Há 40 anos, mais de 150 mil metalúrgicos tomaram o estádio da Vila Euclides em São Bernardo do Campo (ABC). Nesse período atravessado por sucessivas paralisações nos anos anteriores, a deflagração da ditadura militar implantada em 1964 abriu caminho pela luta por direitos trabalhistas, aumento salarial e melhores condições de vida. Assim, diante de uma conjuntura danosa aos operários, nasceu uma das maiores mobilizações do país até então.
Os últimos anos da década de 1970 viram renascer um novo movimento sindical. Depois da ausência que se seguiu à brutal repressão às greves de 1968 de Osasco e Contagem, a classe operária voltou à cena em grande estilo, aprofundando a crise da ditadura e questionando os limites da “abertura lenta, gradual e segura” dos ditadores Geisel e Figueiredo.
Luiz Eduardo Merlino (1948-1971) foi jornalista (trabalhou nos jornais Folha da Tarde e Jornal da Tarde), líder estudantil e militante do POC (Partido Operário Comunista). Foi brutalmente torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira. Há versões diferentes para seu desaparecimento, algumas contadas por seus amigos e companheiros, outras por relatos médicos e meios oficiais.
A publicação do programa de pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vai lançar o dossiê “Mário Pedrosa, 120 anos”, com o objetivo de tornar o crítico de arte e militante e sua obra ainda mais conhecidos. Cemap-Interludium já está fazendo seu projeto sobre Mário Pedrosa, que inclui várias ações de preservação e difusão digital do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), que está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Salário igual para trabalho igual
Há décadas, a igualdade salarial é uma reivindicação central do movimento das mulheres de todo o mundo, uma luta que se renova a cada 8 de março. No Brasil, as trabalhadoras metalúrgicas do ABC tiveram um papel importantíssimo em defesa da igualdade de gênero, como mostra o vídeo cujo trecho aqui reproduzimos:
Para ver na íntegra acesse: Mulheres Metalúrgicas (Acervo TVT – TV dos Trabalhadores).
A luta de uma mãe em busca de seu filho
Zuzu Angel foi uma das mais importantes estilistas e figurinistas da história da moda no Brasil. Após o desaparecimento de seu filho, Stuart, Zuzu realizou em 1971 um desfile-protesto no consulado brasileiro em Nova York. Suas criações estilísticas incorporaram elementos que denunciavam as arbitrariedades do governo militar.
Stuart Edgar Angel Jones era filho do estadunidense Norman Jones e de Zuleika Angel Jones, mais conhecida, no Brasil e no mundo, como Zuzu, estilista e figurinista. Stuart era estudante de Economia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e bicampeão carioca em remo pelo Clube de Regatas Flamengo.
No fim do anos 1960 e início dos anos 1970, momento de endurecimento da ditadura, especialmente após a decretação do AI-5 (Ato Institucional nº5), Stuart passou a militar no MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), contra a repressão e pelo fim do regime militar instaurado em 1964.
Cemap-Interludium foi um dos vencedores do edital “Modernização de Museus, Arquivos e Acervos” (Proac 13/2019) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Nosso projeto tem como objetivo modernizar a preservação e a difusão digital do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), com uma homenagem pelo 120º aniversário do grande crítico de arte e militante Mário Pedrosa, que será em abril.
Vamos lançar um portal sobre a vida, a obra e a atualidade de Pedrosa, que incluirá cinco vídeos educativos curtos, além de promover uma série de atividades complementares, como debates e uma exposição. O portal será voltado especialmente a professores e estudantes de todos os níveis, pesquisadores e estudiosos dos temas abrangidos, mas será acessível a todos os interessados de forma pública e gratuita.






