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Nota

Sobre o incêndio no Museu Nacional

Incêndio no Museu Nacional, ocorrido em 2 de setembro de 2018Cemap-Interludium Centro de Estudo do Movimento Operário vem a público com profunda indignação expressar sua tristeza diante do incêndio ocorrido em 2 de setembro no Museu Nacional, o quinto mais importante museu do mundo.

Os profissionais que lá trabalharam e continuarão a trabalhar há muito sabiam que esta era uma tragédia anunciada, e denunciavam isto, tamanho o descaso e a falta de investimento que assegurasse seu funcionamento em condições minimamente seguras.

Mas este é o país em que alguns governos fazem questão de explicitar, de maneira inequívoca, a pouca ou nenhuma importância que tem a memória histórica e a cultura do seu povo, porque não têm nenhum compromisso com ele.

O que esperar de um país cujo presidente e o Congresso aprovam, como ocorreu recentemente, cortar verba da ciência, da educação e da cultura, sem falar da saúde, por 20 anos, sob o pretexto de contenção de gastos?

O mesmo governo que encontra verba pública para aumentar em 58,6%, só nos dois últimos anos, os mais que polpudos salários de um Judiciário inepto, e o mais caro do planeta.

Nossa solidariedade aos funcionários do Museu Nacional e de todos os demais Museus e Centros de Memória Brasileiros, bem como a todos os cidadãos comprometidos com a nossa memória histórica, com a pesquisa, a ciência, a educação e a cultura.

Lançamento: Diálogos com Vito Letizia 2

Capa do livro As origens das aspirações modernas de liberdade e igualdade‘As Origens das Aspirações Modernas de Liberdade e Igualdade’ chega às livrarias

Este segundo volume da série Diálogos com Vito Letizia reúne as discussões sobre a Revolução Francesa e a social-democracia europeia. Os teóricos marxistas formados no contexto da Revolução Russa negligenciaram a conexão entre a Revolução Francesa e a formação das reivindicações da classe trabalhadora durante o período de surgimento da social-democracia europeia, na segunda metade do século 19. A ponto de que hoje esses dois momentos parecem estar completamente dissociados.

E, no entanto, em julho de 1789, foi o povo insurgente de Paris que tomou a Bastilha, e exatos cem anos depois, na mesma cidade, num congresso socialista convocado para celebrar o centenário da queda da Bastilha, Friedrich Engels propôs a fundação de uma nova internacional, a 2ª Internacional. Ação muito clara e determinada de reconhecimento à luta travada por milhões de mulheres e homens em defesa de suas aspirações de liberdade e igualdade. A afirmação de que se reconhecer nessas lutas do passado significa reivindicá-las como próprias, significa reivindicar para a luta socialista as jornadas revolucionárias da Revolução Francesa.