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Direitos Humanos

CartazMarielle2Em Roma, ato marca um ano do assassinato de Marielle

Verônica O’Pemba Verdi

Em 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados no Rio de Janeiro. Esse ato covarde chocou o Brasil e teve repercussão internacional. Na Itália, brasileiros residentes e a sociedade italiana em geral compartilham a mesma indignação.

Nesta quinta-feira, dia em que se completou um ano desse ato criminoso, o Comitê Italiano Lula Livre e a Frente pela Democracia no Brasil, sediados em Roma, realizaram um ato de luto e luta por Marielle e Anderson.

O evento realizou-se na Casa Internacional da Mulher, com sala lotada. A abertura foi feita por Rosa Mendes, presidente da Casa, seguida das manifestações de Leila Daianis, ativista italiana pelos direitos LGBTIQ; Valéria Ribeiro Corossacz, do movimento Non Uma di Meno, que luta pelos direitos das mulheres e contra o feminicídio; Laura Renzi, da Anistia Internacional; Carla Centoni, responsável pelo Centro Antiviolência Marielle Franco da cidade de Nettuno; e Stella Santos, do Coletivo Marielle Vive.

Direitos Humanos

Comissão Arns faz cerimônia de lançamento

Comissão ArnsA Comissão de Defesa dos Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns faz seu lançamento oficial hoje. Fundada por 20 personalidades com atuação reconhecida na área, a Comissão Arns pretende atuar em conjunto com entidades de defesa dos direitos humanos e instituições públicas. A ideia de criar uma comissão plural já vinha sendo discutida, mas ganhou urgência no ano passado, impulsionada pelo clima agressivo e as violações aos direitos humanos que marcaram o período eleitoral. Para o grupo há uma séria ameaça aos direitos humanos no Brasil neste momento. “Estamos vendo ameaças desde o governo Temer em relação aos povos indígenas, aos jovens negros, por exemplo essa proposta absurda de garantir a impunidade das execuções extrajudiciais da polícia. Isso é realmente absolutamente escandaloso, quando sabemos que o Brasil é o campeão de execuções pela polícia, chamadas execuções extrajudiciais, mascaradas de conflito”, afirmou o professor Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da comissão. A cerimônia será às 11 horas,na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo.

“A história brasileira é marcada por graves violações dos direitos humanos mais fundamentais. Apesar dessa violência nunca ter sido objeto da devida atenção por parte do País, houve inegáveis avanços sob a égide da Constituição de 1988. Não podemos permitir, agora, que ocorram retrocessos”, informa a comissão em seu manifesto. “O objetivo da iniciativa é dar visibilidade e acolhimento institucional a graves violações da integridade física, da liberdade e da dignidade humana, especialmente as cometidas por agentes do Estado contra pessoas e populações discriminadas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas LGBTs, mulheres, jovens, comunidades urbanas ou rurais em situação de extrema pobreza.”