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O silêncio ensurdecedor da ‘esquerda’ não-petista

Ou se entende o que é o PT ou não se entende nada do que está se passando. A construção de uma organização de massa é algo bem diferente do que seguir uma receita de bolo. Não se trata de colocar uma pitada a mais de leninismo ou tirar algumas gotas de luxemburguismo e ir provando o bolo até que fique bom. Trata-se do processo de luta de classes, e o que a classe operária brasileira, o povo oprimido brasileiro, conseguiu erguer é o PT. E, cá entre nós, não é pouca coisa. É o que as condições objetivas e subjetivas, a maturidade das discussões doutrinárias e programáticas e, principalmente, a realidade da luta de classes permitiram. Deu para fazer isso, não deu para fazer outra coisa.

Por isso, por seu significado concreto, o PT e seu dirigente histórico precisam ser destruídos. Para a classe dominante é uma necessidade. O que parte da esquerda não quer entender, a burguesia entende perfeitamente. Não se trata, perdoe-me sr. Boulos, de fazer o PT capitular. Isso não basta mais. O PT já capitulou, mas o capital quer mais. Levy não basta. O ajuste fiscal não basta. A reforma da Previdência não basta, a mal disfarçada entrega do pré-sal não basta. É preciso destruir o PT e dessa forma dispor do Brasil e de suas riquezas sem resistência, fora alguns espasmos. E espasmos, nossa elite que já arrasou os Sete Povos das Missões, Palmares, Canudos, os Malês, etc., e que hoje, só em SP, tem uma PM que mata no mínimo dois por dia, sabe muito bem como enfrentar.

Em poucas palavras, precisa-se destruir o PT para poder impor uma completa derrota ao povo brasileiro. É disso que se trata.