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Futuros Possíveis #02: Palestina, com Rawa Alsagheer

Com foco na Palestina, o podcast “Futuros Possíveis” lançou sua segunda edição no domingo. Os professores Danilo Nakamura e Danilo Heitor entrevistam a cineasta, ativista e professora Rawa Alsagheer, refugiada palestina que hoje vive no Brasil.

Mais do que falar sobre alguma ideia de futuro para a Palestina, Rawa fala do movimento pela recuperação de uma terra perdida pela força, do direito de retorno, da situação das mulheres palestinas, do silêncio criminoso da mídia e de que como é ser uma refugiada palestina, como é viver o sonho de voltar a um país em que nunca esteve.

Servidores de São Paulo

Ato em 4/2 contra o Sampaprev 4
Nem mortos aceitaremos a reforma da previdência?
Perguntas sobre a luta dos servidores municipais contra o Sampaprev

Danilo C. Nakamura*

No dia 26 de dezembro de 2018, Bruno Covas, o prefeito da cidade de São Paulo, demonstrou de forma bastante didática como a democracia foi substituída por uma tecnocracia que busca garantir, a qualquer custo, os interesses do capital. O jovem prefeito – que procura vender a imagem de um social-democrata capaz de resgatar o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) da guinada conservadora protagonizada pelo seu antecessor na prefeitura – conseguiu que a Câmara aprovasse o Projeto de Lei 621/2016. Assim sendo, a reforma da previdência municipal foi aprovada antes que a Câmara de Vereadores entrasse em férias. Uma façanha que seu antecessor, João Dória, com todo seu autoritarismo, foi incapaz de concretizar, pois enfrentou um massivo movimento de resistência dos servidores municipais.

Fim da linha

Danilo Chaves Nakamura*

Para entendermos a atual crise em que o Brasil está inserido, precisamos de um esforço intelectual muito mais amplo do que o varejo das análises da política parlamentar ou da conjuntura social e econômica. Sem esse esforço, ficamos apenas no nível de boas opiniões sobre as negociatas parlamentares, que desde o início da democracia brasileira têm o PMDB como o fiel da balança para garantir a chamada governabilidade. Ou então, de análises econômicas que mudam a cada semana de acordo com o sobe e desce das bolsas de valores ou de relatórios das agências de classificação de riscos.

Mais trabalho, menos educação!

Um balanço do programa Mais Educação na cidade de São Paulo

Danilo Chaves Nakamura*

Em maio de 2014, publicamos aqui o texto Mais Educação – Quando as grandes expectativas saem de cena, com o intuito de levantarmos questões sobre o programa Mais Educação da prefeitura de São Paulo. Sem nenhuma intenção de idealizar o passado, apontamos como na gestão da prefeita Luiza Erundina, o então secretário de Educação, Paulo Freire, buscou reorganizar a educação do município aproveitando a energia social da sociedade civil recém-saída da ditadura militar. Os documentos da época afirmavam que a educação pública é um direito e a escola um espaço onde a população deve ser chamada para a construção do saber.

Numa tentativa de trazer para o presente esse passado democrático, em meados de 2013, o prefeito Fernando Haddad e o secretário Cesar Callegari lançaram o programa Mais Educação. Eles retomaram a ideia de educação como direito e encenaram uma consulta pública que, além da baixa participação, teve como devolutiva uma “participação social” que apenas reafirmava o que alguns documentos oficiais anunciavam de antemão.

Mais Educação: quando as grandes expectativas saem de cena

Danilo Chaves Nakamura*

O presente texto é fruto da inquietação que atinge grande parte dos educadores vinculados à rede municipal de ensino de São Paulo. Afinal, a que veio essa atual reestruturação do ensino? Por que a ênfase na ideia do “direito de aprendizagem”? Como se deu a chamada consulta pública? A diversidade das vozes foi considerada? Longe de conseguir apresentar respostas consistentes para essas perguntas, o texto procura rememorar um momento histórico anterior em que a formulação da educação como direito era uma “ideia-força” que projetava uma sociedade livre. Resgatar essa memória talvez nos permita apontar para o significado da noção de “direito de aprendizagem” apresentada pela atual gestão.

‘História do PT’: uma resenha

As dificuldades de escrever a história geral de um país ao escrever sobre a história de um partido

Danilo Nakamura (*)

“Até hoje não existe uma história do PT.” Essa frase aparece na introdução do livro História do PT (1978-2010), do historiador Lincoln Secco. Uma frase que perde o sentido literal no exato momento em que está sendo lida, pois ao lê-la o que o leitor tem em mãos é uma concisa e engenhosa reconstituição da experiência histórica do Partido dos Trabalhadores. Diga-se de passagem, reconstituição que não poderia ter sido feita antes, pois segundo o próprio autor: “O teste do poder é que permite avaliar a história de um partido.”1Eu quis fazer uma história social do PT, a partir das bases. Entrevista de Lincoln Secco a Gilberto Maringoni para Carta Maior, publicada em 5 de setembro de 2011.

Encenar o impossível: a peça Ópera dos Vivos

Uma interpretação da peça da Companhia do Latão

Danilo Chaves Nakamura (*)

Se repensarmos a irrelevância do passado diante do entusiasmo socioeconômico que a população brasileira está vivendo e se pensarmos no conjunto de ideias e comportamentos que justificam o atual estado de coisas, o que nos resta? O que significa fazer teatro político hoje? O historiador Danilo Nakamura avalia estes temas no presente artigo sobre a peça Ópera dos Vivos, da Companhia do Latão.

“Atrás de nós: uma revolução vitoriosa que se desviou, diversas revoluções malogradas, um número tão grande de massacres que chega a dar um pouco de vertigem. E dizer que não acabou…”

Victor Serge