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Mário Pedrosa ganha portal na internet

Arte do portal "Mário Pedrosa - a arte da transgressão"Cereja do bolo do projeto “Mário Pedrosa, 120 Anos” desenvolvido por Cemap-Interludium, está no ar o portal sobre o crítico de arte e militante trotskista Mário Pedrosa.

O portal “Mário Pedrosa, a arte da transgressão” se propõe a ser um centro de referências sobre a vida, o pensamento e as lutas de Pedrosa contra o fascismo, ditaduras e autoritarismos tanto na arte como na política, que são mais atuais do que nunca nos tempos que correm. Voltado a estudantes, professores e pesquisadores de todos os níveis, o portal traz uma linha do tempo da vida de Pedrosa, artigos de estudiosos e historiadores, parte de suas cartas ao amigo e companheiro de luta Lívio Xavier e um conjunto de sete pequenos vídeos sobre os momentos mais importantes de sua história. Pode ser acessado no endereço https://mariopedrosa120.org.br/.

Contra a violência de Estado, ontem e hoje

Cartaz da II Caminhada do Silêncio, 2022.O Movimento Vozes do Silêncio e entidades de defesa dos direitos humanos chamam todas e todos a participarem da II Caminhada do Silêncio, neste 31 de março, no parque do Ibirapuera, em São Paulo. O ato marca a data do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil em 1964 e, como o primeiro, em 2019, lembra seus mortos e desaparecidos políticos. Mas este ano sua pauta se abriu para protestar contra a violência de Estado hoje, dos assassinatos de jovens negros e membros da comunidade LGTBI+ por policiais ao extermínio da população em situação de rua, o genocídio dos povos indígenas e a política de morte do governo que resultou em tantas mortes pela covid-19.

Libelu – Abaixo a ditadura estreia na TV aberta

Pixação Abaixo a ditaduraO documentário Libelu – Abaixo a ditadura, do diretor Diógenes Muniz, será exibido pela TV Cultura às 23 horas desta quinta-feira, 31 de março, para marcar a data do golpe de 1964. O filme, vencedor do 25º festival “É Tudo Verdade” em 2020, resgata a trajetória da tendência estudantil Liberdade e Luta, que surgiu em 1976 e ganhou notoriedade nos anos 1970 e 1980 ao levantar a bandeira “Abaixo a Ditadura”.

‘Do partido único ao stalinismo’

Nota de leitura sobre o livro recém-lançado de Angela Mendes de Almeida.

Isabel Loureiro*

Cada crise engendra não só um novo futuro, mas um novo passado.
“O fundo do ar é vermelho”, Chris Marker

Neste pesadelo em que a roda da história girou algumas décadas para trás, assistimos ao retorno do fascismo e ao revival midiático de seu irmão siamês, o stalinismo. Nas redes sociais pulula a defesa da Rússia, da Coreia do Norte, da China como países supostamente socialistas. E o mesmo acontece com a antiga URSS: os gulags e a violência contra os adversários políticos são justificados – vistos como mal menor na construção da “pátria socialista” contra o imperialismo norte-americano –, prova provada de que a ideia de aperfeiçoamento contínuo da humanidade não passa de ilusão.

É bem verdade que o desejo de retorno a uma mítica idade de ouro comunista que nunca existiu, por parte de uma parcela da juventude de esquerda que se autodenomina revolucionária, decorre do desespero ante a barbárie capitalista, acentuada com a pandemia de covid-19, e também do desencanto com a tibieza da esquerda reformista e de suas políticas de gestão do capitalismo. Ao mesmo tempo existem tentativas sérias de jovens militantes de organizações marxistas-leninistas de atualizar a política de Lenin, fazendo uma releitura das ideias de vanguarda revolucionária e de centralismo democrático, que, como sabemos, sempre foi mais centralista que democrático. Este livro, ao mostrar os impasses a que levou o autoritarismo comunista, é imprescindível para todos eles.

Incêndio da Cinemateca Brasileira

Até quando o Brasil e os brasileiros suportarão tanto descaso e tantos ataques à sua memória?

O Brasil a cada ano que passa perde mais e mais a pouca memória que conseguiu a duras penas conservar. Infelizmente o que aconteceu na Cinemateca Brasileira, o quinto incêndio, vem de muito antes do atual governo das trevas. Esses incêndios marcam a trajetória desta que é uma das mais importantes instituições de preservação de acervos de cinema do mundo e a reserva histórica do cinema nacional.

É uma história que se repete como tragédia. Basta lembrar o incêndio do Museu Nacional em 2018, também anunciado, que ocorreu por causa da falta de verbas para manter pessoal técnico que o preservasse.

Liberdade imediata para Rodrigo Pilha!

O ativista Rodrigo Pilha, preso há mais de três meses por causa de um protesto contra o governo Bolsonaro, iniciou hoje uma greve de fome no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde continua detido mesmo depois de ter recebido autorização judicial para passar para o regime aberto na terça-feira. Rodrigo vive a situação inaceitável de ser um preso político em um país que, pelo menos teoricamente, é uma democracia e tem uma Constituição que garante a liberdade de expressão. É intolerável que o Estado desrespeite suas leis e seu sistema de Justiça para manter um cidadão brasileiro na prisão por protestar. Liberdade para Rodrigo Pilha já! Chega de abusos autoritários!

Articulação Judaica repudia anexação da Palestina

Logo da Articulação Judaica de EsquerdaA Articulação Judaica de Esquerda publicou em sua página do Facebook uma nota de indignação e repúdio ao governo israelense e sua ambição de anexar os territórios ocupados na Palestina. “Nós, da Articulação Judaica de Esquerda, coletivo de judeus no Rio de Janeiro, repudiamos o plano do governo de Benjamin Netanyahu e Benny Gantz de anexar os territórios ocupados na Palestina, expandindo as fronteiras de Israel à margem do direito internacional e na direção de uma segregação cada vez maior”, diz a nota.