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De Jaurès a Mélenchon, a criação do inimigo público

Bandeira da França Insubmissa durante manifestação

A França Insubmissa é hoje a única força verdadeiramente de esquerda com forte apoio popular na França. Seus militantes e porta-vozes transbordam inteligência, abnegação e integridade. No entanto, desde que a LFI se posicionou contra o genocídio em Gaza, uma onda de loucura parece ter tomado conta da classe política e dos meios de comunicação do país. Uma espécie de “aliança sagrada” e heterogênea se formou com um único objetivo: destruir essa força do progresso a qualquer custo.

Todos os partidos que em geral são antagônicos de repente se veem unidos por esse mesmo objetivo; do Partido Socialista ao Reconquista, dos Verdes ao Reunião Nacional, passando pela direita e os partidários do presidente francês, Emmanuel Macron, é uma corrida para ver quem consegue ser mais rápido em condenar a França Insubmissa e seu fundador, Jean-Luc Mélenchon.

Anos de chumbo: os filmes do período da ditadura (parte 1)

A memória, o conhecimento da história, é a maior arma de que dispomos para compreender acontecimentos atuais, não repetir erros e avançar. Apesar disso, quanto mais tempo passa, mais a ditadura brasileira parece uma coisa abstrata, algo “chato”, “triste”, que aconteceu, mas foi superado e acabou. Um período da história que já se encerrou, ficou para trás.

Essa impressão é muito estimulada hoje em dia, com todo tipo de discurso, a começar pelo da “ditabranda” de triste fama. E não é pra menos: com isso se esconde a realidade de que a ditadura deixou uma herança ainda muito viva, em especial no comportamento dos órgãos de repressão. Varre-se pra debaixo do tapete não só os mortos, presos e vítimas de tortura, mas todos aqueles que, mesmo sem nenhum vínculo com organizações de esquerda, foram prejudicados por um governo que censurava a liberdade de expressão, proibia qualquer manifestação contra ele, deturpava os currículos nas escolas para “vender” a história do Brasil que o favorecia e buscava impedir com todas as (muitas) forças de que dispunha qualquer investigação sobre massacres e corrupção.

Por que não esquecer a história do golpe de 1964 e a ditadura

Everaldo de Oliveira Andrade*

A ditadura militar brasileira não é um capítulo encerrado da história. Seus crimes seguem sem punição, seus arquivos permanecem em grande parte ocultos e suas estruturas continuam presentes no Estado e na vida política do país. Por isso, recordar o golpe de 1964 não é apenas um exercício de memória: é uma necessidade política.

Durante décadas, setores da burguesia e parte da própria historiografia buscaram apresentar o golpe como uma “reação” inevitável ou como uma etapa transitória rumo à redemocratização. Essa narrativa oculta o essencial: a ditadura foi uma resposta violenta à ascensão das lutas operárias, camponesas e estudantis, articulada com o imperialismo para bloquear a organização independente das massas.

Cemap recebe documentação de Arkan Simaan em cerimônia com muita história

A atriz Gabriela Rabelo, que militou no 1º de Maio e foi companheira de Chico Solano, fala no ato de doação do acervo de Arkan Simaan (na tela ao fundo). Na mesa, Bárbara Corrales, Walter Paixão e Edmar Macedo

O evento realizado para formalizar a doação do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), ocorrido na sede do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) em 7 de novembro, foi marcado pela sensação de dever cumprido e pela reunião de histórias.

A começar pela da própria chegada do arquivo Arkan Simaan-Chico Solano ao Cemap, que só foi possível graças à união dos esforços de Walter Paixão, ex-militante da Organização Comunista Primeiro de Maio, e do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pela intermediação da doação dos documentos. Isso sem falar, é claro, do próprio Arkan, que reuniu e conseguiu manter preservado o material que acumulou a partir de sua atividade política.

Cemap recebe fundo documental de Arkan Simaan

Cartaz do ato de recebimento do fundo Arkan Simaan pelo Cemap

Cemap-Interludium anuncia a integração do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). A doação será formalizada em cerimônia no dia 7 de novembro de 2025, às 15 horas, no auditório do Cedem/Unesp, localizado na Praça da Sé, 108, no centro de São Paulo.

O fundo chega ao acervo do Cemap por intermédio do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que estará presente para a entrega simbólica da documentação. O evento contará com a presença de diretores de Cemap-Interludium e de representantes do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) e é aberto ao público.

90 anos da Batalha da Sé

Faz exatamente 90 anos que aconteceu a “batalha da Sé”, entre militantes da Frente Única Antifascista (FUA) e da Ação Integralista Brasileira. O confronto armado deixou um morto, o militante comunista Décio de Oliveira. A debandada dos integralistas, que eram apelidados de “galinhas verdes” por causa da cor de seus uniformes, ficou conhecida também como “a revoada dos galinhas verdes”.

A importância desse confronto vem do fato de comunistas, trotskistas, socialistas e anarquistas terem se unido na FUA, num momento em que os partidos comunistas de todo o mundo obedeciam às ordens de Moscou, de evitar esse tipo de aliança. Meses antes, os comunistas alemães haviam se recusado a fazer aliança com os social-democratas; o resultado é que o partido com mais votos, o nacional-socialista, acabou sendo encarregado de formar o novo governo alemão, e instaurou uma ditadura logo em seguida.

O Trabalho homenageia Fúlvio Abramo

Cartaz O Trabalho inaugura auditório Fúlvio Abramo

Nesta sexta-feira, dia 24, a Corrente O Trabalho do PT, seção da 4ª Internacional em São Paulo, vai inaugurar o auditório de sua sede, que levará o nome de Fúlvio Abramo, em homenagem a este militante admirável, que se fez presente em toda a história da esquerda e do trotskismo no Brasil. A atividade será às 20 horas e estamos todos convidados! A sede fica na Praça da República, número 468, 7º andar, no centro de São Paulo.