Menu fechado

Futuros Possíveis #02: Palestina, com Rawa Alsagheer

Com foco na Palestina, o podcast “Futuros Possíveis” lançou sua segunda edição no domingo. Os professores Danilo Nakamura e Danilo Heitor entrevistam a cineasta, ativista e professora Rawa Alsagheer, refugiada palestina que hoje vive no Brasil.

Mais do que falar sobre alguma ideia de futuro para a Palestina, Rawa fala do movimento pela recuperação de uma terra perdida pela força, do direito de retorno, da situação das mulheres palestinas, do silêncio criminoso da mídia e de que como é ser uma refugiada palestina, como é viver o sonho de voltar a um país em que nunca esteve.

Comuna ou Napoleão?

As comemorações históricas e a autorreflexão da historiografia francesa

Danilo Chaves Nakamura (*)

No último dia 18 de março foram celebrados os 150 anos da Comuna de Paris. Uma comemoração mais ou menos óbvia para os militantes e simpatizantes dos partidos e movimentos sociais de esquerda. Um momento oportuno também para a realização de seminários universitários e para o lançamento de novas publicações sobre a primeira experiência histórica de um autogoverno da classe trabalhadora. Anne Hidalgo, prefeita de Paris e filiada ao Partido Socialista, não deixou de participar de uma comemoração – com público restrito devido à pandemia do novo coronavírus – na Praça Louise-Michel. Imagens impressas de importantes personagens da história (Louise Michel, Jules Vallès ou Arthur Rimbaud) preencheram a paisagem do local da celebração e músicas como Le Temps des cerises animaram o evento.

Apagando a história: acervo Marighella ameaçado

Como já virou rotina no governo Bolsonaro, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, usou as redes sociais para anunciar mais uma das decisões absurdas que marcam sua gestão. Ele escreveu no Twitter que o acervo de Carlos Marighella é “imprestável” e será “excluído” da fundação. Camargo chamou Marighella de “terrorista comunista” e afirmou que seus textos deviam ser banidos. “A esquerda precisa parar de empurrar estas tranqueiras comunistas para cima dos pretos. Não queremos, muito menos precisamos, de lixo marxista!”, escreveu. O jornalista e escritor Fernando Morais se dispôs a acolher o acervo.

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher não é uma iniciativa da ONU para homenagear as mulheres. Não é uma ode à feminilidade e às virtudes dessa metade da humanidade. Não é uma invenção do comércio para aumentar as vendas de batom e flores. O Dia Internacional da Mulher é uma jornada de luta, criado pelas trabalhadoras para reafirmar a batalha pelas conquistas de seus direitos.

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

Um dicionário dos excluídos da história

Está disponível na internet desde agosto o dicionário biográfico Excluídos da História, publicado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Criado a partir do trabalho de 6.753 estudantes dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio que participaram da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), em 2019, o dicionário contém 2.251 verbetes sobre personagens da história do Brasil que nunca ou quase nunca aparecem nos livros didáticos oficiais.

Abertura Mario Pedrosa 120 anos

seminário "Mário Pedrosa, 120 anos"Começa hoje o seminário “Mário Pedrosa, 120 anos”, que se estenderá por oito encontros durantes os meses de outubro e novembro. A abertura oficial é às 19 horas, seguida do debate Fascismo, bonapartismo e as ditaduras brasileiras, com os historiadores Dainis Karepovs, autor de Pas de politique Mariô!: Mario Pedrosa e a política, e Everaldo Oliveira, professor do Departamento de História da USP e pesquisador de Mário Pedrosa, e a mediação de Isabel Loureiro, professora aposentada do Departamento de Filosofia da Unesp e colaboradora da Fundação Rosa Luxemburgo.

O evento é uma parceria do Centro Sérgio Buarque de Holanda da Fundação Perseu Abramo, do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Os debates serão transmitidos ao vivo pelo canal da Fundação Perseu Abramo no YouTube e por sua página no Facebook.

Uma faísca chamada Libelu e lembranças de um anarquista

Antônio José Lopes Bigode *

A LUTA pela LIBERDADE, que acabou com o atraso, o autoritarismo e a repressão nos legou a DEMOCRACIA que está em risco.

Os anos 1970 (segunda metade) não eram do tipo “anos de chumbo” como foi o período após o AI-5, de 1968, mas nunca foram uma “ditabranda” segundo os donos da FSP. A DITADURA continuava matando: em 1973 “atropelou” Alexandre Vanucchi Leme, em 1975 e 1976 suicidou o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho, em 1979 matou o operário Santo Dias, sem falar dos sindicalistas do campo, lideranças indígenas, padres progressistas, pretos e pobres, também mortos, mas longe das manchetes dos jornais.

Em outras palavras, se não foram anos tão duros como na “era Médici”, os anos Geisel só se diferenciaram de seu antecessor pela escala, isto porque os porões da ditadura se mantiveram ativos e os meganhas, além de não quererem perder a boquinha, não entendiam esta coisa de “abertura”.