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Por que não esquecer a história do golpe de 1964 e a ditadura

Everaldo de Oliveira Andrade*

A ditadura militar brasileira não é um capítulo encerrado da história. Seus crimes seguem sem punição, seus arquivos permanecem em grande parte ocultos e suas estruturas continuam presentes no Estado e na vida política do país. Por isso, recordar o golpe de 1964 não é apenas um exercício de memória: é uma necessidade política.

Durante décadas, setores da burguesia e parte da própria historiografia buscaram apresentar o golpe como uma “reação” inevitável ou como uma etapa transitória rumo à redemocratização. Essa narrativa oculta o essencial: a ditadura foi uma resposta violenta à ascensão das lutas operárias, camponesas e estudantis, articulada com o imperialismo para bloquear a organização independente das massas.

Ato pelo Dia da Terra Palestina

Cartaz do ato pelo Dia da Terra Palestina de 29 de março de 2026

Movimentos sociais, entidades da sociedade civil, sindicatos e partidos promovem ato público no domingo, dia 29, para marcar o Dia da Terra Palestina e retomar os protestos contra o genocídio em Gaza e a terrível limpeza étnica em curso na Cisjordânia e em Jerusalém. A manifestação em São Paulo começará às 11 horas na Praça Oswaldo Cruz, no Paraíso, e seguirá em passeata pela Avenida Paulista.

Será a primeira mobilização de apoio ao povo palestino em 2026 e contará com a participação de entidades sindicais e grupos da sociedade civil como a Frente Palestina, o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), o Vozes Judaicas pela Libertação, o Coletivo de Jornalistas Shireen Abu Akleh e outros, além de partidos de esquerda.

6ª Caminhada do Silêncio pelas vítimas da violência do Estado

Cartaz da 6ª Caminhada do Silêncio

Entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais fazem neste domingo, 29 de março, a 6ª edição da Caminhada do Silêncio, para marcar a data do golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil, em 1964, lembrar seus mortos e desaparecidos políticos e todas as vítimas da violência de Estado. O ato começará com uma concentração às 16 horas na frente do antigo Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna, o DOI-Codi, que foi o principal centro de torturas da ditadura. De lá, os manifestantes caminharão até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.

Ato em defesa do direito à migração e da soberania nacional

Cerca de 500 pessoas participaram, na tarde do sábado, 14 de março, em São Paulo, da Jornada Continental em Defesa do Direito à Migração e da Soberania Nacional. O ato ocorreu nas escadas do Teatro Municipal, na praça Ramos de Azevedo, e contou com mais de 25 entidades e partidos.

Ao final, os participantes adotaram uma declaração que – após apresentar o terrível cenário aberto com a ofensiva bélica de Donald Trump contra os imigrantes nos EUA e contra outros povos e países do mundo, e retomar as propostas da Conferência Continental pelo Direito à Migração, realizada no México em 2025 – conclui: “A defesa dos migrantes é inseparável da defesa da autodeterminação dos povos. Hoje, levantamos a voz para convidar e convocar todas as organizações populares, sindicais, comunitárias e de direitos humanos a se integrarem nessa luta. A luta continua! Não à Guerra! Extinção do ICE! Migrar não é crime, é um direito!”

Lançamento: ‘O poder das palavras e outros poderes’

O professor José Castilho Marques Neto vai lançar no dia 30 seu novo livro, O poder das palavras e outros poderes – Leituras compartilhadas. É uma coletânea de artigos publicados no jornal de literatura “Rascunho” que discutem como as palavras moldam e afetam a democracia, para bem e para mal, e orientam as escolhas individuais e coletivas em um mundo marcado por crises. O lançamento será às 18h30, na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, e Castilho estará presente para conversar sobre essa questão.

‘Revoluções brasileiras’ ganha nova edição

Detalhe de cartaz do lançamento do livro "Revoluções brasileiras"

A Editora Unesp vai lançar no dia 26 a segunda edição do livro Revoluções brasileiras, de Gonzaga Duque. Revista e ampliada, a obra discute movimentos e revoltas sociais do Brasil colônia e pós-independência, com uma visão crítica que lhe confere muita atualidade em um momento tão turbulento como o que vivemos nos últimos anos. O lançamento será na Livraria Ponta de Lança, às 19h30.

Em memória de Victor Leonardi

Morreu neste sábado o escritor Victor Leonardi. Historiador, ativista, roteirista e poeta, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), Leonardi participou da luta contra a ditadura, fez parte do Grupo Outubro e esteve na fundação da Organização Socialista Internacionalista (OSI). Viajante apaixonado, sua vida é cheia de causos e boas histórias que são contados nas entrelinhas de seus livros.