O professor José Castilho Marques Neto vai lançar no dia 30 seu novo livro, O poder das palavras e outros poderes – Leituras compartilhadas. É uma coletânea de artigos publicados no jornal de literatura “Rascunho” que discutem como as palavras moldam e afetam a democracia, para bem e para mal, e orientam as escolhas individuais e coletivas em um mundo marcado por crises. O lançamento será às 18h30, na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, e Castilho estará presente para conversar sobre essa questão.
Movimentos sociais, entidades da sociedade civil, sindicatos e partidos promovem ato público no domingo, dia 29, para marcar o Dia da Terra Palestina e retomar os protestos contra o genocídio em Gaza e a terrível limpeza étnica em curso na Cisjordânia e em Jerusalém. A manifestação em São Paulo começará às 11 horas na Praça Oswaldo Cruz, no Paraíso, e seguirá em passeata pela Avenida Paulista.
Será a primeira mobilização de apoio ao povo palestino em 2026 e contará com a participação de entidades sindicais e grupos da sociedade civil como a Frente Palestina, o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), o Vozes Judaicas pela Libertação, o Coletivo de Jornalistas Shireen Abu Akleh e outros, além de partidos de esquerda.
Entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais fazem neste domingo, 29 de março, a 6ª edição da Caminhada do Silêncio, para marcar a data do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil, em 1964, lembrar seus mortos e desaparecidos políticos e todas as vítimas da violência de Estado. O ato começará com uma concentração às 16 horas na frente do antigo Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna, o DOI-Codi, que foi o principal centro de torturas da ditadura. De lá, os manifestantes caminharão até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.
Cerca de 500 pessoas participaram, na tarde do sábado, 14 de março, em São Paulo, da Jornada Continental em Defesa do Direito à Migração e da Soberania Nacional. O ato ocorreu nas escadas do Teatro Municipal, na praça Ramos de Azevedo, e contou com mais de 25 entidades e partidos.
Ao final, os participantes adotaram uma declaração que – após apresentar o terrível cenário aberto com a ofensiva bélica de Donald Trump contra os imigrantes nos EUA e contra outros povos e países do mundo, e retomar as propostas da Conferência Continental pelo Direito à Migração, realizada no México em 2025 – conclui: “A defesa dos migrantes é inseparável da defesa da autodeterminação dos povos. Hoje, levantamos a voz para convidar e convocar todas as organizações populares, sindicais, comunitárias e de direitos humanos a se integrarem nessa luta. A luta continua! Não à Guerra! Extinção do ICE! Migrar não é crime, é um direito!”
A Editora Unesp vai lançar no dia 26 a segunda edição do livro Revoluções brasileiras, de Gonzaga Duque. Revista e ampliada, a obra discute movimentos e revoltas sociais do Brasil colônia e pós-independência, com uma visão crítica que lhe confere muita atualidade em um momento tão turbulento como o que vivemos nos últimos anos. O lançamento será na Livraria Ponta de Lança, às 19h30.
Alexandre Linares (*)
Morreu neste sábado o escritor Victor Leonardi. Historiador, ativista, roteirista e poeta, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), Leonardi participou da luta contra a ditadura, fez parte do Grupo Outubro e esteve na fundação da Organização Socialista Internacionalista (OSI). Viajante apaixonado, sua vida é cheia de causos e boas histórias que são contados nas entrelinhas de seus livros.
O fundo doado é formado, principalmente, pelas cartas trocadas com o ativista Chico Solano entre 1968 e 1973, período em que ambos militavam na Organização Comunista Primeiro de Maio e no Grupo Outubro
O evento realizado para formalizar a doação do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), ocorrido na sede do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) em 7 de novembro, foi marcado pela sensação de dever cumprido e pela reunião de histórias.
A começar pela da própria chegada do arquivo Arkan Simaan-Chico Solano ao Cemap, que só foi possível graças à união dos esforços de Walter Paixão, ex-militante da Organização Comunista Primeiro de Maio, e do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pela intermediação da doação dos documentos. Isso sem falar, é claro, do próprio Arkan, que reuniu e conseguiu manter preservado o material que acumulou a partir de sua atividade política.






