Menu fechado

Tag: manifestações

É a conjuntura, estúpido

José Arbex Jr.

“Seria mais fácil explicar os protestos quando eles ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica elevou a índices assustadores o número de jovens desempregados, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles ocorrem em países com governos populares e democráticos – como no Brasil, que atualmente exibe os menores índices de desemprego de sua história e uma expansão sem paralelo dos direitos econômicos e sociais. Muitos analistas atribuem os recentes protestos à rejeição da política. Creio ser precisamente o contrário: eles refletem o desejo de ampliar o alcance da democracia, de encorajar as pessoas a participarem de uma maneira mais plena.”

O diagnóstico é feito pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em artigo de sua autoria, publicado no jornal estadunidense The New York Times, em 16 de julho. Lula está certo. Os jovens que tomaram as ruas querem mais do que aquilo que já têm.

Porque não se deve temer as ruas

O movimento Acampa Sampa Ocupa Sampa convidou o filósofo Vladimir Safatle para dar uma aula pública no dia 8, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

Na aula, intitulada “Política e acontecimento: Porque não se deve temer as ruas”, Safatle discutiu a questão da ação política, com foco nas mobilizações das Jornadas de Junho, insistindo em que não estava dando uma aula, pois não tinha nada a ensinar que o público já não soubesse.

Debate: O Brasil nas ruas

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) promoveu no dia 4 o debate “O Brasil nas ruas”, que analisou a enorme onda de mobilizações e manifestações em todo o país iniciada com o Movimento Passe Livre, seus impactos e consequências. O evento, aberto pela reitora da Unifesp, Soraya Smaili, teve como debatedores José Maria de Almeida, da direção nacional da Conlutas, Maria Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista, Rodrigo Cesar, da direção nacional da Articulação de Esquerda PT, e Monique, do Movimento Passe Livre. José Arbex Jr., diretor do Departamento de Comunicação Institucional da Unifesp e integrante de Interludium, foi o moderador da mesa.

11 de julho: Dia nacional de luta!

O povo nas ruas muda o mundo!

Nós, movimentos sociais e populares, centrais sindicais e organizações políticas e partidárias, no próximo dia 11 de julho pararemos o país. São 11 pontos que nos reúnem e em torno aos quais queremos ver mudanças reais e profundas no Brasil e em nossas cidades.

Aula pública: Tarifa Zero e mobilização popular

O Movimento Passe Livre de São Paulo promoveu no dia 27 uma aula pública em frente ao prédio da Prefeitura sobre a proposta de tarifa zero para os transportes públicos e mobilização popular. A aula, que reuniu mais de 500 pessoas, foi dada pelo engenheiro e músico Lúcio Gregori, que foi secretário de Transportes da prefeita Luiza Erundina (1989-1992) e é o idealizador do Projeto Tarifa Zero, e pelo filósofo Paulo Arantes, pesquisador e professor aposentado do Departamento de Filosofia da USP.

A novidade da recusa do MPL: uma vitória popular

Caio de Andrea*

Começo este texto com meu testemunho e sobretudo minha alegria. O Movimento Passe Livre (o MPL) inaugura um novo modo de ação política popular que não tarda a demonstrar seus resultados. Qualquer um que tenha se proposto às passeatas pelas ruas de nossa cidade sabe do que se trata, pois experimenta: já há vitória para comemorar quando um brado (tal como este, ecoando uma torcida que já não é por time de futebol: “Ôôôô / O povo acordou / O povo acordou / O povo acordôôôÔ”) é entoado a plenos pulmões por 5 mil pessoas e, depois de muita cacetada da polícia, por umas 7 mil pessoas, e depois de muito mais cacetada ainda, por umas 10 mil pessoas, e hoje, ápice total da brutalidade generalizada, por umas 15 mil pessoas…

A luta pelo passe livre continua

O sítio Interludium disponibiliza mais alguns artigos e imagens sobre a luta contra o aumento das tarifas dos transportes públicos (ônibus, trem e metrô) em São Paulo. O Movimento Passe Livre defende, para além de uma tarifa “R$ 0,20 mais barata”, outra concepção de transporte. E nesse sentido é preciso entender esses atos como uma disputa por uma outra sociedade.
Neste post, destacamos três artigos: “3° ato: São Paulo para, Haddad viaja”, do Coletivo Passa Palavra; “Passe livre e o direito de ir e vir”, de Jorge Souto Maior e “Tarifa Zero, do PT de Erundina ao PT de Haddad”, de Thais Carrança.