Menu fechado

O DOI-Codi, o mais conhecido centro de tortura da ditadura, foi criado em 2 de julho de 1969, na esteira do AI-5.

O DOI-Codi, o maior e mais conhecido centro de tortura da ditadura, foi criado em 2 de julho de 1969, na esteira do Ato Institucional Número 5 (AI-5).

O DOI-Codi, o maior e mais conhecido centro de tortura da ditadura, foi criado em 2 de julho de 1969, na esteira do Ato Institucional Número 5 (AI-5).

anterior
próximo
Slider

Assembleia funda Cemap-Interludium

Informamos a todos os companheiros, leitores, e colaboradores que em 31 de agosto de 2013 foi constituída a instituição sem fins lucrativos Cemap-Interludium Reflexões Anticapitalistas, que tem por objetivos estimular o debate político e social por meio deste sítio, principalmente sobre temas ligados à história contemporânea e ao movimento operário, assim como recuperar e preservar a história política e social brasileira.

Uma nova tentativa de ataque ao Sistema Público de Saúde

Lucio Barcelos*

De acordo com matérias divulgadas na imprensa, o governo federal, em acordo com o Senado da República (será mesmo uma res-pública?), tenta, mais uma vez, em nome de uma “neutralização do rombo” que seria criado com o cumprimento do disposto na Emenda Constitucional 29 – que originalmente obrigava a União a disponibilizar 10% de suas receitas tributárias brutas para o Sistema Público de Saúde –, disponibilizar 10% de suas receitas tributárias líquidas.

Traduzindo em números, significaria que o governo federal, ao invés de disponibilizar R$ 120 bilhões para a saúde, disponibilizaria R$ 63,8 bilhões. Isto é, reduziria em praticamente 50% os recursos que a União colocaria na saúde pública.

Convite a nossos leitores

O grupo Interludium convida leitores e colaboradores para participarem da fundação oficial da entidade Cemap-Interludium, no dia 31. A assembleia, na qual discutiremos e votaremos seu estatuto social e elegeremos os membros da diretoria e do conselho fiscal, será no auditório da Fundação Editora da Unesp, às 16 horas.

Quando não se sabe como responder às demandas sociais

Ou, quando não possuem a força do argumento, eles utilizam o argumento da força

Walter Takemoto

Como muitos devem ter lido ou tomado conhecimento por comentários, um “jornalista” de um blog ligado ao secretário municipal de Educação de Salvador, Bacelar, que não tem nenhum apreço por mim, pois participei da luta dos professores municipais contra a compra por R$ 15 milhões de um pacote educacional sem licitação chamado Alfa e Beto, lançado pelo falecido ACM em 2003 como o programa nacional de alfabetização do PFL (hoje DEM). Por conta desse movimento, o Ministério Público mandou cancelar a compra desse pacote e a devolução dos R$ 15 milhões. O Bacelar deve ter ficado muito chateado com isso!

A direita reacionária utilizar meios sórdidos para atacar e tentar destruir seus opositores é uma prática comum. No passado mandavam prender, torturar e matar. Depois passaram a fabricar dossiê, lançar notas difamatórias, alimentar a imprensa e jornalistas que se vendem para atacar a vida pessoal de quem querem destruir.

Portanto, tudo isso é normal.

O que é surpreendente é quando quem se diz de esquerda passa a utilizar o mesmo método!

É a conjuntura, estúpido

José Arbex Jr.

“Seria mais fácil explicar os protestos quando eles ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica elevou a índices assustadores o número de jovens desempregados, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles ocorrem em países com governos populares e democráticos – como no Brasil, que atualmente exibe os menores índices de desemprego de sua história e uma expansão sem paralelo dos direitos econômicos e sociais. Muitos analistas atribuem os recentes protestos à rejeição da política. Creio ser precisamente o contrário: eles refletem o desejo de ampliar o alcance da democracia, de encorajar as pessoas a participarem de uma maneira mais plena.”

O diagnóstico é feito pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em artigo de sua autoria, publicado no jornal estadunidense The New York Times, em 16 de julho. Lula está certo. Os jovens que tomaram as ruas querem mais do que aquilo que já têm.

Um debate totalmente equivocado

Lucio Barcelos*

Eu, honestamente, não consigo entender como as entidades médicas (conselhos, sindicatos, centros de estudo e pesquisa, etc) conseguem reduzir o debate sobre o sistema de saúde brasileiro a uma mera e ridícula questão corporativa de mais ou menos médicos brasileiros e/ou estrangeiros (cubanos, marcianos, portugueses, espanhóis, ou o que seja).

A discussão é completamente outra.

O que nós temos que debater, e as entidades médicas, salvo raras exceções, não o fazem, é o seguinte: o sistema público de saúde – proposto na Constituição Federal, art. 196 a 200, está praticamente destruído. E, nos últimos dois ou três anos, houve uma intensificação no processo de desconstrução e privatização desse sistema. O público, hoje, está terceirizado, de uma forma mercantilizada, via organizações sociais, organizações sociais de interesse público (oscips), fundações privadas, etc, etc, etc. O sistema privado, mercantil, de saúde, desde sempre preponderou na área da saúde, onde o que importa é a realização de lucros e não o bem-estar dos cidadãos. Se, eventualmente, as coisas andarem no mesmo sentido, bom para o paciente. Se não correrem, azar do cidadão que necessita de atendimento de saúde. O privado, e é assim em todas as demais áreas, existe para explorar o trabalho dos seus trabalhadores e, a partir dessa premissa, realizar seus lucros. O resto é secundário.

Porque não se deve temer as ruas

O movimento Acampa Sampa Ocupa Sampa convidou o filósofo Vladimir Safatle para dar uma aula pública no dia 8, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

Na aula, intitulada “Política e acontecimento: Porque não se deve temer as ruas”, Safatle discutiu a questão da ação política, com foco nas mobilizações das Jornadas de Junho, insistindo em que não estava dando uma aula, pois não tinha nada a ensinar que o público já não soubesse.