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Tag: esquerda

Libelu – Abaixo a Ditadura 2020

Ruy Shiozawa – acervo particular

Documentário dirigido pelo cineasta e jornalista Diógenes Muniz, é selecionado para “É Tudo Verdade 2020”, maior festival de documentários da América Latina. Sua fase presencial fora adiada para o mês de setembro devido a pandemia do Sars-Cov-2.

Projeto “Mário Pedrosa, 120 anos”

Do livro “Mário Pedrosa Primary Documents”, Jornal da USP.

CEMAP-Interludium vence edital de Modernização de Arquivos. Conheça o projeto Mário Pedrosa, 120 anos, que realizará a preservação e difusão digital do Acervo do Centro de Documentação Mário Pedrosa (Cemap). Com participação do Cedem-Unesp e do PROAC (SEC-SP).

Memória

Na luta contra o capital, os trabalhadores são levados a exigir a libertação de seus militantes presos pela polícia e condenados pela justiça dos patrões, como acontece hoje com Lula. Recuperamos aqui a memória de algumas dessas lutas.

Como acontece hoje com Lula, a história das lutas das organizações populares contra o capital confunde-se com a história das lutas pela libertação de seus militantes jogados aos cárceres pela polícia e pela justiça submetidas aos patrões. Vamos recuperar, neste espaço, a memória de algumas lutas memoráveis travadas em defesa de nossos combatentes.

Como acontece hoje com Lula, a história das lutas das organizações populares contra o capital confunde-se com a história das lutas pela libertação de seus militantes jogados aos cárceres pela polícia e pela justiça submetidas aos patrões.
Vamos recuperar, neste espaço, a memória de algumas lutas memoráveis travadas em defesa de nossos combatentes.

Rafael Lezama González

Rafael Lezama González

Rafael Lezama González

Julio Castro Pérez

Julio Castro Pérez

Julio Castro Pérez

José Campos Barreto

José Campos Barreto

José Campos Barreto

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Exposição 50 anos de Contagem e Osasco

Jornais clandestinos de 1968, Cemap

As greves de 68 vistas pela mídia clandestina

Exposição

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Após a vitória de Bolsonaro

Logotipo do La SocialeNem rir nem chorar, apenas entender

Denis Collin

La Sociale

(Tradução de Jean Michel Bouchara)

A vitória de Bolsonaro no Brasil, depois da de Trump nos Estados Unidos ou da de Rodrigo Duterte nas Filipinas, e depois dos sucessos dos partidos supostamente populistas na Europa – Lega na Itália, acensão da AfD na Alemanha, vitórias de Viktor Orban na Hungria e do PIS na Polônia, entre outras – produziu numerosas “análises” gerais na imprensa. Presenciamos o impulso triunfante dos populistas nacionalistas, a sombra negra da extrema direita que se estende sobre o mundo, e assim por diante.

Essas generalizações são ao mesmo tempo desesperantes e paralisantes. Tomemos como exemplos o Brasil e a Itália. É verdade que Salvini, assim como Marine Le Pen, apoia Bolsonaro. Mas Bolsonaro se situa a léguas de distância da política e dos propósitos da Lega de Salvini. Ele não se opõe ao liberalismo econômico. Ao contrário, é um ultraliberal, condena todas as formas de intervenção do Estado e deve qualificar como comunista a política de Salvini! Bolsonaro tem o apoio dos EUA. Ele quer tirar o Brasil dos Brics, que aparecem como uma alternativa à dominação do dólar sobre o mercado mundial, e não pretende mais que voltar a subordinar o capitalismo brasileiro ao americano. Portanto, ao contrário dos “populistas” europeus, ele não é nem protecionista, nem defensor da soberania. Os comentaristas de plantão substituem essas diferenças tão importantes por generalizações vazias.

Para não esquecer

Logotipos dos primeiros boletins do CemapO acervo do Cemap e as lutas populares

Tornarem-se senhores da memória e do esquecimento é uma das grandes preocupações das classes, dos grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam as sociedades históricas. Os esquecimentos e os silêncios da história são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva

(Jacques Le Goff, História e Memória)

Todo mundo já ouviu falar de amnésia, aquele distúrbio que envolve a perda parcial e total da memória. E perder a memória é uma possibilidade terrível, considerando que a nossa personalidade é fundada em nossas lembranças, naquilo que nos ocorreu da primeira infância até hoje. Ou, como diz a linguagem popular, “desde que me conheço por gente”. Perder a memória é quase sinônimo de perder a identidade; de não ser mais sujeito, e sim objeto.

Se essa possibilidade já é assustadora para um indivíduo, imagine-se para um país, um povo, uma sociedade. “(…) A amnésia”, alerta o historiador Jacques Le Goff, “é não só uma perturbação no indivíduo, que envolve perturbações mais ou menos graves da presença da personalidade, mas também a falta ou a perda, voluntária ou involuntária, da memória coletiva nos povos e nas nações que pode determinar perturbações graves da identidade coletiva”.1LE GOFF, Jacques. História e Memória. Editora da Unicamp. Campinas. 1990. pp. 225. No Brasil, desde o golpe de 2016, essa é uma possibilidade real. Só lembrando: uma das primeiras iniciativas do novo governo foi a retirada da obrigatoriedade da História no currículo de Ensino Médio. E de um dia para outro, começamos a ouvir uma “história alternativa” da ditadura militar – que não era tão ruim assim, afinal.

Este é o momento de valorizarmos os chamados locais de produção de memória, como as bibliotecas, os museus e os arquivos. Foi pensando nessa necessidade que, há 37 anos, foi fundado o Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, o Cemap. Atualmente, o acervo é gerido pela oscip (organização da sociedade civil de interesse público) Cemap-Interludium. Através de um convênio celebrado com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), ele está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória da universidade, o Cedem.

O silêncio ensurdecedor da ‘esquerda’ não-petista

Ou se entende o que é o PT ou não se entende nada do que está se passando. A construção de uma organização de massa é algo bem diferente do que seguir uma receita de bolo. Não se trata de colocar uma pitada a mais de leninismo ou tirar algumas gotas de luxemburguismo e ir provando o bolo até que fique bom. Trata-se do processo de luta de classes, e o que a classe operária brasileira, o povo oprimido brasileiro, conseguiu erguer é o PT. E, cá entre nós, não é pouca coisa. É o que as condições objetivas e subjetivas, a maturidade das discussões doutrinárias e programáticas e, principalmente, a realidade da luta de classes permitiram. Deu para fazer isso, não deu para fazer outra coisa.

Por isso, por seu significado concreto, o PT e seu dirigente histórico precisam ser destruídos. Para a classe dominante é uma necessidade. O que parte da esquerda não quer entender, a burguesia entende perfeitamente. Não se trata, perdoe-me sr. Boulos, de fazer o PT capitular. Isso não basta mais. O PT já capitulou, mas o capital quer mais. Levy não basta. O ajuste fiscal não basta. A reforma da Previdência não basta, a mal disfarçada entrega do pré-sal não basta. É preciso destruir o PT e dessa forma dispor do Brasil e de suas riquezas sem resistência, fora alguns espasmos. E espasmos, nossa elite que já arrasou os Sete Povos das Missões, Palmares, Canudos, os Malês, etc., e que hoje, só em SP, tem uma PM que mata no mínimo dois por dia, sabe muito bem como enfrentar.

Em poucas palavras, precisa-se destruir o PT para poder impor uma completa derrota ao povo brasileiro. É disso que se trata.