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Ato em homenagem a Vladimir Sacchetta celebra o legado do ‘homem-memória’

Ato de homenagem a Vladimir Sacchetta no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo em 15 de junho de 2026

“Já faz um mês e eu tenho muito medo de que o tempo passe e, com isso, eu fique mais longe da presença dele. Ao mesmo tempo, faz só um mês. Talvez seja justamente isso que a memória faz: ela desafia o tempo”, disse Paula Sacchetta durante o ato em homenagem à memória de seu pai, nosso brilhante conselheiro, o companheiro Vladimir Sacchetta.

Importante citar seu nome e sobrenome, pois, como lembrado por alguns dos vários oradores da cerimônia, organizada pelo Cemap e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Vladimir tinha muito orgulho do sobrenome que o ligava ao pai, o jornalista e militante trotskista Hermínio Sacchetta, um dos fundadores do nosso centro.

Ato em homenagem a Vladimir Sacchetta

Cartaz do ato em homenagem a Vladimir Sacchetta

O Cemap, Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, juntamente com o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e a família Sacchetta convidam para a homenagem ao nosso querido companheiro Vladimir Sacchetta, membro do Conselho do Cemap e associado e apoiador do sindicato, falecido no último dia 15 de maio. A homenagem será no dia 15 de junho, segunda-feira, na sede do sindicato, a partir das 18 horas.

​Será uma honra contar com sua presença para celebrarmos sua vida e seu legado.

Perdemos nosso companheiro Vladimir Sacchetta

foto de Vladimir Sacchetta (1950-2026)

O Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap) lamenta profundamente a morte do jornalista e produtor cultural Vladimir Sacchetta, membro do nosso Conselho Consultivo.

Vladimir esteve conosco ainda nesta última segunda-feira, prestigiando o lançamento do Cadernos Cemap n° 1 – Nova Série e a posse do Conselho Consultivo, na sala Fúlvio Abramo, sede do nosso centro. Pesquisador incansável, na ocasião ele celebrou a vocação do Cemap de manter viva a memória das lutas da classe trabalhadora.

Anos de chumbo: os filmes do período da ditadura (parte 1)

A memória, o conhecimento da história, é a maior arma de que dispomos para compreender acontecimentos atuais, não repetir erros e avançar. Apesar disso, quanto mais tempo passa, mais a ditadura brasileira parece uma coisa abstrata, algo “chato”, “triste”, que aconteceu, mas foi superado e acabou. Um período da história que já se encerrou, ficou para trás.

Essa impressão é muito estimulada hoje em dia, com todo tipo de discurso, a começar pelo da “ditabranda” de triste fama. E não é pra menos: com isso se esconde a realidade de que a ditadura deixou uma herança ainda muito viva, em especial no comportamento dos órgãos de repressão. Varre-se pra debaixo do tapete não só os mortos, presos e vítimas de tortura, mas todos aqueles que, mesmo sem nenhum vínculo com organizações de esquerda, foram prejudicados por um governo que censurava a liberdade de expressão, proibia qualquer manifestação contra ele, deturpava os currículos nas escolas para “vender” a história do Brasil que o favorecia e buscava impedir com todas as (muitas) forças de que dispunha qualquer investigação sobre massacres e corrupção.

Mário Pedrosa ganha portal na internet

Arte do portal "Mário Pedrosa - a arte da transgressão"

Cereja do bolo do projeto “Mário Pedrosa, 120 Anos” desenvolvido por Cemap-Interludium, está no ar o portal sobre o crítico de arte e militante trotskista Mário Pedrosa.

O portal “Mário Pedrosa, a arte da transgressão” se propõe a ser um centro de referências sobre a vida, o pensamento e as lutas de Pedrosa contra o fascismo, ditaduras e autoritarismos tanto na arte como na política, que são mais atuais do que nunca nos tempos que correm. Voltado a estudantes, professores e pesquisadores de todos os níveis, o portal traz uma linha do tempo da vida de Pedrosa, artigos de estudiosos e historiadores, parte de suas cartas ao amigo e companheiro de luta Lívio Xavier e um conjunto de sete pequenos vídeos sobre os momentos mais importantes de sua história. Pode ser acessado no endereço https://mariopedrosa120.org.br/.

Incêndio no Arquivo Nacional

O prédio do Arquivo Nacional, no Rio

Foi um susto. Mais um daqueles que passamos nestes anos de desgoverno. Sábado, madrugada, os bombeiros são chamados para apagar um incêndio no Arquivo Nacional, no Rio. Desta vez não tivemos de sofrer com outra tragédia de destruição da memória do Brasil. O foco foi contido, ninguém se feriu ou morreu, o acervo documental não foi afetado, não houve danos sérios à estrutura do complexo arquitetônico.

Ufa? Não, sem ufas: este é mais um caso de negligência do governo com as instituições de cultura do país. Como no incêndio do Museu Nacional, em 2018, e o do galpão da Cinemateca Brasileira, em julho do ano passado, existe uma combinação de falta de verbas, obras estruturais a passo de tartaruga, quando existem, e gestão marcada pelo descaso e pela falta de profissionalismo.

Libelu – Abaixo a ditadura estreia na TV aberta

Pixação Abaixo a ditadura

O documentário Libelu – Abaixo a ditadura, do diretor Diógenes Muniz, será exibido pela TV Cultura às 23 horas desta quinta-feira, 31 de março, para marcar a data do golpe de 1964. O filme, vencedor do 25º festival “É Tudo Verdade” em 2020, resgata a trajetória da tendência estudantil Liberdade e Luta, que surgiu em 1976 e ganhou notoriedade nos anos 1970 e 1980 ao levantar a bandeira “Abaixo a Ditadura”.