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Assista “A democracia no Brasil atual – expectativas e realidade”

Debate "A democracia no Brasil atual - expectativas e realidade"

Foi muito bom o debate que Cemap-Interludium promoveu no dia 28 no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, como parte da nossa homenagem pelos dez anos da morte de Vito Letizia. A discussão sobre o momento político do país se ampliou para uma avaliação mais geral dos erros e acertos da esquerda e do PT desde a campanha das Diretas-Já, com intervenções muito incisivas do ex-deputado federal José Genoino, da professora da Faculdade de Educação da USP Selma Rocha e do historiador Danilo Nakamura, membro da nossa oscip.

O encontro também teve uma participação emocionante de Cida Duran, mulher e companheira de toda a vida de Vito Letizia, e de Renato Garcia, sobrinho do nosso professor.

A democracia no Brasil em debate

Cartaz do debate "A democracia no Brasil atual"

Temos uma democracia hoje? É possível reverter o tremendo estrago que o governo Bolsonaro provocou? Quais são as perspectivas para os trabalhadores? Cemap-Interludium promoverá um debate sobre essas questões no dia 28, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, com a participação do ex-deputado federal José Genoino e do deputado federal Paulo Teixeira, além do historiador Danilo Nakamura.

O encontro faz parte da homenagem aos 10 anos da morte de Vito Letizia, fundador do coletivo Interludium e um dos responsáveis pela criação do Centro de Estudos do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap) nos anos 1980. A ideia é discutir o que acontece no país a partir das análises reunidas no livro Contradições que movem a história do Brasil e do continente americano, o primeiro da série “Diálogos com Vito Letizia”.

Mário Pedrosa ganha portal na internet

Arte do portal "Mário Pedrosa - a arte da transgressão"Cereja do bolo do projeto “Mário Pedrosa, 120 Anos” desenvolvido por Cemap-Interludium, está no ar o portal sobre o crítico de arte e militante trotskista Mário Pedrosa.

O portal “Mário Pedrosa, a arte da transgressão” se propõe a ser um centro de referências sobre a vida, o pensamento e as lutas de Pedrosa contra o fascismo, ditaduras e autoritarismos tanto na arte como na política, que são mais atuais do que nunca nos tempos que correm. Voltado a estudantes, professores e pesquisadores de todos os níveis, o portal traz uma linha do tempo da vida de Pedrosa, artigos de estudiosos e historiadores, parte de suas cartas ao amigo e companheiro de luta Lívio Xavier e um conjunto de sete pequenos vídeos sobre os momentos mais importantes de sua história. Pode ser acessado no endereço https://mariopedrosa120.org.br/.

Contra a violência de Estado, ontem e hoje

Cartaz da II Caminhada do Silêncio, 2022.O Movimento Vozes do Silêncio e entidades de defesa dos direitos humanos chamam todas e todos a participarem da II Caminhada do Silêncio, neste 31 de março, no parque do Ibirapuera, em São Paulo. O ato marca a data do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil em 1964 e, como o primeiro, em 2019, lembra seus mortos e desaparecidos políticos. Mas este ano sua pauta se abriu para protestar contra a violência de Estado hoje, dos assassinatos de jovens negros e membros da comunidade LGTBI+ por policiais ao extermínio da população em situação de rua, o genocídio dos povos indígenas e a política de morte do governo que resultou em tantas mortes pela covid-19.

Libelu – Abaixo a ditadura estreia na TV aberta

Pixação Abaixo a ditaduraO documentário Libelu – Abaixo a ditadura, do diretor Diógenes Muniz, será exibido pela TV Cultura às 23 horas desta quinta-feira, 31 de março, para marcar a data do golpe de 1964. O filme, vencedor do 25º festival “É Tudo Verdade” em 2020, resgata a trajetória da tendência estudantil Liberdade e Luta, que surgiu em 1976 e ganhou notoriedade nos anos 1970 e 1980 ao levantar a bandeira “Abaixo a Ditadura”.

‘Do partido único ao stalinismo’

Nota de leitura sobre o livro recém-lançado de Angela Mendes de Almeida.

Isabel Loureiro*

Cada crise engendra não só um novo futuro, mas um novo passado.
“O fundo do ar é vermelho”, Chris Marker

Neste pesadelo em que a roda da história girou algumas décadas para trás, assistimos ao retorno do fascismo e ao revival midiático de seu irmão siamês, o stalinismo. Nas redes sociais pulula a defesa da Rússia, da Coreia do Norte, da China como países supostamente socialistas. E o mesmo acontece com a antiga URSS: os gulags e a violência contra os adversários políticos são justificados – vistos como mal menor na construção da “pátria socialista” contra o imperialismo norte-americano –, prova provada de que a ideia de aperfeiçoamento contínuo da humanidade não passa de ilusão.

É bem verdade que o desejo de retorno a uma mítica idade de ouro comunista que nunca existiu, por parte de uma parcela da juventude de esquerda que se autodenomina revolucionária, decorre do desespero ante a barbárie capitalista, acentuada com a pandemia de covid-19, e também do desencanto com a tibieza da esquerda reformista e de suas políticas de gestão do capitalismo. Ao mesmo tempo existem tentativas sérias de jovens militantes de organizações marxistas-leninistas de atualizar a política de Lenin, fazendo uma releitura das ideias de vanguarda revolucionária e de centralismo democrático, que, como sabemos, sempre foi mais centralista que democrático. Este livro, ao mostrar os impasses a que levou o autoritarismo comunista, é imprescindível para todos eles.

Incêndio da Cinemateca Brasileira

Até quando o Brasil e os brasileiros suportarão tanto descaso e tantos ataques à sua memória?

O Brasil a cada ano que passa perde mais e mais a pouca memória que conseguiu a duras penas conservar. Infelizmente o que aconteceu na Cinemateca Brasileira, o quinto incêndio, vem de muito antes do atual governo das trevas. Esses incêndios marcam a trajetória desta que é uma das mais importantes instituições de preservação de acervos de cinema do mundo e a reserva histórica do cinema nacional.

É uma história que se repete como tragédia. Basta lembrar o incêndio do Museu Nacional em 2018, também anunciado, que ocorreu por causa da falta de verbas para manter pessoal técnico que o preservasse.