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A perda de Raimundo Pereira

O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, um dos nomes mais emblemáticos da história da imprensa de resistência à ditadura militar, morreu neste sábado, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Editor do jornal Opinião e fundador do jornal Movimento, Raimundo dedicou-se por toda a vida um jornalismo combativo, à construção de uma imprensa comprometida com a verdade e a democracia.

Raimundo começou a carreira em veículos da grande imprensa, como a revista Realidade e o jornal O Estado de S. Paulo, onde se destacava pela qualidade das reportagens e pela profundidade de suas análises. Mas foi na imprensa alternativa que deixou sua verdadeira marca. Primeiro no Opinião e depois no Movimento, que fundou em 1975, com um modelo autofinanciado, de uma sociedade anônima, com ações distribuídas entre seus jornalistas e apoiadores.

De Jaurès a Mélenchon, a criação do inimigo público

Bandeira da França Insubmissa durante manifestação

A França Insubmissa é hoje a única força verdadeiramente de esquerda com forte apoio popular na França. Seus militantes e porta-vozes transbordam inteligência, abnegação e integridade. No entanto, desde que a LFI se posicionou contra o genocídio em Gaza, uma onda de loucura parece ter tomado conta da classe política e dos meios de comunicação do país. Uma espécie de “aliança sagrada” e heterogênea se formou com um único objetivo: destruir essa força do progresso a qualquer custo.

Todos os partidos que em geral são antagônicos de repente se veem unidos por esse mesmo objetivo; do Partido Socialista ao Reconquista, dos Verdes ao Reunião Nacional, passando pela direita e os partidários do presidente francês, Emmanuel Macron, é uma corrida para ver quem consegue ser mais rápido em condenar a França Insubmissa e seu fundador, Jean-Luc Mélenchon.

Anos de chumbo: os filmes do período da ditadura (parte 1)

A memória, o conhecimento da história, é a maior arma de que dispomos para compreender acontecimentos atuais, não repetir erros e avançar. Apesar disso, quanto mais tempo passa, mais a ditadura brasileira parece uma coisa abstrata, algo “chato”, “triste”, que aconteceu, mas foi superado e acabou. Um período da história que já se encerrou, ficou para trás.

Essa impressão é muito estimulada hoje em dia, com todo tipo de discurso, a começar pelo da “ditabranda” de triste fama. E não é pra menos: com isso se esconde a realidade de que a ditadura deixou uma herança ainda muito viva, em especial no comportamento dos órgãos de repressão. Varre-se pra debaixo do tapete não só os mortos, presos e vítimas de tortura, mas todos aqueles que, mesmo sem nenhum vínculo com organizações de esquerda, foram prejudicados por um governo que censurava a liberdade de expressão, proibia qualquer manifestação contra ele, deturpava os currículos nas escolas para “vender” a história do Brasil que o favorecia e buscava impedir com todas as (muitas) forças de que dispunha qualquer investigação sobre massacres e corrupção.

Por que não esquecer a história do golpe de 1964 e a ditadura

Everaldo de Oliveira Andrade*

A ditadura militar brasileira não é um capítulo encerrado da história. Seus crimes seguem sem punição, seus arquivos permanecem em grande parte ocultos e suas estruturas continuam presentes no Estado e na vida política do país. Por isso, recordar o golpe de 1964 não é apenas um exercício de memória: é uma necessidade política.

Durante décadas, setores da burguesia e parte da própria historiografia buscaram apresentar o golpe como uma “reação” inevitável ou como uma etapa transitória rumo à redemocratização. Essa narrativa oculta o essencial: a ditadura foi uma resposta violenta à ascensão das lutas operárias, camponesas e estudantis, articulada com o imperialismo para bloquear a organização independente das massas.

Ato pelo Dia da Terra Palestina

Cartaz do ato pelo Dia da Terra Palestina de 29 de março de 2026

Movimentos sociais, entidades da sociedade civil, sindicatos e partidos promovem ato público no domingo, dia 29, para marcar o Dia da Terra Palestina e retomar os protestos contra o genocídio em Gaza e a terrível limpeza étnica em curso na Cisjordânia e em Jerusalém. A manifestação em São Paulo começará às 11 horas na Praça Oswaldo Cruz, no Paraíso, e seguirá em passeata pela Avenida Paulista.

Será a primeira mobilização de apoio ao povo palestino em 2026 e contará com a participação de entidades sindicais e grupos da sociedade civil como a Frente Palestina, o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), o Vozes Judaicas pela Libertação, o Coletivo de Jornalistas Shireen Abu Akleh e outros, além de partidos de esquerda.

6ª Caminhada do Silêncio pelas vítimas da violência do Estado

Cartaz da 6ª Caminhada do Silêncio

Entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais fazem neste domingo, 29 de março, a 6ª edição da Caminhada do Silêncio, para marcar a data do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil, em 1964, lembrar seus mortos e desaparecidos políticos e todas as vítimas da violência de Estado. O ato começará com uma concentração às 16 horas na frente do antigo Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna, o DOI-Codi, que foi o principal centro de torturas da ditadura. De lá, os manifestantes caminharão até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.

Ato em defesa do direito à migração e da soberania nacional

Cerca de 500 pessoas participaram, na tarde do sábado, 14 de março, em São Paulo, da Jornada Continental em Defesa do Direito à Migração e da Soberania Nacional. O ato ocorreu nas escadas do Teatro Municipal, na praça Ramos de Azevedo, e contou com mais de 25 entidades e partidos.

Ao final, os participantes adotaram uma declaração que – após apresentar o terrível cenário aberto com a ofensiva bélica de Donald Trump contra os imigrantes nos EUA e contra outros povos e países do mundo, e retomar as propostas da Conferência Continental pelo Direito à Migração, realizada no México em 2025 – conclui: “A defesa dos migrantes é inseparável da defesa da autodeterminação dos povos. Hoje, levantamos a voz para convidar e convocar todas as organizações populares, sindicais, comunitárias e de direitos humanos a se integrarem nessa luta. A luta continua! Não à Guerra! Extinção do ICE! Migrar não é crime, é um direito!”