Menu fechado

Tag: PT

Jornada Lula Livre no Brasil e no exterior

Atos Lula Livre no Brasil e no mundoAções em várias cidades marcam um ano da prisão de Lula

A Jornada Lula Livre, para marcar um ano da prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá atos e manifestações no Brasil e em mais de 15 países. O movimento pela libertação de Lula denuncia o caráter político de sua prisão e o processo difamatório e injusto de que é vítima. A Campanha Lula Livre vai transmitir flashes das manifestações pelo Youtube. Veja lista dos eventos que já estão confirmados nos Estados e no mundo.

Contra a reforma da Previdência

Dia Nacional de Luta em Defesa da PrevidênciaHoje é o Dia Nacional de Luta em defesa da aposentadoria

Atos públicos, panfletagens e assembleias contra a reforma da Previdência proposta pelo governo (a PEC 06/2019) estão marcados para pelos menos 126 cidades do país hoje. Eles são a primeira atividade conjunta do movimento contra a reforma, organizado de forma unitária pelas centrais sindicais e pelas entidades dos movimentos sociais (Confira os locais e horários das manifestações em todas as cidades).

Campanha Lula Livre

Campanha Lula Livre 1Todo apoio aos comitês Lula Livre

No sábado, o Encontro Nacional Lula Livre definiu a nova etapa da campanha pela libertação do ex-presidente. Entre as principais decisões estão o reforço e ampliação dos Comitês Lula Livre, a participação nos atos do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, nesta sexta-feira, e a organização de uma jornada de luta de 7 a 10 de abril, para marcar o aniversário de um ano da prisão de Lula. Cemap-Interludium dá todo o apoio aos Comitês Lula Livre e à campanha pela libertação do ex-presidente. No dia 20, saiu o primeiro boletim da campanha Lula Livre.

É permitido enganar um povo?

Emmanuel Nakamura*

A essa pergunta Hegel tinha uma resposta paradoxal: “Um povo não se deixa enganar acerca da sua base substancial, da essência e do caráter determinado do seu espírito, mas que ele é enganado por si mesmo acerca do modo como ele sabe desse espírito e como julga as suas ações, os acontecimentos, etc., segundo esse modo.”1HEGEL, G. W. F. Grundlinien der Philosophie des Rechts oder Naturrecht und Staatswissenschaft im Grundrisse. GW 14,1. Hamburg: Felix Meiner: 2009, § 317 (Tradução de Marcos Lutz Müller). Aceitar essa resposta de Hegel significa ter como ponto de partida indivíduos livres e emancipados que não precisam nem aceitam nenhum tipo de tutela: um povo não se deixa enganar, ele engana a si mesmo. Logo as instituições sociais e políticas são um resultado de suas próprias ações e da maneira como as julga.

Hoje em dia, o cidadão médio brasileiro tem como bandeira libertar o Brasil da corrupção. Ele não tem nenhum interesse concreto, apenas uma ideia puramente abstrata de justiça vingativa que é uma segunda lesão ao direito. Se os políticos lesam o direito através de práticas corruptas, a justiça vingativa da classe média justiceira é uma segunda lesão ao direito. Assim como os políticos corruptos, ela está aquém de qualquer representação moral que exigisse uma justiça legal. Como se trata de uma ideia abstrata de justiça vingativa, ela é uma abstração de qualquer interesse particular concreto. Logo, a classe média vingativa se volta com violência contra qualquer opinião contrária, solapando um dos pilares do Estado de direito: a liberdade de opinião.2Quem está incendiando o Brasil? Guilherme Boulos. In: Folha de S. Paulo. Acesso em 04/04/2016.

Fim da linha

Danilo Chaves Nakamura*

Para entendermos a atual crise em que o Brasil está inserido, precisamos de um esforço intelectual muito mais amplo do que o varejo das análises da política parlamentar ou da conjuntura social e econômica. Sem esse esforço, ficamos apenas no nível de boas opiniões sobre as negociatas parlamentares, que desde o início da democracia brasileira têm o PMDB como o fiel da balança para garantir a chamada governabilidade. Ou então, de análises econômicas que mudam a cada semana de acordo com o sobe e desce das bolsas de valores ou de relatórios das agências de classificação de riscos.

O silêncio ensurdecedor da ‘esquerda’ não-petista

Ou se entende o que é o PT ou não se entende nada do que está se passando. A construção de uma organização de massa é algo bem diferente do que seguir uma receita de bolo. Não se trata de colocar uma pitada a mais de leninismo ou tirar algumas gotas de luxemburguismo e ir provando o bolo até que fique bom. Trata-se do processo de luta de classes, e o que a classe operária brasileira, o povo oprimido brasileiro, conseguiu erguer é o PT. E, cá entre nós, não é pouca coisa. É o que as condições objetivas e subjetivas, a maturidade das discussões doutrinárias e programáticas e, principalmente, a realidade da luta de classes permitiram. Deu para fazer isso, não deu para fazer outra coisa.

Por isso, por seu significado concreto, o PT e seu dirigente histórico precisam ser destruídos. Para a classe dominante é uma necessidade. O que parte da esquerda não quer entender, a burguesia entende perfeitamente. Não se trata, perdoe-me sr. Boulos, de fazer o PT capitular. Isso não basta mais. O PT já capitulou, mas o capital quer mais. Levy não basta. O ajuste fiscal não basta. A reforma da Previdência não basta, a mal disfarçada entrega do pré-sal não basta. É preciso destruir o PT e dessa forma dispor do Brasil e de suas riquezas sem resistência, fora alguns espasmos. E espasmos, nossa elite que já arrasou os Sete Povos das Missões, Palmares, Canudos, os Malês, etc., e que hoje, só em SP, tem uma PM que mata no mínimo dois por dia, sabe muito bem como enfrentar.

Em poucas palavras, precisa-se destruir o PT para poder impor uma completa derrota ao povo brasileiro. É disso que se trata.