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1º de maio de 1980

Há 40 anos, mais de 150 mil metalúrgicos tomaram o estádio da Vila Euclides em São Bernardo do Campo (ABC). Nesse período atravessado por sucessivas paralisações nos anos anteriores, a deflagração da ditadura militar implantada em 1964 abriu caminho pela luta por direitos trabalhistas, aumento salarial e melhores condições de vida. Assim, diante de uma conjuntura danosa aos operários, nasceu uma das maiores mobilizações do país até então.

O reflexo das greves de 1978 e 1979, as manifestações contra o arrocho salarial e pela volta dos exilados políticos deram resultados. Em fevereiro de 1980 com a grande articulação entre sindicatos de todo o país, nasce o PT, sendo oficializado como partido político em 10 de fevereiro do mesmo ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste cenário as greves e as manifestações públicas cresceram cada vez mais. Diante disto, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, que estava em greve desde o dia 1º de abril, com a diretoria cassada e sob a proteção da Igreja Católica, convocou o 1º de Maio para o Estádio da Vila Euclides, sob as bandeiras da “liberdade e autonomia sindical, direito de greve, garantia de emprego, salário mínimo nacional real e unificado”.

O início da grande greve

Os últimos anos da década de 1970 viram renascer um novo movimento sindical. Depois da longa ausência que se seguiu à brutal repressão às greves de 1968 de Osasco e Contagem, a classe operária voltou à cena em grande estilo, aprofundando a crise da ditadura e questionando os limites da “abertura lenta, gradual e segura” dos ditadores Geisel e Figueiredo.

A repressão ao movimento operário e sindical começou logo depois do golpe militar de 1964. O AI-2 de 1965 tornava crime qualquer tipo de protesto ou demonstração pública contra o governo militar e determinava a cassação de direitos políticos de quem deles participava. Em 1968 veio o AI-5, o mais brutal dos atos institucionais.

Campanha Lula Livre na Itália

Ato de solidariedade ao ex-presidente Lula em Roma

Comitato Italiano Lula Livre

Roma será a primeira capital do calendário de atividades que mobilizará centenas de cidades mundo afora em torno de um único ideal: ver Lula livre!

Quinta-feira, 4 de abril, às 18 horas em Roma (13 horas no horário de Brasília)
Auditório da Central Geral Italiana do Trabalho (CGIL)
Via Corso Itália, 25 – Roma

O ato de solidariedade do dia 4 de abril, em Roma, organizado pelo Comitato Italiano Lula Livre, marca o início da nova etapa da Campanha Lula Livre, bandeira para a restauração da democracia, do Estado de Direito e do devido processo legal no Brasil. Lula preso é a impossibilidade de restaurar o projeto político contra as desigualdades socioeconômicas e educacionais no país. O ex-presidente Lula, candidato ao Prêmio Nobel da Paz, é um prisioneiro político, mantido isolado, há um ano, em uma cela da Polícia Federal em Curitiba, depois de condenado sem provas materiais.

Jornada Lula Livre no Brasil e no exterior

Ações em várias cidades marcam um ano da prisão de Lula

Atos Lula Livre no Brasil e no mundo

A Jornada Lula Livre, para marcar um ano da prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá atos e manifestações no Brasil e em mais de 15 países. O movimento pela libertação de Lula denuncia o caráter político de sua prisão e o processo difamatório e injusto de que é vítima. A Campanha Lula Livre vai transmitir flashes das manifestações pelo Youtube. Veja lista dos eventos que já estão confirmados nos Estados e no mundo.

Campanha Lula Livre

Campanha Lula Livre 1

Todo apoio aos comitês Lula Livre

No sábado, o Encontro Nacional Lula Livre definiu a nova etapa da campanha pela libertação do ex-presidente. Entre as principais decisões estão o reforço e ampliação dos Comitês Lula Livre, a participação nos atos do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, nesta sexta-feira, e a organização de uma jornada de luta de 7 a 10 de abril, para marcar o aniversário de um ano da prisão de Lula. No dia 20, saiu o primeiro boletim da campanha Lula Livre. Cemap-Interludium dá todo o apoio aos Comitês Lula Livre e à campanha pela libertação do ex-presidente.

Opinião

A vida continua!

Nivaldo Bastos

Ato 6 de abril de 2018, pela libertação de Lula

Tenho visto, após a eleição um tal grau de desespero que até parece que um tsunami arrasou com o país e agora é barbárie, pau de arara, etc.

Até boas lideranças de esquerda passaram a atuar como pastores religiosos, anunciando quase o fim do mundo e, como se fosse por vontade divina, nada se pode fazer.