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Mais trabalho, menos educação!

Um balanço do programa Mais Educação na cidade de São Paulo

Danilo Chaves Nakamura*

Em maio de 2014, publicamos aqui o texto Mais Educação – Quando as grandes expectativas saem de cena,(dar link interno) com o intuito de levantarmos questões sobre o programa Mais Educação da prefeitura de São Paulo. Sem nenhuma intenção de idealizar o passado, apontamos como na gestão da prefeita Luiza Erundina, o então secretário de Educação, Paulo Freire, buscou reorganizar a educação do município aproveitando a energia social da sociedade civil recém-saída da ditadura militar. Os documentos da época afirmavam que a educação pública é um direito e a escola um espaço onde a população deve ser chamada para a construção do saber.

Numa tentativa de trazer para o presente esse passado democrático, em meados de 2013, o prefeito Fernando Haddad e o secretário Cesar Callegari lançaram o programa Mais Educação. Eles retomaram a ideia de educação como direito e encenaram uma consulta pública que, além da baixa participação, teve como devolutiva uma “participação social” que apenas reafirmava o que alguns documentos oficiais anunciavam de antemão.

Encenar o impossível: a peça Ópera dos Vivos

Uma interpretação da peça da Companhia do Latão

Se repensarmos a irrelevância do passado diante do entusiasmo socioeconômico que a população brasileira está vivendo e se pensarmos no conjunto de ideias e comportamentos que justificam o atual estado de coisas, o que nos resta? O que significa fazer teatro político hoje? O historiador Danilo Nakamura avalia estes temas no presente artigo sobre a peça Ópera dos Vivos, da Companhia do Latão.

“Atrás de nós: uma revolução vitoriosa que se desviou, diversas revoluções malogradas, um número tão grande de massacres que chega a dar um pouco de vertigem. E dizer que não acabou…”

Victor Serge

Jornadas do outono francês

Apontamentos sobre o atual estado da luta de classes na França

Danilo Chaves Nakamura*

“Se a emancipação das classes operárias requer o seu concurso fraterno, como é que irão cumprir essa grande missão com uma política externa que persegue objetivos criminosos, joga com preconceitos nacionais e dissipa em guerras piratas o sangue e o tesouro do povo?”
Karl Marx, julho de 1870

No fim de 2010, massivas mobilizações populares contra a reforma da previdência social de Nicolas Sarkozy ocorreram em diversas cidades da França. A partir delas, e de acontecimentos similares em outros países da Europa, o historiador Danilo Nakamura vê a retomada da luta de classes e analisa a situação da classe trabalhadora nesta época de crise econômica e dominação do capital financeiro.

Análise: 400 contra 1

Um filme sobre política, sobrevivência e amizade

Para o historiador Danilo Nakamura, é preciso destacar que 400 contra 1 – Uma história do crime organizado é um filme sobre política e formação política. Não no sentido clássico do termo, nem num sentido individual ou de classe. Na contramão das críticas que classificam o longa-metragem como apologia ao crime, glamorização da vida de bandido ou estetização da violência, ele diz que a vida de William e dos presos que continuaram a gritar nos cárceres é a vida do indivíduo a ponto de se transformar num trapo.

Arca Russa: O reino da aparência estética e os impasses histórico-filosóficos

O historiador Danilo Nakamura faz uma análise do filme Arca Russa, de Aleksandr Sokúrov, partindo de uma comparação com o livro Memórias do Subsolo, de Fiodor Dostoiévski. Danilo conclui que o filme é, antes de tudo, um diagnóstico de nosso tempo histórico, que toca nos dilemas da Rússia de ontem e de hoje. Para ele, o tempo histórico apresentado por Sokúrov convida todos nós que reclamamos por outra sociedade a não alimentarmos ilusões acerca de nós mesmos.