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O que provocou a nova onda de violência em Gaza e Jerusalém

Faixa com os dizeres “Salvem Sheikh Jarrah” e “Não iremos embora”, no muro de uma casa do bairro

A tentativa de expulsão de moradores palestinos de suas casas no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, para dar lugar a colonos israelenses foi o estopim para uma nova onda de violência na região este mês. Os ataques das forças militares de Israel já deixaram mais de 192 mortos na Faixa de Gaza, entre eles 92 mulheres e crianças, além de quase 2 mil feridos, e 94 prédios destruídos. Israel registrou 10 mortos por ataques do Hamas, inclusive 2 crianças.

Em um vídeo para o canal da Carta Capital no Youtube, o professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Reginaldo Nasser explica por que nem mesmo o fim do atual conflito vai solucionar a questão dos refugiados palestinos e da ocupação israelense na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Limpeza étnica na Palestina

Bombardeio do prédio al-Jalaa em Gaza

Dada a nova e violenta ofensiva das forças militares de Israel na Palestina, reproduzimos uma esclarecedora entrevista do historiador judeu israelense Ilan Pappé, dada ao jornalista Silio Boccanera e divulgada no Brasil pelo jornal Gazeta de Cuiabá. Embora a entrevista tenha sido publicada em 12 de janeiro de 2009, a lógica da política israelense de promover a “limpeza étnica” na Palestina, denunciada por Pappé, preserva toda a sua atualidade.

O mais controvertido entre os chamados “historiadores revisionistas” de Israel é Ilan Pappé, judeu, filho de sobreviventes do holocausto nazista, cidadão israelense, ex-professor na Universidade de Haifa, atualmente professor na Universidade de Exeter, na Inglaterra.

Autor de vários livros sobre a história de Israel, Pappé incomoda há tempos o establishment israelense, mas sua obra mais recente provocou mais polêmica, a começar pelo título – A Limpeza Étnica da Palestina (Oneworld Publications) –, que reflete bem a tese que ele sustenta nas 300 páginas da edição britânica.

Meu amigo Alípio Freire

Tatiana Merlino

Um “revolucionário de veludo”. Foi assim que um amigo definiu Luiz Eduardo Merlino, meu tio, jornalista e militante que não pude conhecer porque foi morto em 1971, aos 23 anos, em decorrência das torturas comandadas por Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a ditadura civil-militar. Pego emprestada a expressão “revolucionário de veludo”, no entanto, para descrever Alípio Freire, meu amigo que morreu na quinta-feira passada, 22 de abril, de covid-19.

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher não é uma iniciativa da ONU para homenagear as mulheres. Não é uma ode à feminilidade e às virtudes dessa metade da humanidade. Não é uma invenção do comércio para aumentar as vendas de batom e flores. O Dia Internacional da Mulher é uma jornada de luta, criado pelas trabalhadoras para reafirmar a batalha pelas conquistas de seus direitos.

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

Em defesa do Instituto Vladimir Herzog

Logotipo do Instituto Vladimir Herzog

Pela primeira vez em dez anos, o Instituto Vladimir Herzog teve seu planejamento anual rejeitado pela Secretaria de Cultura do governo federal. A rejeição, que não foi acompanhada de nenhum parecer ou justificativa legal, nega recursos para os vários projetos da entidade, uma das mais importantes na área de preservação da memória histórica do país e na defesa dos direitos humanos. Cemap-Interludium já assinou o manifesto de defesa do instituto e de cobrança do governo e chama todas as organizações dos movimentos sociais, instituições e coletivos a fazerem o mesmo.

Morre Vera Pedrosa, escritora da geração mimeógrafo

Vera Pedrosa

Faleceu na quarta-feira, dia 3, no Rio de Janeiro, a poeta Vera Pedrosa aos 85 anos. Atuante no movimento da poesia marginal, na década de 1970, Vera destacou-se através de sua escrita, publicando livros como Poemas (1964), Perspectivas Naturais (1978), De Onde Voltamos o Rio Desce (1979) e outros.

Na época de suas primeiras publicações, o Brasil se encontrava em pleno regime militar. Após movimentos artísticos como o Tropicália, poetas e escritos criaram a geração mimeógrafo, juntando além de escritores, artistas e professores, o movimento se tornou a nova forma de propagação da cultura, substituindo meios tradicionais de circulação de arte e informação, por meios alternativos influenciados pela contracultura.

Um dicionário dos excluídos da história

Está disponível na internet desde agosto o dicionário biográfico Excluídos da História, publicado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Criado a partir do trabalho de 6.753 estudantes dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio que participaram da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), em 2019, o dicionário contém 2.251 verbetes sobre personagens da história do Brasil que nunca ou quase nunca aparecem nos livros didáticos oficiais.