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Tag: direita

Após a vitória de Bolsonaro

Nem rir nem chorar, apenas entender

Denis CollinLogotipo do La Sociale

La Sociale

(Tradução de Jean Michel Bouchara)

A vitória de Bolsonaro no Brasil, depois da de Trump nos Estados Unidos ou da de Rodrigo Duterte nas Filipinas, e depois dos sucessos dos partidos supostamente populistas na Europa – Lega na Itália, acensão da AfD na Alemanha, vitórias de Viktor Orban na Hungria e do PIS na Polônia, entre outras – produziu numerosas “análises” gerais na imprensa. Presenciamos o impulso triunfante dos populistas nacionalistas, a sombra negra da extrema direita que se estende sobre o mundo, e assim por diante.

Essas generalizações são ao mesmo tempo desesperantes e paralisantes. Tomemos como exemplos o Brasil e a Itália. É verdade que Salvini, assim como Marine Le Pen, apoia Bolsonaro. Mas Bolsonaro se situa a léguas de distância da política e dos propósitos da Lega de Salvini. Ele não se opõe ao liberalismo econômico. Ao contrário, é um ultraliberal, condena todas as formas de intervenção do Estado e deve qualificar como comunista a política de Salvini! Bolsonaro tem o apoio dos EUA. Ele quer tirar o Brasil dos Brics, que aparecem como uma alternativa à dominação do dólar sobre o mercado mundial, e não pretende mais que voltar a subordinar o capitalismo brasileiro ao americano. Portanto, ao contrário dos “populistas” europeus, ele não é nem protecionista, nem defensor da soberania. Os comentaristas de plantão substituem essas diferenças tão importantes por generalizações vazias.

USP, ecos de 1968

Jornal da USP reúne textos e vídeos sobre 1968

“USP, ecos de 1968, 50 anos depois”, cartazO Jornal da USP vem publicando desde o fim de setembro uma série de vídeos, artigos, entrevistas e depoimentos de professores e alunos que viveram as mobilizações, vicissitudes e arbitrariedades de 1968 na Universidade de São Paulo. O material, que continuará a ser enriquecido até 21 de dezembro, é um complemento ao ciclo de reflexões “USP, ecos de 1968, 50 anos depois”, mas também aborda os principais eventos políticos, culturais e sociais que tiveram lugar no Brasil e no mundo em 1968.

O ciclo, uma realização da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, do Centro Universitário Maria Antônia (Ceuma), do Jornal da USP e da Rádio USP, se estendeu de 2 a 5 de outubro, com exposições, peças de teatro, leituras dramáticas, relançamento de livros e mesas-redondas. A exposição e documentário Os Fuzis da Dona Tereza Carrar, contribuição do Teatro da USP (TUSP) ao evento, estarão abertos ao público até dia 23 de dezembro

Livro grátis até dia 28

Capa do livro "O ódio como política"Boitempo libera e-book “O ódio como política”

A Boitempo Editorial decidiu liberar o download gratuito do livro “O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil” até o fim do segundo turno das eleições (28 de outubro). Os ensaios da coletânea, organizada pela socióloga Esther Solano, analisam fenômenos como a eleição de Trump nos Estados Unidos, o Brexit no Reino Unido e a popularidade de Bolsonaro para fazer um retrato do avanço dos movimentos de direita no Brasil e no mundo e “o surgimento e a manutenção do regime de ódio dentro do campo político”.

O livro pode ser baixado gratuitamente pelos seguintes links:

Amazon, Kobo, Google Play e Apple