico Santo Dias da Silva foi morto pela polícia militar de São Paulo quando lutava por melhores condições salariais. A inflação acumulada naquele ano, segundo o Almanaque Folha, da Folha Online, foi de 77,21%, mas o governo militar a prefixou em 45%. Ainda assim, a inflação terminou o ano ultrapassando os 50%. O custo de vida era alto, o que resultou no Movimento Contra a Carestia, liderado por mulheres simples da periferia da Zona Sul de São Paulo.

Setembro e outubro era época de campanha salarial. Os operários da Silvânia apresentaram pauta pedindo melhores salários e segurança no trabalho. Sem respostas, decidiram pela greve. Santo Dias era um líder e organizava os trabalhadores. Houve piquete. Em depoimento ao Comitê Santo Dias da Silva, a viúva Ana Dias contou que os policiais cercavam os operários que faziam piquete. Às 14 horas daquele 30 de outubro Santo foi assassinado pelo PM Herculano Leonel.

Cedem atualiza guia de acervo

Capa da segunda edição do Guia do Acervo do CedemO Cedem lançou a segunda edição de seu Guia do Acervo, que incorpora fundos e coleções recebidos depois de 2008, quando foi publicada a primeira edição. O Guia é uma publicação de referência para os pesquisadores interessados em conhecer e utilizar o material do centro. Com 166 páginas, ele traz informações sobre os documentos relativos ao Projeto Memória da Universidade, constituído para preservar a história da Unesp, e sobre o material proveniente de movimentos sociais e da esquerda nacional e internacional que integram o acervo. A publicação pode ser baixada em formato PDF no site, ou clicando aqui.

O guia apresenta um resumo dos 30 anos de percurso do Cedem e um perfil do acervo, em que trata das particularidades da documentação, adquirida por doação ou na forma de depósito ou custódia, incluindo observações sobre algumas opções de trabalho adotadas para sua preservação e tratamento técnico. Em seguida,  descreve os arquivos e coleções, agrupados em torno das instituições das quais se originaram.