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Uma faísca chamada Libelu e lembranças de um anarquista

Antônio José Lopes Bigode *

A LUTA pela LIBERDADE, que acabou com o atraso, o autoritarismo e a repressão nos legou a DEMOCRACIA que está em risco.

Os anos 1970 (segunda metade) não eram do tipo “anos de chumbo” como foi o período após o AI-5, de1968, mas nunca foram uma “ditabranda” segundo os donos da FSP, a DITADURA continuava matando: em 1973 “atropelou” Alexandre Vanucchi Leme, em 1975 e 1976 suicidou o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho, em 1979 matou o operário Santo Dias, sem falar dos sindicalistas do campo, lideranças indígenas, padres progressistas, pretos e pobres, também mortos, mas longe das manchetes dos jornais. Em outras palavras, se não foram anos tão duros como na “era Médici”, os anos Geisel só se diferenciaram de seu antecessor pela escala, isto porque os porões da ditadura se mantiveram ativos e os meganhas, além de não querer perder a boquinha, não entendiam esta coisa de “abertura”.

‘Libelu – Abaixo a ditadura’ estreia dia 30

O documentário Libelu – Abaixo a ditadura, do diretor Diógenes Muniz, estreia dia 30 no festival É Tudo Verdade 2020. Reformatado para o ambiente virtual por causa da pandemia, na sua 25º edição o maior festival de documentários da América Latina vai exibir seus filmes pela internet, no seu canal na plataforma Looke.

Libelu – Abaixo a ditadura será exibido em duas sessões: no dia 30 de setembro, às 21 horas, e em 1º de outubro, às 15 horas.

Libelu – Abaixo a Ditadura 2020

Ruy Shiozawa – acervo particular

Documentário dirigido pelo cineasta e jornalista Diógenes Muniz, é selecionado para “É Tudo Verdade 2020”, maior festival de documentários da América Latina. Sua fase presencial fora adiada para o mês de setembro devido a pandemia do Sars-Cov-2.

USP, ecos de 1968

Jornal da USP reúne textos e vídeos sobre 1968

“USP, ecos de 1968, 50 anos depois”, cartazO Jornal da USP vem publicando desde o fim de setembro uma série de vídeos, artigos, entrevistas e depoimentos de professores e alunos que viveram as mobilizações, vicissitudes e arbitrariedades de 1968 na Universidade de São Paulo. O material, que continuará a ser enriquecido até 21 de dezembro, é um complemento ao ciclo de reflexões “USP, ecos de 1968, 50 anos depois”, mas também aborda os principais eventos políticos, culturais e sociais que tiveram lugar no Brasil e no mundo em 1968.

O ciclo, uma realização da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, do Centro Universitário Maria Antônia (Ceuma), do Jornal da USP e da Rádio USP, se estendeu de 2 a 5 de outubro, com exposições, peças de teatro, leituras dramáticas, relançamento de livros e mesas-redondas. A exposição e documentário Os Fuzis da Dona Tereza Carrar, contribuição do Teatro da USP (TUSP) ao evento, estarão abertos ao público até dia 23 de dezembro

Secundaristas vão à CIDH denunciar violência policial

Os estudantes secundaristas estão em campanha para viabilizar a ida de representantes a Washington, para denunciar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a violência policial e a criminalização dos estudantes durante as ocupações das escolas e protestos contra a reorganização escolar em São Paulo. A audiência está marcada para 7 de abril e o objetivo da campanha é financiar a ida de três secundaristas integrantes do Comando das Escolas em Luta e uma advogada.

Quem quiser acompanhar a campanha e ajudar, pode fazê-lo pela página Secundas na luta da plataforma de financiamento coletivo Catarse. Cemap-Interludium apoia a campanha e propõe a todos os nossos leitores que colaborem.

Transferência dos estudantes Inauê e João Vitor para o CDP de Osasco

Hoje, 13 de novembro, no período da manhã, os dois estudantes da FFLCH Inauê Taiguara Monteiro de Almeida e João Vitor Gonzaga Campos foram transferidos do 91º DP para o CDP de Osasco. Esta transferência é consequência da série de absurdos iniciada entre as 5 e as 6 horas da manhã de 12 de novembro, quando os dois estudantes foram arbitrariamente  detidos por policiais militares encarregados da ação de reintegração de posse do prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo, no campus Butantã.

Ressaltamos novamente: não havia nenhum estudante dentro do prédio no momento da reintegração de posse. Diante da ausência de qualquer possibilidade de responsabilização individual pela ocupação do prédio, a ação policial se concentrou inadequadamente fora deste espaço. Os referidos estudantes, que não se encontravam no prédio da reitoria, foram detidos pelos policiais na praça central da universidade, a Praça do Relógio.

Na USP, a resistência à democracia vem de dentro

A recente ocupação da reitoria da USP pelos estudantes, após a frustrada tentativa de participar da reunião do Conselho Universitário de 1º de outubro, demonstra que a batalha pela democratização da estrutura da universidade encontra uma enorme resistência no corpo docente, especificamente nos mais altos cargos, que dominam a administração.

Isso ficou claro pela aprovação da proposta apresentada por um grupo de aproximadamente 50 diretores de escola, que se deram ao trabalho de se reunir e trabalhar duro para fazer com que a USP se mantenha como instituição dominada por uma casta que se esconde por trás da autonomia universitária para manter seu poder absoluto sobre as três categorias envolvidas, quais sejam, professores, alunos e funcionários. A proposta aprovada mantém a eleição no conselho, só que em turno único, mas “amplia” o número de eleitores – encampando, por exemplo, os Conselhos Deliberativos dos Museus e dos Institutos Especializados – e cria uma consulta direta sem forma definida e sem qualquer poder decisório. Fala também em encaminhar uma discussão para a mudança do estatuto.