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Assassinato de Merlino condena o torturador Ustra

Luiz Eduardo Merlino (1948-1971) foi jornalista (trabalhou nos jornais Folha da Tarde e Jornal da Tarde), líder estudantil e militante do POC (Partido Operário Comunista). Foi brutalmente torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira. Há versões diferentes para seu desaparecimento, algumas contadas por seus amigos e companheiros, outras por relatos médicos e meios oficiais.

Em 1971, quando tinha 23 anos, ele e sua companheira, Angela Mendes de Almeida, fizeram uma viagem a Paris, onde participaram de atividades e reuniões com estudantes, professores, intelectuais e militantes. Logo depois de retornar ao Brasil, em 15 de julho, Merlino, que passava pela casa de sua mãe, em Santos (SP), foi abordado e detido por agentes da Operação Bandeirante (Oban), promovida pelo DOI-CODI do II Exército.

Revista “Sociologias Plurais” lança dossiê “Mário Pedrosa 120 anos”

Mário Pedrosa no Chile

A publicação do programa de pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vai lançar o dossiê “Mário Pedrosa, 120 anos”, com o objetivo de tornar o crítico de arte e militante e sua obra ainda mais conhecidos. Cemap-Interludium já está fazendo seu projeto sobre Mário Pedrosa, que inclui várias ações de preservação e difusão digital do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), que está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Dia Internacional das Mulheres

Salário igual para trabalho igual

Há décadas, a igualdade salarial é uma reivindicação central do movimento das mulheres de todo o mundo, uma luta que se renova a cada 8 de março. No Brasil, as trabalhadoras metalúrgicas do ABC tiveram um papel importantíssimo em defesa da igualdade de gênero, como mostra o vídeo cujo trecho aqui reproduzimos:

Para ver na íntegra acesse: Mulheres Metalúrgicas (Acervo TVT – TV dos Trabalhadores).

Zuzu Angel

Zuzu Angel, em 1972. Arquivo Nacional.

A luta de uma mãe em busca de seu filho

Zuzu Angel foi uma das mais importantes estilistas e figurinistas da história da moda no Brasil. Após o desaparecimento de seu filho, Stuart, Zuzu realizou em  1971  um desfile-protesto no consulado brasileiro em Nova York. Suas criações estilísticas incorporaram elementos que denunciavam as arbitrariedades do governo militar.

Stuart Edgar Angel Jones era filho do estadunidense Norman Jones e de Zuleika Angel Jones, mais conhecida, no Brasil e no mundo, como Zuzu, estilista e figurinista. Stuart era estudante de Economia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e bicampeão carioca em remo pelo Clube de Regatas Flamengo.

No fim do anos 1960 e início dos anos 1970, momento de endurecimento da ditadura, especialmente após a decretação do AI-5 (Ato Institucional nº5), Stuart passou a militar no MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), contra a repressão e pelo fim do regime militar instaurado em 1964.

Projeto “Mário Pedrosa, 120 anos”

Mário Pedrosa em entrevista, em julho de 1959

Cemap-Interludium foi um dos vencedores do edital “Modernização de Museus, Arquivos e Acervos” (Proac 13/2019) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Nosso projeto tem como objetivo modernizar a preservação e a difusão digital do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), com uma homenagem pelo 120º aniversário do grande crítico de arte e militante Mário Pedrosa, que será em abril.

Vamos lançar um portal sobre a vida, a obra e a atualidade de Pedrosa, que incluirá cinco vídeos educativos curtos, além de promover uma série de atividades complementares, como debates e uma exposição. O portal será voltado especialmente a professores e estudantes de todos os níveis, pesquisadores e estudiosos dos temas abrangidos, mas será acessível a todos os interessados de forma pública e gratuita.

Memória

Vítimas da ditadura

Como acontece hoje com Lula, a história das lutas das organizações populares contra o capital confunde-se com a história das lutas pela libertação de seus militantes jogados aos cárceres, torturados e mortos pela polícia e pela justiça submetidas aos patrões.

Vamos recuperar, neste espaço, a história de algumas lutas memoráveis travadas em defesa de nossos combatentes.

Mas por que sardinhas?

Uma ideia modesta, contrapor-se a um comício da direita na campanha eleitoral em Bolonha, em pouco mais de um mês virou uma avalanche Itália afora e já ganhou espaço até em outros países. O Movimento das Sardinhas se reivindica antifascista, não se vincula a nenhum partido e pretende se opor aos métodos e à “retórica populista” e agressiva da direita. “Sem insultos, sem símbolos, sem partidos”, resume o cientista político Mattia Santoni, um de seus criadores. Mas de onde vem o nome do movimento?