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Em defesa da Cinemateca

Ato pela cinematecaCentenas de pessoas se reuniram este sábado em frente ao prédio principal da Cinemateca Brasileira em São Paulo para protestar contra o descaso do governo e cobrar ações imediatas de proteção e manutenção do mais importante acervo da história audiovisual do Brasil. O incêndio que no dia 29 destruiu parte do galpão da Cinemateca na Vila Leopoldina, e com ele materiais preciosos como a biblioteca de Glauber Rocha e boa parte dos acervos da Embrafilme e de Paulo Emílio Salles Gomes, foi o que motivou a manifestação e é o golpe mais recente em uma série de desastres e omissões dos últimos governos com relação à Cinemateca e à área da cultura em geral.

Incêndio da Cinemateca Brasileira

Até quando o Brasil e os brasileiros suportarão tanto descaso e tantos ataques à sua memória?

O Brasil a cada ano que passa perde mais e mais a pouca memória que conseguiu a duras penas conservar. Infelizmente o que aconteceu na Cinemateca Brasileira, o quinto incêndio, vem de muito antes do atual governo das trevas. Esses incêndios marcam a trajetória desta que é uma das mais importantes instituições de preservação de acervos de cinema do mundo e a reserva histórica do cinema nacional.

É uma história que se repete como tragédia. Basta lembrar o incêndio do Museu Nacional em 2018, também anunciado, que ocorreu por causa da falta de verbas para manter pessoal técnico que o preservasse.

Mais uma arbitrariedade judicial: Paulo Galo preso

Paulo Galo, do coletivo Revolução Periférica, foi preso hoje, quando se apresentou voluntariamente ao 11º Distrito Policial para depor sobre o incêndio da estátua de Borba Gato na zona sul de São Paulo. A surpresa com a detenção, incomum em casos em que não há vítimas, não ficou por aí. A juíza também determinou a prisão de sua companheira, Géssica Barbosa, que nem mesmo estava no ato de protesto. Mais uma vez, o judiciário toma uma atitude arbitrária porque os acusados são trabalhadores, militantes e da periferia. Isso tem que parar. Paulo e Géssica devem ser soltos e responder ao processo em liberdade!

Liberdade imediata para Rodrigo Pilha!

O ativista Rodrigo Pilha, preso há mais de três meses por causa de um protesto contra o governo Bolsonaro, iniciou hoje uma greve de fome no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde continua detido mesmo depois de ter recebido autorização judicial para passar para o regime aberto na terça-feira. Rodrigo vive a situação inaceitável de ser um preso político em um país que, pelo menos teoricamente, é uma democracia e tem uma Constituição que garante a liberdade de expressão. É intolerável que o Estado desrespeite suas leis e seu sistema de Justiça para manter um cidadão brasileiro na prisão por protestar. Liberdade para Rodrigo Pilha já! Chega de abusos autoritários!

Uma faísca chamada Libelu e lembranças de um anarquista

Antônio José Lopes Bigode *

A LUTA pela LIBERDADE, que acabou com o atraso, o autoritarismo e a repressão nos legou a DEMOCRACIA que está em risco.

Os anos 1970 (segunda metade) não eram do tipo “anos de chumbo” como foi o período após o AI-5, de 1968, mas nunca foram uma “ditabranda” segundo os donos da FSP. A DITADURA continuava matando: em 1973 “atropelou” Alexandre Vanucchi Leme, em 1975 e 1976 suicidou o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho, em 1979 matou o operário Santo Dias, sem falar dos sindicalistas do campo, lideranças indígenas, padres progressistas, pretos e pobres, também mortos, mas longe das manchetes dos jornais.

Em outras palavras, se não foram anos tão duros como na “era Médici”, os anos Geisel só se diferenciaram de seu antecessor pela escala, isto porque os porões da ditadura se mantiveram ativos e os meganhas, além de não quererem perder a boquinha, não entendiam esta coisa de “abertura”.

O antifascismo é uma luta atemporal

Montagem sobre o movimento antifascista nos anos 1930 e hoje.Hoje, como ontem, os fascistas tentam ocupar os espaços públicos para transformá-los em seu oposto: espaços de opressão, autoritarismo e barbárie. Eles tentaram, em outubro de 1934, ao convocarem uma manifestação na Praça da Sé, para consolidar a formação do partido nazista no Brasil (chamado de integralista), como conta Fúlvio Abramo em entrevista dada ao jornalista José Arbex Jr. em outubro de 1984. Os fascistas foram então derrotados. E hoje serão novamente, pela força da juventude, dos trabalhadores e de todos os setores que se identificam com a democracia, incluindo as vibrantes torcidas que saem às ruas contra o governo Bolsonaro.

Mas por que sardinhas?

 

Ato na Piazza San Giovanni, em Roma. Foto de Ivone Lobo.

Uma ideia modesta, contrapor-se a um comício da direita na campanha eleitoral em Bolonha, em pouco mais de um mês virou uma avalanche Itália afora e já ganhou espaço até em outros países. O Movimento das Sardinhas se reivindica antifascista, não se vincula a nenhum partido e pretende se opor aos métodos e à “retórica populista” e agressiva da direita. “Sem insultos, sem símbolos, sem partidos”, resume o cientista político Mattia Santoni, um de seus criadores. Mas de onde vem o nome do movimento?