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Denis Collin e a questão da liberdade

“A aspiração natural é de sermos nós mesmos nosso próprio mestre”

Entrevista do filósofo Denis Collin a Laurent Etre, do jornal L’Humanité.

Filósofo iconoclasta, Denis Collin identifica as falsas liberdades da sociedade contemporânea. Ao analisar as origens profundas da “obsessão pela segurança”, da manipulação de Sarkozy em torno do “valor do trabalho” ou certos desvios do progresso científico, ele repensa a liberdade como uma não-dominação, em termos de um “comunismo republicano”.

Confira sua entrevista a Laurent Etre, publicada pelo jornal L’Humanité em 22 de abril de 2011 e pelo site La Sociale, três dias depois:

Por que repensar o programa ideológico da esquerda a partir da noção de liberdade, como você faz no seu último livro, La Longueur de la chaîne?1La Longueur de la chaîne, Essai sur la liberté 
au XXIe siècle. Éditions Max Milo, 2011. No atual contexto social, marcado principalmente pelos planos de austeridade na Europa e pelo crescimento contínuo das desigualdades, o que se espera das forças progressistas não é sobretudo sua capacidade de indicar os caminhos para uma verdadeira igualdade?