O Movimento Passe Livre de São Paulo promoveu no dia 27 uma aula pública em frente ao prédio da Prefeitura sobre a proposta de tarifa zero para os transportes públicos e a mobilização popular. A aula, que reuniu mais de 500 pessoas, foi dada pelo engenheiro e músico Lúcio Gregori, que foi secretário de Transportes da prefeita Luiza Erundina (1989-1992) e é o idealizador do Projeto Tarifa Zero, e pelo filósofo Paulo Arantes, pesquisador e professor aposentado do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).
Categoria: política
Emmanuel Nakamura*
“Retomar a Paulista” foi título do editorial da Folha de S. Paulo de 13 de junho e “As ruas emitiram um sinal de alerta, que precisa ser ouvido”, a conclusão do editorial deste mesmo jornal no dia 22 de junho. Em pouco tempo, uma nova política, com apoio da maioria da população, parece ter entrado em cena, o que explicaria a mudança de opinião da grande mídia. Essa nova política foi comparada aos movimentos Occupy e Indignados.
Caio de Andrea*
Começo este texto com meu testemunho e sobretudo minha alegria. O Movimento Passe Livre (o MPL) inaugura um novo modo de ação política popular que não tarda a demonstrar seus resultados. Qualquer um que tenha se proposto às passeatas pelas ruas de nossa cidade sabe do que se trata, pois experimenta: já há vitória para comemorar quando um brado (tal como este, ecoando uma torcida que já não é por time de futebol: “Ôôôô / O povo acordou / O povo acordou / O povo acordôôôÔ”) é entoado a plenos pulmões por 5 mil pessoas e, depois de muita cacetada da polícia, por umas 7 mil pessoas, e depois de muito mais cacetada ainda, por umas 10 mil pessoas, e hoje, ápice total da brutalidade generalizada, por umas 15 mil pessoas…
O sítio Interludium disponibiliza mais alguns artigos e imagens sobre a luta contra o aumento das tarifas dos transportes públicos (ônibus, trem e metrô) em São Paulo. O Movimento Passe Livre defende, para além de uma tarifa “R$ 0,20 mais barata”, outra concepção de transporte público. E nesse sentido é preciso entender esses atos como uma disputa por uma outra sociedade.
Neste post, destacamos três artigos: “3° ato: São Paulo para, Haddad viaja”, do Coletivo Passa Palavra; “Passe livre e o direito de ir e vir”, de Jorge Souto Maior e “Tarifa Zero, do PT de Erundina ao PT de Haddad”, de Thais Carrança.
Interludium – reflexões anticapitalistas disponibiliza artigos e vídeos sobre a luta contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trem na cidade de São Paulo, anunciados pela Prefeitura, comandada por Fernando Haddad, e pelo governo estadual, chefiado por Geraldo Alckmin. O Coletivo Interludium apoia os protestos e deixa o espaço aberto para aqueles que queiram divulgar alguma reflexão sobre o tema.
Nós de Interludium reunimos alguns textos, vídeos e fotos sobre a atual situação política na Turquia. Os protestos no país começaram em oposição aos planos do governo de Erdogan de destruir o Parque Gezi, uma das poucas áreas verdes no centro de Istambul, e construir um shopping center no local. Os manifestantes ocuparam a praça Taksim, onde fica o parque, mas foram reprimidos violentamente pela polícia, com gás lacrimogêneo e canhões de água. A violência da ação policial acabou tendo o efeito contrário ao desejado: ela funcionou como um estopim para que o movimento se espalhasse para Ancara e outras cidades, ganhasse enormes proporções, engajando centenas de milhares de pessoas, e assumisse uma pauta mais abrangente, de protesto contra o governo de Erdogan e de seu Partido Justiça e Desenvolvimento.
Walter Takemoto*
Não são poucas as lutas sindicais ou populares que terminam com os trabalhadores se sentindo derrotados por não conseguirem suas principais reivindicações. Muitas vezes até mesmo quando se conseguem conquistas parciais em uma greve parte dos militantes critica a direção do movimento por considerar que era possível avançar e obter melhores conquistas.
Eu sou um dos que se colocam ao lado do que nos ensina o professor Antônio Cândido, ao dizer que todas as conquistas sociais obtidas pelos trabalhadores, desde a época em que os operários eram mandados ao trabalho sob chicotada na Inglaterra, só foram conquistadas pela luta dos trabalhadores que lutavam por uma nova sociedade, que fosse capaz de derrotar a exploração e a opressão do capitalismo. O problema é quando os próprios trabalhadores deixam de reconhecer que foram eles próprios que conquistaram com luta os direitos hoje existentes, como, por exemplo, quando um operário diz que o 1º de Maio é o dia do trabalho e não do trabalhador.
E qual o motivo que me levou a escrever sobre isso?






