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Tag: bolcheviques

Debate: Diálogos com Vito Letizia 3

Lançamento de 2017: Uma revolução confiscada  Lançamento de 2017: Uma revolução confiscadaLançamento de 2017: Uma revolução confiscada

Vídeos do debate de lançamento do livro

“1917: Uma revolução confiscada”

1917: Uma revolução confiscada, que encerra a série Diálogos com Vito Letizia, foi lançado em 25 de outubro de 2017, com um debate no Centro de Documentação e Memória da Unesp, no centro de São Paulo. A historiógrafa do Cedem Solange Souza e a presidente do Cemap-Interludium, Lucia Pinheiro, fizeram a apresentação do debate, que teve como expositores a professora doutora Isabel Loureiro, colaboradora da Fundação Rosa Luxemburgo e membro do conselho científico da Sociedade Internacional Rosa Luxemburgo, e o professor doutor José Arbex, professor do Departamento de Jornalismo da PUC-SP e integrante do Cemap-Interludium. Confira os vídeos do debate:

Complementos de ‘1917: Uma revolução confiscada’

Capa do livro 1917: Uma revolução confiscada, de Vito Letizia “1917: Uma revolução confiscada” – leia cronologias da história da Rússia e anexo

Ao preparar as entrevistas que deram origem ao livro 1917: Uma Revolução Confiscada, Vito Letizia organizou dois roteiros históricos para usar como guias de sua narrativa, acompanhados de anotações a respeito de determinados pontos que considerava muito relevantes. O primeiro roteiro tinha como foco a formação do Estado russo, desde o século 6, com a ocupação pelos eslavos das estepes que se estendem do leste europeu à Sibéria, até as vésperas dos acontecimentos revolucionários de 1917. O segundo roteiro se concentrou na Revolução de 1917 e terminou em 1921, com a repressão à revolta de Kronstadt, data que Vito Letizia aponta como o fim do processo revolucionário russo. Como costuma acontecer em projetos tão amplos, nas entrevistas Vito foi muito além desses roteiros. O projeto inicial do livro, lançado em 25 de outubro, previa a inclusão dessas cronologias, e os editores as estenderam para cobrir todo o período abordado nas entrevistas e para completar, ainda que de forma breve, a história da União Soviética até sua dissolução. Posteriormente, decidiu-se não publicá-las com o livro, mas colocá-las à disposição do leitor no site de Interludium.

Anexo de ‘1917: Uma revolução confiscada’

Do “canato” de Moscou até a Revolução de Outubro: identidade religiosa, identidade nacional

Reprodução de pintura do acervo Cedem/IAP
Durante as entrevistas que deram origem ao livro 1917: Uma Revolução Confiscada, Vito Letizia enfatizou várias vezes a questão da profunda religiosidade do povo russo como substituta de uma identidade nacional. Por fim, ele decidiu explicar sua visão de forma mais detalhada, para abrir o debate. O texto que publicamos é o resultado dessa exposição.

Cronologia 2 de ‘1917: Uma revolução confiscada’

O processo revolucionário russo

Parte de cartaz de comemoração dos 64 anos da Revolução Russa1917

Janeiro-fevereiro – O número de greves na Rússia chega a 1.330, envolvendo mais de 676 mil trabalhadores. A fome e a insatisfação com a guerra levam a população às ruas em Petrogrado e Moscou. Multidões marcham cantando a Marseillaise, o hino da Revolução Francesa, e gritando “abaixo a guerra”, “abaixo a polícia”, “fuzilem os especuladores”. Na Nevsky Prospekt, principal via de Petrogrado, um manifestante bolchevique testemunha e relata a recusa de soldados a reprimir um protesto: “Ouviu-se estrondoso aplauso. A multidão triunfante saudou seus irmãos vestidos com a capa cinzenta da soldadesca. Os soldados se misturaram livremente aos manifestantes.”

23 de fevereiro (8 de março) – A Liga Ravnopravia Jenschin (Liga pela Igualdade de Direitos das Mulheres) promove uma passeata para marcar o Dia Internacional da Mulher: milhares de operárias têxteis protestam contra a fome, denunciam o governo czarista e reivindicam o direito de votar. Ao longo do dia, a manifestação é engrossada por operários em greve, estudantes, militantes socialistas. Em vez de se esgotar, o protesto é retomado no dia seguinte e várias fábricas param. Em 25 de fevereiro se estabelece a greve geral na cidade.

Lançamento: Diálogos com Vito Letizia 3

Capa do livro 1917: Uma revolução confiscada, de Vito LetiziaCemap-Interludium lança “1917: Uma revolução confiscada”

No livro 1917: Uma revolução confiscada, Vito Letizia apresenta uma nova narrativa para a Revolução Russa. Vito, materialista rigoroso, analisa e descreve o desenvolvimento dos acontecimentos como resultado das contradições materiais existentes e da tentativa de superá-las. Ao mesmo tempo, ele resgata e coloca no contexto dessas contradições os aspectos culturais, históricos e religiosos da história russa, aos quais dá grande importância.

O livro será lançado em 25 de outubro, com um debate às 18h30 no Centro de Documentação e Memória da Unesp (Cedem), que abriga o acervo do Cemap, na Praça da Sé, 108,  1º andar, no centro de São Paulo. O livro estará à venda durante o debate, ou pode ser adquirido pelo site.

O termidor da Revolução Russa

O termidor da Revolução Russa

Vito Letizia

Toda revolução, no sentido próprio do termo (adquirido a partir da Revolução Francesa), é uma crise de dominação de uma classe social. O conjunto de acontecimentos que constituem tal crise põe em movimento um processo de derrubada de uma classe social dominante. Evidentemente, tal tendência pode não se realizar e a dominação em vigor pode sobreviver à crise; ou pode se realizar a meias, dando origem a uma dominação renovada, em que parte das classes sociais antes subalternas passa a partilhar o poder com parte da classe previamente dominante (como ocorreu na Revolução Inglesa). Mas no caso em que a revolução se desenvolve até suas últimas consequências há uma mudança qualitativa nas relações de dominação, trazida pelo exercício do poder por uma nova classe social.