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Cemap recebe documentação de Arkan Simaan em cerimônia com muita história

A atriz Gabriela Rabelo, que militou no 1º de Maio e foi companheira de Chico Solano, fala no ato de doação do acervo de Arkan Simaan (na tela ao fundo). Na mesa, Bárbara Corrales, Walter Paixão e Edmar Macedo

O evento realizado para formalizar a doação do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), ocorrido na sede do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) em 7 de novembro, foi marcado pela sensação de dever cumprido e pela reunião de histórias.

A começar pela da própria chegada do arquivo Arkan Simaan-Chico Solano ao Cemap, que só foi possível graças à união dos esforços de Walter Paixão, ex-militante da Organização Comunista Primeiro de Maio, e do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pela intermediação da doação dos documentos. Isso sem falar, é claro, do próprio Arkan, que reuniu e conseguiu manter preservado o material que acumulou a partir de sua atividade política.

A memória como subsídio para o enfrentamento do cenário político atual

Mesa do ato de comemoração da Frente Única Antifascista (FUA) e dos 91 anos da Batalha da Sé

Com o auditório cheio, Cemap-Interludium promoveu em 7 de outubro o ato de celebração dos 91 anos de um dos principais episódios de resistência operária no Brasil, a Batalha da Praça da Sé, ocorrida na mesma data, em 1934. A nova diretoria e o conselho fiscal da nossa oscip tomaram posse no evento, que também marcou o lançamento do livro Fulvio Abramo, meio século de luta pela 4ª Internacional.

A comemoração foi a primeira atividade pública da nova gestão e teve apoio da Associação Nacional de História (Anpuh) – São Paulo e do Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Paulista (Unesp). O ato aconteceu no auditório da Fundação Editora da Unesp, na mesma Praça da Sé em que, exatos 91 anos antes, a Frente Única Antifascista (FUA) pôs os membros da fascista Ação Integralista Brasileira (AIB) para correr.

Cemap recebe fundo documental de Arkan Simaan

Cartaz do ato de recebimento do fundo Arkan Simaan pelo Cemap

Cemap-Interludium anuncia a integração do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). A doação será formalizada em cerimônia no dia 7 de novembro de 2025, às 15 horas, no auditório do Cedem/Unesp, localizado na Praça da Sé, 108, no centro de São Paulo.

O fundo chega ao acervo do Cemap por intermédio do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que estará presente para a entrega simbólica da documentação. O evento contará com a presença de diretores de Cemap-Interludium e de representantes do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) e é aberto ao público.

IIEP faz oficina de arquivos

Cartaz de encontro de arquivos operários e populares do IIEP

O IIEP – Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas promove neste sábado, 11 de outubro, a Oficina Geral Arquivivo, um encontro para discutir caminhos e opções para preservar a memória das lutas operárias e populares no Brasil. O evento começa às 9 horas na Fundação Escola de Sociologia e Política, em São Paulo, e é preciso confirmar presença.

O IIEP é uma entidade que trabalha pelo resgate e pela construção da memória política dos trabalhadores e da luta por Verdade, Justiça e Reparação.

Portal reúne gravações de julgamentos de presos políticos

O Instituto Fernando Tristão Fernandes lançou nesta sexta-feira o portal “Voz Humana – os arquivos sonoros de presos políticos”, que reúne mais de 10 mil horas de gravações de julgamentos de presos políticos no Superior Tribunal Militar (STM) entre 1975 e 1979, durante a ditadura. O lançamento foi feito no seminário “Ditadura nunca mais, democracia sempre!”, promovido pela Comissão de Justiça de Transição e Memória da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB-RJ).

Incêndio no Arquivo Nacional

O prédio do Arquivo Nacional, no Rio

Foi um susto. Mais um daqueles que passamos nestes anos de desgoverno. Sábado, madrugada, os bombeiros são chamados para apagar um incêndio no Arquivo Nacional, no Rio. Desta vez não tivemos de sofrer com outra tragédia de destruição da memória do Brasil. O foco foi contido, ninguém se feriu ou morreu, o acervo documental não foi afetado, não houve danos sérios à estrutura do complexo arquitetônico.

Ufa? Não, sem ufas: este é mais um caso de negligência do governo com as instituições de cultura do país. Como no incêndio do Museu Nacional, em 2018, e o do galpão da Cinemateca Brasileira, em julho do ano passado, existe uma combinação de falta de verbas, obras estruturais a passo de tartaruga, quando existem, e gestão marcada pelo descaso e pela falta de profissionalismo.

Apagando a história: acervo Marighella ameaçado

Marighella quando era deputado, em 1946 ou 1947

Como já virou rotina no governo Bolsonaro, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, usou as redes sociais para anunciar mais uma das decisões absurdas que marcam sua gestão. Ele escreveu no Twitter que o acervo de Carlos Marighella é “imprestável” e será “excluído” da fundação.

Camargo chamou Marighella de “terrorista comunista” e afirmou que seus textos deviam ser banidos. “A esquerda precisa parar de empurrar estas tranqueiras comunistas para cima dos pretos. Não queremos, muito menos precisamos, de lixo marxista!”, escreveu. O jornalista e escritor Fernando Morais se dispôs a acolher o acervo.