Menu fechado

86 anos da morte de Trotsky: memória e resistência de gerações do trotskismo brasileiro

Matéria do jornal “O Trabalho” nº 73, de 12 de agosto de 1980, convoca para o ato pelos 40 anos do assassinato de Leon Trotsky


Nos 86 anos do assassinato de Leon Trotsky, reproduzimos matéria do jornal “O Trabalho” nº 73, de 12 de agosto de 1980, com a convocação para o ato em homenagem aos 40 anos de sua morte. A edição, que faz parte do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, o Cemap, divulga o ato convocado pelo jornal “O Trabalho” (pela Organização Socialista Internacional, OSI, então ilegal) e pela Convergência Socialista, no Sindicato dos Químicos de São Paulo e em mais oito cidades do país. Os atos expressaram um momento de colaboração ativa entre integrantes de gerações anteriores do trotskismo no Brasil – Mário Pedrosa, Fúlvio e Lélia Abramo, Plínio Mello, Hermínio Sacchetta – e os militantes mais jovens que construíam as duas organizações no combate à ditadura militar.

‘Cadernos Cemap’ n° 1 já está à venda!

Capa de "Cadernos Cemap nº 1 – nova série"

O Cadernos Cemap n° 1 – nova série já está disponível para compra. Lançado em 11 de maio, este primeiro número tem como tema central a trajetória de Fúlvio Abramo, militante trotskista histórico e idealizador e fundador do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). Com edição cuidadosa e notas do historiador Dainis Karepovs, o Cadernos Cemap n° 1 traz uma série de documentos inéditos ou muito pouco conhecidos, além de entrevistas sobre a Frente Única Antifascista (FUA), em que Fúlvio teve um papel muito relevante, e a militância nos anos 1930.

Para adquirir o Cadernos Cemap, basta pagar o valor e enviar um comprovante para o e-mail livraria @cemap-interludium.org.br junto com nome e endereço completo. Cada exemplar custa R$ 35,00 e mais R$ 15,00 para envio pelo correio por impresso módico registrado. O prazo para postagem é de até 7 dias a contar da data do pagamento. Casos especiais, como a aquisição de vários exemplares, ou de interesse em pegar o livro pessoalmente na sede do Cemap, podem ser discutidos pelo mesmo e-mail.

Cemap recebe documentação de Arkan Simaan em cerimônia com muita história

A atriz Gabriela Rabelo, que militou no 1º de Maio e foi companheira de Chico Solano, fala no ato de doação do acervo de Arkan Simaan (na tela ao fundo). Na mesa, Bárbara Corrales, Walter Paixão e Edmar Macedo

O evento realizado para formalizar a doação do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), ocorrido na sede do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) em 7 de novembro, foi marcado pela sensação de dever cumprido e pela reunião de histórias.

A começar pela da própria chegada do arquivo Arkan Simaan-Chico Solano ao Cemap, que só foi possível graças à união dos esforços de Walter Paixão, ex-militante da Organização Comunista Primeiro de Maio, e do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pela intermediação da doação dos documentos. Isso sem falar, é claro, do próprio Arkan, que reuniu e conseguiu manter preservado o material que acumulou a partir de sua atividade política.

Cemap recebe fundo documental de Arkan Simaan

Cartaz do ato de recebimento do fundo Arkan Simaan pelo Cemap

Cemap-Interludium anuncia a integração do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). A doação será formalizada em cerimônia no dia 7 de novembro de 2025, às 15 horas, no auditório do Cedem/Unesp, localizado na Praça da Sé, 108, no centro de São Paulo.

O fundo chega ao acervo do Cemap por intermédio do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que estará presente para a entrega simbólica da documentação. O evento contará com a presença de diretores de Cemap-Interludium e de representantes do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) e é aberto ao público.

O Trabalho homenageia Fúlvio Abramo

Cartaz O Trabalho inaugura auditório Fúlvio Abramo

Nesta sexta-feira, dia 24, a Corrente O Trabalho do PT, seção da 4ª Internacional em São Paulo, vai inaugurar o auditório de sua sede, que levará o nome de Fúlvio Abramo, em homenagem a este militante admirável, que se fez presente em toda a história da esquerda e do trotskismo no Brasil. A atividade será às 20 horas e estamos todos convidados! A sede fica na Praça da República, número 468, 7º andar, no centro de São Paulo.

Libelu – Abaixo a ditadura estreia na TV aberta

Pixação Abaixo a ditadura

O documentário Libelu – Abaixo a ditadura, do diretor Diógenes Muniz, será exibido pela TV Cultura às 23 horas desta quinta-feira, 31 de março, para marcar a data do golpe de 1964. O filme, vencedor do 25º festival “É Tudo Verdade” em 2020, resgata a trajetória da tendência estudantil Liberdade e Luta, que surgiu em 1976 e ganhou notoriedade nos anos 1970 e 1980 ao levantar a bandeira “Abaixo a Ditadura”.

‘Do partido único ao stalinismo’

Nota de leitura sobre o livro recém-lançado de Angela Mendes de Almeida.

Isabel Loureiro

Cada crise engendra não só um novo futuro, mas um novo passado.
“O fundo do ar é vermelho”, Chris Marker

Neste pesadelo em que a roda da história girou algumas décadas para trás, assistimos ao retorno do fascismo e ao revival midiático de seu irmão siamês, o stalinismo. Nas redes sociais pulula a defesa da Rússia, da Coreia do Norte, da China como países supostamente socialistas. E o mesmo acontece com a antiga URSS: os gulags e a violência contra os adversários políticos são justificados – vistos como mal menor na construção da “pátria socialista” contra o imperialismo norte-americano –, prova provada de que a ideia de aperfeiçoamento contínuo da humanidade não passa de ilusão.

É bem verdade que o desejo de retorno a uma mítica idade de ouro comunista que nunca existiu, por parte de uma parcela da juventude de esquerda que se autodenomina revolucionária, decorre do desespero ante a barbárie capitalista, acentuada com a pandemia de covid-19, e também do desencanto com a tibieza da esquerda reformista e de suas políticas de gestão do capitalismo. Ao mesmo tempo existem tentativas sérias de jovens militantes de organizações marxistas-leninistas de atualizar a política de Lenin, fazendo uma releitura das ideias de vanguarda revolucionária e de centralismo democrático, que, como sabemos, sempre foi mais centralista que democrático. Este livro, ao mostrar os impasses a que levou o autoritarismo comunista, é imprescindível para todos eles.