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Tag: Brasil

Direitos Humanos

CartazMarielle2Em Roma, ato marca um ano do assassinato de Marielle

Verônica O’Pemba Verdi

Em 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados no Rio de Janeiro. Esse ato covarde chocou o Brasil e teve repercussão internacional. Na Itália, brasileiros residentes e a sociedade italiana em geral compartilham a mesma indignação.

Nesta quinta-feira, dia em que se completou um ano desse ato criminoso, o Comitê Italiano Lula Livre e a Frente pela Democracia no Brasil, sediados em Roma, realizaram um ato de luto e luta por Marielle e Anderson.

O evento realizou-se na Casa Internacional da Mulher, com sala lotada. A abertura foi feita por Rosa Mendes, presidente da Casa, seguida das manifestações de Leila Daianis, ativista italiana pelos direitos LGBTIQ; Valéria Ribeiro Corossacz, do movimento Non Uma di Meno, que luta pelos direitos das mulheres e contra o feminicídio; Laura Renzi, da Anistia Internacional; Carla Centoni, responsável pelo Centro Antiviolência Marielle Franco da cidade de Nettuno; e Stella Santos, do Coletivo Marielle Vive.

Memória de uma imprensa alternativa

Jornais alternativos

Vamos digitalizar os jornais Movimento, Opinião e Versus!

O Cemap-Interludium começa 2019 comemorando: vai fazer este ano a digitalização dos jornais Movimento, Opinião e Versus, três importantes veículos alternativos de resistência democrática que circularam durante o período da ditadura. Nosso projeto Memória de uma Imprensa Alternativa, que prevê a digitalização e a divulgação dessas coleções, que integram o acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), foi um dos dez selecionados pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo para receber recursos do Edital de Apoio à Digitalização de Acervos.

Movimento, Opinião e Versus não eram porta-vozes de grupos sindicais ou revolucionários, mas jornais que surgiram durante o período da ditadura no Brasil como alternativa à grande imprensa, muito mais suscetível à censura e outras formas de controle. Eles ocuparam em boa parte o vácuo deixado pelos jornais de esquerda, que foram postos na ilegalidade e praticamente deixaram de existir.

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Opinião

Ato 6 de abril de 2018, pela libertação de LulaA vida continua!

Nivaldo Bastos

Tenho visto, após a eleição um tal grau de desespero que até parece que um tsunami arrasou com o país e agora é barbárie, pau de arara, etc.

Até boas lideranças de esquerda passaram a atuar como pastores religiosos, anunciando quase o fim do mundo e, como se fosse por vontade divina, nada se pode fazer.

Talvez se esconder em uma gruta…

Calma gente!! Foi só uma eleição e, como nos acostumamos a ganhar – o que ressaltou muito o caráter eleitoral do partido em detrimento de suas origens sindicais –, gerou um desânimo, porque agora só temos uns poucos deputados a nos defender.

Continua muito importante o PT como expressão política do projeto de sociedade dos trabalhadores. Isso está bastante enraizado em grande parte da população, que disse não ao projeto individualista e destemperado do Ciro, apoiando mesmo que com muitas reservas a opção Haddad; afinal o PT é o ÚNICO partido que sobreviveu no país.

Mas o Brasil não é uma ilha. O globo ainda é governado pelas corporações e seus políticos. Em muitos países, até com mais conquistas sociais do que o nosso, partidos de extrema direita nacionalista e racista têm sido alçados ao poder. É uma conjuntura desfavorável, agravada pelo fato de a esquerda ainda não ter encontrado uma forma de se livrar da tradição horrorosa das experiências stalinistas.

Diálogos com Vito Letizia 1

Capa do 1º livro da série Diálogos com Vito LetiziaDebate marca publicação de ‘Contradições que Movem a História do Brasil e do Continente Americano’

Em 28 de outubro, com um debate na Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc) foi lançado o livro Contradições que Movem a História do Brasil e do Continente Americano, o primeiro da série Diálogos com Vito Letizia, organizado por Cemap-Interludium e editado por Alameda.
A obra é o primeiro resultado de quase cem horas de entrevistas, que percorreram, praticamente, todo o período que se convenciona chamar de “mundo moderno” até o contemporâneo. Vito preferiu partir da gênese da Revolução Francesa de 1789 para explicar todo o processo histórico subsequente, até chegar ao Brasil atual. A opção de Cemap-Interludium, de “iniciar pelo fim”, atendeu ao imperativo da necessidade: os tópicos abordados são da mais absoluta urgência para a esquerda brasileira.