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Tag: Denis Collin

Protestos na França

Coletes amarelos, faixa, Bordeaux
Faixa de protesto: Franceses (as ) - mesma formação/Estrangeiros (as) - mesmos direitos/Contra a vida cara/#eu já sofro

A passeata dos coletes amarelos em Bordeaux

Nivaldo Bastos

Na França, as manifestações dos coletes amarelos continuaram neste 8 de dezembro. Em Bordeaux, onde foram feitas as fotos que acompanham este artigo, a concentração começou às 13 horas, na Praça da Bolsa, e mesmo antes se percebia o enorme afluxo de gente vinda de todos os cantos da cidade. Todos vestiam coletes amarelos e cada um trazia sua mensagem escrita nas costas.

A palavra de ordem dominante era MACRON, DÉMISSION!, mas como se trata de um movimento de base, organizado por bairros e sem um comando centralizado, as mensagens nos coletes eram as mais variadas, com predominância para aquelas que protestavam contra o alto custo de vida e a parcialidade do governo que beneficia os ricos e piora a vida dos mais pobres.

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Após a vitória de Bolsonaro

Nem rir nem chorar, apenas entender

Denis CollinLogotipo do La Sociale

La Sociale

(Tradução de Jean Michel Bouchara)

A vitória de Bolsonaro no Brasil, depois da de Trump nos Estados Unidos ou da de Rodrigo Duterte nas Filipinas, e depois dos sucessos dos partidos supostamente populistas na Europa – Lega na Itália, acensão da AfD na Alemanha, vitórias de Viktor Orban na Hungria e do PIS na Polônia, entre outras – produziu numerosas “análises” gerais na imprensa. Presenciamos o impulso triunfante dos populistas nacionalistas, a sombra negra da extrema direita que se estende sobre o mundo, e assim por diante.

Essas generalizações são ao mesmo tempo desesperantes e paralisantes. Tomemos como exemplos o Brasil e a Itália. É verdade que Salvini, assim como Marine Le Pen, apoia Bolsonaro. Mas Bolsonaro se situa a léguas de distância da política e dos propósitos da Lega de Salvini. Ele não se opõe ao liberalismo econômico. Ao contrário, é um ultraliberal, condena todas as formas de intervenção do Estado e deve qualificar como comunista a política de Salvini! Bolsonaro tem o apoio dos EUA. Ele quer tirar o Brasil dos Brics, que aparecem como uma alternativa à dominação do dólar sobre o mercado mundial, e não pretende mais que voltar a subordinar o capitalismo brasileiro ao americano. Portanto, ao contrário dos “populistas” europeus, ele não é nem protecionista, nem defensor da soberania. Os comentaristas de plantão substituem essas diferenças tão importantes por generalizações vazias.

Lançamento: Diálogos com Vito Letizia 2

Capa do livro As origens das aspirações modernas de liberdade e igualdade‘As Origens das Aspirações Modernas de Liberdade e Igualdade’ chega às livrarias

Este segundo volume da série Diálogos com Vito Letizia reúne as discussões sobre a Revolução Francesa e a social-democracia europeia. Os teóricos marxistas formados no contexto da Revolução Russa negligenciaram a conexão entre a Revolução Francesa e a formação das reivindicações da classe trabalhadora durante o período de surgimento da social-democracia europeia, na segunda metade do século 19. A ponto de que hoje esses dois momentos parecem estar completamente dissociados.

E, no entanto, em julho de 1789, foi o povo insurgente de Paris que tomou a Bastilha, e exatos cem anos depois, na mesma cidade, num congresso socialista convocado para celebrar o centenário da queda da Bastilha, Friedrich Engels propôs a fundação de uma nova internacional, a 2ª Internacional. Ação muito clara e determinada de reconhecimento à luta travada por milhões de mulheres e homens em defesa de suas aspirações de liberdade e igualdade. A afirmação de que se reconhecer nessas lutas do passado significa reivindicá-las como próprias, significa reivindicar para a luta socialista as jornadas revolucionárias da Revolução Francesa.