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O antifascismo é uma luta atemporal

Montagem sobre o movimento antifascista nos anos 1930 e hoje.

Hoje, como ontem, os fascistas tentam ocupar os espaços públicos para transformá-los em seu oposto: espaços de opressão, autoritarismo e barbárie. Eles tentaram, em outubro de 1934, ao convocarem uma manifestação na Praça da Sé, para consolidar a formação do partido nazista no Brasil (chamado de integralista), como conta Fúlvio Abramo em entrevista dada ao jornalista José Arbex Jr. em outubro de 1984.

Os fascistas foram então derrotados. E hoje serão novamente, pela força da juventude, dos trabalhadores e de todos os setores que se identificam com a democracia, incluindo as vibrantes torcidas que saem às ruas contra o governo Bolsonaro.

Cinemateca Brasileira pede socorro

Protesto na cinemateca brasileira

Desde o começo da pandemia da covid-19 em território brasileiro, a Cinemateca Brasileira parou de receber recursos do governo. A partir de abril, os salários dos poucos funcionários que restam foram congelados e a instituição enfrenta dificuldades até para pagar as contas de luz e água. Técnicos e especialistas da área foram demitidos e as atividades foram reduzidas drasticamente. Entre outras coisas, isso se refletiu na subutilização dos equipamentos de ponta, fruto de importantes investimentos, que correm o risco de sucateamento.

Plantão desnecessário nas escolas municipais

Desde que começou a quarentena por causa da covid-19, o secretário de Educação de São Paulo, Bruno Caetano, determinou que as escolas municipais não podiam ficar vazias. Durante todos os dias da semana, mesmo sem aulas e sem alunos, três servidores da secretaria devem permanecer de plantão nas instalações.

A ordem vai contra o próprio objetivo da quarentena, ao pôr em risco professores e funcionários em plantões desnecessários e tem provocado muitos protestos. A Rádio Brasil Atual transmite neste dia 9, entre as 7 e as 9 da manhã, a reportagem Plantão nas Escolas Municipais durante a Quarentena!, em que dá mais detalhes da situação, com entrevistas de alguns profissionais da Educação contrários a essa atitude do secretário.

Projeto “Mario Pedrosa, 120 anos” em andamento

O projeto “Mário Pedrosa 120 anos”, que visa modernizar a preservação e a difusão digital do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), prossegue firme, apesar das dificuldades provocadas pela pandemia. Cemap-Interludium vai lançar um website, minidocs e exposições iconográficas sobre o legado e a atualidade do crítico de arte e militante.

O projeto já expõe sua identidade visual sólida, mesclando tipologias de estilos vintage e contemporâneo para remeter aos elementos cronológicos da história. E conta com uma bela organização estética de elementos como flor, folha e caule, resultando em um estilo “marca viva” ou openbrands.

Libelu – Abaixo a Ditadura 2020

Imagens da Libelu

O documentário Libelu – Abaixo a ditadura, dirigido pelo cineasta e jornalista Diógenes Muniz, foi selecionado para participar do “É Tudo Verdade 2020”, o maior festival de documentários da América Latina. No filme, Muniz resgata um pouco da trajetória da tendência do movimento estudantil Liberdade e Luta. A fase presencial do festival fora adiada para setembro por causa da pandemia da covid-19.

Conhecida como Libelu, a tendência surgiu na segunda metade da década de 1970, em plena ditadura. Com forte influência trotskista, foi responsável por tirar das portas de banheiros e levar para as ruas a palavra de ordem “abaixo a ditadura”. Presente principalmente na USP, teve papel importante na reconstrução das entidades estudantis e na organização das grandes passeatas de 1977.

1º de maio de 1980

Há 40 anos, mais de 150 mil metalúrgicos tomaram o estádio da Vila Euclides em São Bernardo do Campo (ABC). Nesse período atravessado por sucessivas paralisações nos anos anteriores, a deflagração da ditadura militar implantada em 1964 abriu caminho pela luta por direitos trabalhistas, aumento salarial e melhores condições de vida. Assim, diante de uma conjuntura danosa aos operários, nasceu uma das maiores mobilizações do país até então.

O reflexo das greves de 1978 e 1979, as manifestações contra o arrocho salarial e pela volta dos exilados políticos deram resultados. Em fevereiro de 1980 com a grande articulação entre sindicatos de todo o país, nasce o PT, sendo oficializado como partido político em 10 de fevereiro do mesmo ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste cenário as greves e as manifestações públicas cresceram cada vez mais. Diante disto, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, que estava em greve desde o dia 1º de abril, com a diretoria cassada e sob a proteção da Igreja Católica, convocou o 1º de Maio para o Estádio da Vila Euclides, sob as bandeiras da “liberdade e autonomia sindical, direito de greve, garantia de emprego, salário mínimo nacional real e unificado”.

O início da grande greve

Os últimos anos da década de 1970 viram renascer um novo movimento sindical. Depois da longa ausência que se seguiu à brutal repressão às greves de 1968 de Osasco e Contagem, a classe operária voltou à cena em grande estilo, aprofundando a crise da ditadura e questionando os limites da “abertura lenta, gradual e segura” dos ditadores Geisel e Figueiredo.

A repressão ao movimento operário e sindical começou logo depois do golpe militar de 1964. O AI-2 de 1965 tornava crime qualquer tipo de protesto ou demonstração pública contra o governo militar e determinava a cassação de direitos políticos de quem deles participava. Em 1968 veio o AI-5, o mais brutal dos atos institucionais.