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Estão juntos e incomodados

Na medida em que o processo eleitoral de 2014 começa a tomar forma, os acordos vão se consolidando e cada um elege suas alianças. No Brasil do século XXI, já ficou mais do que claro que existem duas forças políticas agregadoras, em volta das quais os satélites orbitam.

De um lado o governo PT, que ainda guarda alguma relação com os movimentos populares, mesmo que seja uma relação até certo ponto conflituosa, por conta das outras alianças eleitorais que o partido faz, mantendo ativo o balcão de negócios construído por Pedro Alvares Cabral.

Do outro lado, permanece o PSDB, na figura de um Aécio Neves que tenta ser o porta-voz daqueles que antes operavam o velho balcão e tiveram que se conformar em jogar um papel cada vez mais secundário.

Sobre os atores principais, nenhuma dúvida, mas o que começa a clarear é a trajetória dos satélites.

Give peace a chance!

Lembrar John Lennon é inevitável quando se toma conhecimento da noticia que a União Europeia (UE) acaba de ser premiada com o Nobel da Paz.

A primeira vista, a justificativa parece até plausível, na medida em que leva em conta os esforços dos 27 países membros em se unificar e superar os conflitos que levaram a duas guerras mundiais disputadas em território europeu.
Claro que a paz é um objetivo, porém, o que se deve perguntar aos premiadores do Nobel da Paz é se o que se vê hoje em território europeu pode ser chamado de paz.