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Ato em homenagem a Vladimir Sacchetta

Cartaz do ato em homenagem a Vladimir Sacchetta

O Cemap, Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, juntamente com o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e a família Sacchetta convidam para a homenagem ao nosso querido companheiro Vladimir Sacchetta, membro do Conselho do Cemap e associado e apoiador do sindicato, falecido no último dia 15 de maio. A homenagem será no dia 15 de junho, segunda-feira, na sede do sindicato, a partir das 18 horas.

​Será uma honra contar com sua presença para celebrarmos sua vida e seu legado.

‘Cadernos Cemap’ n° 1 já está à venda!

Capa de "Cadernos Cemap nº 1 – nova série"

O Cadernos Cemap n° 1 – nova série já está disponível para compra. Lançado em 11 de maio, este primeiro número tem como tema central a trajetória de Fúlvio Abramo, militante trotskista histórico e idealizador e fundador do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). Com edição cuidadosa e notas do historiador Dainis Karepovs, o Cadernos Cemap n° 1 traz uma série de documentos inéditos ou muito pouco conhecidos, além de entrevistas sobre a Frente Única Antifascista (FUA), em que Fúlvio teve um papel muito relevante, e a militância nos anos 1930.

Para adquirir o Cadernos Cemap, basta pagar o valor e enviar um comprovante para o e-mail livraria @cemap-interludium.org.br junto com nome e endereço completo. Cada exemplar custa R$ 35,00 e mais R$ 15,00 para envio pelo correio por impresso módico registrado. O prazo para postagem é de até 7 dias a contar da data do pagamento. Casos especiais, como a aquisição de vários exemplares, ou de interesse em pegar o livro pessoalmente na sede do Cemap, podem ser discutidos pelo mesmo e-mail.

Perdemos nosso companheiro Vladimir Sacchetta

foto de Vladimir Sacchetta (1950-2026)

O Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap) lamenta profundamente a morte do jornalista e produtor cultural Vladimir Sacchetta, membro do nosso Conselho Consultivo.

Vladimir esteve conosco ainda nesta última segunda-feira, prestigiando o lançamento do Cadernos Cemap n° 1 – Nova Série e a posse do Conselho Consultivo, na sala Fúlvio Abramo, sede do nosso centro. Pesquisador incansável, na ocasião ele celebrou a vocação do Cemap de manter viva a memória das lutas da classe trabalhadora.

A perda de Raimundo Pereira

O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, um dos nomes mais emblemáticos da história da imprensa de resistência à ditadura militar, morreu neste sábado, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Editor do jornal Opinião e fundador do jornal Movimento, Raimundo dedicou-se por toda a vida um jornalismo combativo, à construção de uma imprensa comprometida com a verdade e a democracia.

Raimundo começou a carreira em veículos da grande imprensa, como a revista Realidade e o jornal O Estado de S. Paulo, onde se destacava pela qualidade das reportagens e pela profundidade de suas análises. Mas foi na imprensa alternativa que deixou sua verdadeira marca. Primeiro no Opinião e depois no Movimento, que fundou em 1975, com um modelo autofinanciado, de uma sociedade anônima, com ações distribuídas entre seus jornalistas e apoiadores.

Anos de chumbo: os filmes do período da ditadura (parte 1)

A memória, o conhecimento da história, é a maior arma de que dispomos para compreender acontecimentos atuais, não repetir erros e avançar. Apesar disso, quanto mais tempo passa, mais a ditadura brasileira parece uma coisa abstrata, algo “chato”, “triste”, que aconteceu, mas foi superado e acabou. Um período da história que já se encerrou, ficou para trás.

Essa impressão é muito estimulada hoje em dia, com todo tipo de discurso, a começar pelo da “ditabranda” de triste fama. E não é pra menos: com isso se esconde a realidade de que a ditadura deixou uma herança ainda muito viva, em especial no comportamento dos órgãos de repressão. Varre-se pra debaixo do tapete não só os mortos, presos e vítimas de tortura, mas todos aqueles que, mesmo sem nenhum vínculo com organizações de esquerda, foram prejudicados por um governo que censurava a liberdade de expressão, proibia qualquer manifestação contra ele, deturpava os currículos nas escolas para “vender” a história do Brasil que o favorecia e buscava impedir com todas as (muitas) forças de que dispunha qualquer investigação sobre massacres e corrupção.

Por que não esquecer a história do golpe de 1964 e a ditadura

Everaldo de Oliveira Andrade*

A ditadura militar brasileira não é um capítulo encerrado da história. Seus crimes seguem sem punição, seus arquivos permanecem em grande parte ocultos e suas estruturas continuam presentes no Estado e na vida política do país. Por isso, recordar o golpe de 1964 não é apenas um exercício de memória: é uma necessidade política.

Durante décadas, setores da burguesia e parte da própria historiografia buscaram apresentar o golpe como uma “reação” inevitável ou como uma etapa transitória rumo à redemocratização. Essa narrativa oculta o essencial: a ditadura foi uma resposta violenta à ascensão das lutas operárias, camponesas e estudantis, articulada com o imperialismo para bloquear a organização independente das massas.

6ª Caminhada do Silêncio pelas vítimas da violência do Estado

Cartaz da 6ª Caminhada do Silêncio

Entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais fazem neste domingo, 29 de março, a 6ª edição da Caminhada do Silêncio, para marcar a data do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil, em 1964, lembrar seus mortos e desaparecidos políticos e todas as vítimas da violência de Estado. O ato começará com uma concentração às 16 horas na frente do antigo Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna, o DOI-Codi, que foi o principal centro de torturas da ditadura. De lá, os manifestantes caminharão até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.