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Soou o alarme: a crise do capitalismo para além da pandemia

Novo livro de Soleni Biscouto Fressato e Jorge Nóvoa da editora perspectiva, traz uma reunião de textos de diversos intelectuais, professores, historiadores e economistas sobre a crise do capitalismo para além da pandemia da Covid-19.

Neste contexto, a obra apresenta um denso debate acerca das fragilidades e graves inconsistências do modelo capitalista, em especial o neocapitalismo, que vêm corroendo a vida de milhões de pessoas em extrema vulnerabilidade social, esgotando os recursos naturais da terra de maneira sistemática e criando uma crise climática sem precedentes. Indicando a precarização do trabalho, o aumento vertiginoso das desigualdades sociais, a aniquilação da cultura e do meio ambiente como foco central da discussão.

Libelu – Abaixo a Ditadura 2020

Imagens da Libelu

Documentário dirigido pelo cineasta e jornalista Diógenes Muniz, é selecionado para “É Tudo Verdade 2020”, maior festival de documentários da América Latina. Sua fase presencial fora adiada para o mês de setembro devido à pandemia do Sars-Cov-2.

Revista “Sociologias Plurais” lança dossiê “Mário Pedrosa 120 anos”

Mário Pedrosa no Chile
Mário Pedrosa no Chile (acervo do Cemap).

A publicação do programa de pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vai lançar o dossiê “Mário Pedrosa, 120 anos”, com o objetivo de tornar o crítico de arte e militante e sua obra ainda mais conhecidos. Cemap-Interludium já está fazendo seu projeto sobre Mário Pedrosa, que inclui várias ações de preservação e difusão digital do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), que está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

‘A enfermidade da saúde pública no Brasil’

O médico sanitarista Lucio Barcelos, colaborador habitual do site de Cemap-Interludium, está lançando seu livro A enfermidade da saúde pública no Brasil, pela Editora AGE. Trata-se de uma coletânea de artigos focada na abertura do debate sobre o sistema de saúde público, debate que o autor considera “imprescindível diante do desmantelamento sofrido por esse sistema nos últimos anos e sua substituição pelo setor privado de saúde, com inegável prejuízo à grande maioria da população.”

As dívidas ilegítimas


François Chesnais (*)

Na primavera de 2010, os grandes bancos europeus, em primeiro lugar os bancos alemães e franceses, convenceram a União Europeia e o Banco Central Europeu de que o risco de falta de pagamento da dívida pública da Grécia colocava em perigo o seu orçamento global. Eles pediram para serem postos ao abrigo das consequências da gestão das referidas instituições. Os grandes bancos europeus foram fortemente ajudados no outono de 2008, no momento em que a falência do banco Lehman Brothers em Nova York conduziu a crise financeira ao paroxismo. Após o seu salvamento, eles não depuraram todos os ativos tóxicos das suas contas. E continuaram, ainda, a fazer colocações financeiras de alto risco.

Para certos bancos, a mínima falta de pagamento significaria a falência. Em maio de 2010, um plano de salvamento foi montado, com uma vertente financeira e uma vertente de austeridade orçamentária drástica e de privatização acelerada: fortes baixas nas despesas sociais, diminuição dos salários dos funcionários públicos e redução do seu número; novos ataques ao sistema de pensões, sejam elas por repartição ou por capitalização.