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Em defesa do Instituto Vladimir Herzog

Logotipo do Instituto Vladimir Herzog

Pela primeira vez em dez anos, o Instituto Vladimir Herzog teve seu planejamento anual rejeitado pela Secretaria de Cultura do governo federal. A rejeição, que não foi acompanhada de nenhum parecer ou justificativa legal, nega recursos para os vários projetos da entidade, uma das mais importantes na área de preservação da memória histórica do país e na defesa dos direitos humanos. Cemap-Interludium já assinou o manifesto de defesa do instituto e de cobrança do governo e chama todas as organizações dos movimentos sociais, instituições e coletivos a fazerem o mesmo.

O formulário de adesão ao manifesto em defesa do Instituto Vladimir Herzog diz o seguinte:

Facebok Instituto Vladimir Herzog

“O Instituto Vladimir Herzog, um dos mais importantes do país na promoção cultural dos Direitos Humanos, Democracia e Liberdade de Expressão, teve seu plano anual rejeitado na Lei de Incentivo à Cultura pela primeira vez em dez anos.

A rejeição veio sem nenhuma justificativa. No Instagram, o filho do presidente e deputado Eduardo Bolsonaro deu a entender que a razão seria ideológica, comparando Herzog, torturado, a Ustra, torturador. Comparar o torturado ao torturador é desumano, mesmo para gente como Bolsonaro.

Vladimir Herzog, jornalista judeu, foi preso, torturado e assassinado nos porões da ditadura por lutar por valores que este governo via de regra, empenha-se em enfrentar. Hoje o governo brasileiro posta-se na defesa de torturadores, daqueles que lutam contra Direitos Humanos, dos que não têm apreço pela Democracia.

Este abaixo-assinado tem como objetivo manifestar apoio irrestrito ao Instituto Vladimir Herzog em sua luta incansável e cobrar do governo brasileiro por uma justificativa plausível à reprovação do projeto.”


O que é o Instituto Vladimir Herzog

Além do próprio site e da página no Facebook, o instituto também mantém o excelente site Memórias da Ditadura, o Acervo Vladimir Herzog e o projeto Resistir é preciso. Fundada em 2009, a entidade resume seus objetivos e ações em sua apresentação na página do Facebook:

“Tendo como missão ‘contribuir para o engajamento da sociedade na cultura de Justiça, Liberdade, Democracia e Dignidade Humana’, o Instituto desenvolve sua atuação sobre três pilares: preservar, construir e compartilhar.

Preservar: Preservação da História do Brasil com foco especial a partir do golpe de 1964 e tendo com centro de referência a própria história do jornalista Vladimir Herzog, com a formação de um acervo multimídia.

Construir: Promoção, orientação e premiação de trabalhos de comunicação que abordem temas pertinentes às questões que afetam o direito da sociedade à vida e à justiça. O exemplo mais emblemático é o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Compartilhar: Desenvolvimento de palestras, debates, cursos e treinamentos nos assuntos das áreas correlatas à comunicação e história. Também integra o escopo do Instituto a produção de publicações, como a recém-lançada edição fac-similar do EX-, jornal expoente da chamada mídia alternativa e o projeto Resistir é Preciso – que traz a história recente do Brasil pelo olhar da imprensa alternativa.”

Publicado em:Acervos,Apoiamos

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