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Tag: Movimento Passe Livre

Salvador – mobilização contra a licitação para o transporte público

O Movimento Passe Livre de Salvador lançou a campanha “NÃO É ESSA A LICITAÇÃO QUE QUEREMOS!”, contra o processo de licitação para a operação do transporte público da prefeitura. O movimento reivindica o cancelamento da licitação, pois avalia que seu objetivo “não é resolver os problemas do serviço de transporte público da capital, mas perpetuar o péssimo modelo oferecido e aumentar cada vez mais o lucro dos empresários”. Em assembleia extraordinária hoje à tarde, o MPL de Salvador decidiu várias medidas práticas e divulgou nota em que explica sua posição.

Salvador, tarifa e pobreza

Walter Takemoto*

São, São Salvador, meu amor
São, São Salvador quanta dor

Não poderia buscar melhor inspiração para escrever este texto do que o genial baiano Tom Zé, para demonstrar a dura realidade da cidade de Salvador, que escolhi para morar e que aprendi a amar com todas as suas contradições.

Existe uma Salvador inventada pelo poder público para os turistas e que teve como garoto propaganda o menino Joel. E tem a Salvador da perversa exclusão da grande maioria da população, em que o braço armado do Estado mata o mesmo menino Joel que usou para fantasiar uma realidade que é brutal e implacável para a juventude negra.

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Porque não se deve temer as ruas

O movimento Acampa Sampa Ocupa Sampa convidou o filósofo Vladimir Safatle para dar uma aula pública no dia 8, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

Na aula, intitulada “Política e acontecimento: Porque não se deve temer as ruas”, Safatle discutiu a questão da ação política, com foco nas mobilizações das Jornadas de Junho, insistindo em que não estava dando uma aula, pois não tinha nada a ensinar que o público já não soubesse.

Debate: O Brasil nas ruas

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) promoveu no dia 4 o debate “O Brasil nas ruas”, que analisou a enorme onda de mobilizações e manifestações em todo o país iniciada com o Movimento Passe Livre, seus impactos e consequências. O evento, aberto pela reitora da Unifesp, Soraya Smaili, teve como debatedores José Maria de Almeida, da direção nacional da Conlutas, Maria Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista, Rodrigo Cesar, da direção nacional da Articulação de Esquerda PT, e Monique, do Movimento Passe Livre. José Arbex Jr., diretor do Departamento de Comunicação Institucional da Unifesp e integrante de Interludium, foi o moderador da mesa.

Aula pública: Tarifa Zero e mobilização popular

O Movimento Passe Livre de São Paulo promoveu no dia 27 uma aula pública em frente ao prédio da Prefeitura sobre a proposta de tarifa zero para os transportes públicos e mobilização popular. A aula, que reuniu mais de 500 pessoas, foi dada pelo engenheiro e músico Lúcio Gregori, que foi secretário de Transportes da prefeita Luiza Erundina (1989-1992) e é o idealizador do Projeto Tarifa Zero, e pelo filósofo Paulo Arantes, pesquisador e professor aposentado do Departamento de Filosofia da USP.

Notas sobre uma nova política ainda por vir

Emmanuel Nakamura*

“Retomar a paulista” foi título do editorial da Folha de S. Paulo de 13 de junho e “As ruas emitiram um sinal de alerta, que precisa ser ouvido”, a conclusão do editorial deste mesmo jornal no dia 22 de junho. Em pouco tempo, uma nova política, com apoio da maioria da população, parece ter entrado em cena, o que explicaria a mudança de opinião da grande mídia. Essa nova política foi comparada aos movimentos Occupy e Indignados. Com a massificação dos protestos, o Movimento Passe Livre parecia ter sido alçado à “vanguarda” das mobilizações sociais – de fato, uma antivarguarda.1“(…) talvez a principal lição do MPL seja esta: sua iniciativa talvez consista numa recusa, numa descentralização, no abandono da sanha, do vício do controle (vanguardista?) sobre todas as ações de todos os participantes reunidos(…).” Cf. Caio de Andrea, A novidade da recusa do MPL: uma vitória popular. Foi alçado simplesmente porque tinha uma pauta imediata e material – a redução da tarifa de ônibus – e porque não tem dogmas a defender e nem “táticas” e “estratégias” políticas pré-determinadas, e muito menos está comprometido com os governos tucano e petista.

A novidade da recusa do MPL: uma vitória popular

Caio de Andrea*

Começo este texto com meu testemunho e sobretudo minha alegria. O Movimento Passe Livre (o MPL) inaugura um novo modo de ação política popular que não tarda a demonstrar seus resultados. Qualquer um que tenha se proposto às passeatas pelas ruas de nossa cidade sabe do que se trata, pois experimenta: já há vitória para comemorar quando um brado (tal como este, ecoando uma torcida que já não é por time de futebol: “Ôôôô / O povo acordou / O povo acordou / O povo acordôôôÔ”) é entoado a plenos pulmões por 5 mil pessoas e, depois de muita cacetada da polícia, por umas 7 mil pessoas, e depois de muito mais cacetada ainda, por umas 10 mil pessoas, e hoje, ápice total da brutalidade generalizada, por umas 15 mil pessoas…