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Diálogos com Vito Letizia 3

Cemap-Interludium lança “1917: Uma revolução confiscada”

Capa do livro 1917: uma revolução confiscada

No livro 1917: Uma revolução confiscada, Vito Letizia apresenta uma nova narrativa para a Revolução Russa. Vito, materialista rigoroso, analisa e descreve o desenvolvimento dos acontecimentos como resultado das contradições materiais existentes e da tentativa de superá-las. Ao mesmo tempo, ele resgata e coloca no contexto dessas contradições os aspectos culturais, históricos e religiosos da história russa, aos quais dá grande importância. O livro será lançado em 25 de outubro, com um debate às 18h30 no Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Unesp.

Diálogos com Vito Letizia 2

‘As Origens das Aspirações Modernas de Liberdade e Igualdade’ chega às livrarias

Cemap-Interludium lançou o segundo livro da série “Diálogos com Vito Letizia”, que reúne as discussões sobre a Revolução Francesa e a social-democracia europeia.

Em As Origens das Aspirações Modernas de Liberdade e Igualdade, Vito aponta que os teóricos marxistas formados no contexto da Revolução Russa negligenciaram a conexão entre a Revolução Francesa e a formação das reivindicações da classe trabalhadora durante o período de surgimento da social-democracia europeia, na segunda metade do século 19, ao ponto de que hoje esses dois momentos parecem estar completamente dissociados.

Revolução Russa – um balanço necessário

Um dos episódios mais marcantes do século 20, a Revolução Russa foi tema de um debate promovido por Cedem e Cemap-Interludium no último dia 29.

Para o economista Vito Letizia “seria um grave erro condenar a Revolução de Outubro juntamente com o sistema que pretendeu representar a sua continuidade. Mais grave ainda, porém, é insistir em apresentar o ‘socialismo real’ como uma alternativa válida para o capitalismo”.

Considerando esse balanço absolutamente necessário para todos que se colocam numa posição anticapitalista, Vito insiste: “Tal orientação carrega consigo a responsabilidade de clarificar o processo que levou ao surgimento desse sistema a partir da Revolução de 1917. Trata-se de uma responsabilidade que os defensores do marxismo não podem evitar.”

O pensamento prático da liberdade

Uma amiga e colega do grupo Interludium costuma dizer que somos – refiro-me à “ala jovem” do grupo Interludium – “filhotes do Vito”. Talvez por esse motivo seja para mim tão difícil escrever uma resenha sobre o livro do Vito Letizia:1Primeiro volume de “Diálogos com Vito Letizia”, Contradições que movem a história do Brasil e do continente americano foi lançado em 28 de outubro de 2014. falta-me talvez um distanciamento crítico não apenas em razão dos nove anos de amizade com ele, mas fundamentalmente porque fui educado pelo Vito Letizia a pensar a política. Assim como a educação que recebemos de nossos pais tem o objetivo de que seus filhos possam viver uma vida universal ao prepará-los para a vida em sociedade, foi com o Vito Letizia que recebi a educação para pensar essa vida universal em seu âmbito político. Por isso, resenhar esse livro tem para mim também o difícil significado de distanciamento autocrítico.

Mais debates sobre livro de Vito Letizia

Cemap-Interludium promoveu debates na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Católica do Salvador (UCSAL) este mês para lançar o livro Contradições que movem a história do Brasil e do continente americano, de Vito Letizia. Primeiro da série “Diálogos com Vito Letizia”, organizado a partir de quase cem horas de entrevistas do grupo com o professor, o livro analisa a história do Brasil e de outros países do continente à luz dos movimentos populares e a contrapõe ao discurso oficial.

Diálogos com Vito Letizia 1

Debate marca publicação de ‘Contradições que movem a história do Brasil e do continente americano’

Contradições que movem a história do Brasil e do continente americano foi lançado em 28 de outubro, com um debate na Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc). É o primeiro livro da série “Diálogos com Vito Letizia”, organizado por Cemap-Interludium a partir de quase cem horas de entrevistas. Nelas, Vito preferiu partir da gênese da Revolução Francesa de 1789 para explicar todo o processo histórico subsequente, até chegar ao Brasil atual.

Ao editar a série, Cemap-Interludium optou por “iniciar pelo fim”, atendendo ao imperativo da necessidade: os tópicos abordados são da mais absoluta urgência para a esquerda brasileira. Referem-se ao caminho aberto pela empreitada colonial que resultou, cinco séculos depois, na formação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e na condução de Luiz Inácio Lula da Silva ao posto de presidente da República.

Apartheid enterra democracia em Israel

“Será melhor para Israel se livrar dos territórios [ocupados de Cisjordânia e Gaza] e de sua população árabe o mais rápido possível. Caso contrário, Israel se tornará rapidamente um Estado de tipo apartheid.” O autor da frase é um famoso antissemita raivoso, conhecido por ser seu ódio a Israel e aos judeus: Ben Gurion. A declaração foi reproduzida pelo jornalista Hirsh Goodman, ex-vice-presidente da equipe de direção do jornal Jerusalem Post e diretor de redação do Jerusalem Report, que a ouviu em 1967, durante uma entrevista de Gurion a uma emissora de rádio, logo após a Guerra dos Seis Dias. Ele próprio oriundo da África do Sul, escreveu em seu livro de memórias Let Me Create a Paradise, God Said to Himself (Deixe-me criar um Paraíso, Deus disse a si mesmo): “Aquela frase: ‘Israel se tornará um Estado de tipo apartheid’ ficou martelando na minha cabeça.”

Em 2013, Alon Liel, ex-embaixador israelense na África do Sul, declarou: “Na situação que existe hoje, até que um Estado palestino seja criado, somos de fato um único Estado. Este Estado conjunto – na esperança de que seu status quo seja temporário – é um Estado de apartheid.” Em 2010, foi a vez do então ministro da Defesa (2007-2013), o ex-primeiro-ministro Ehud Barak (1999-2001), durante uma palestra pronunciada na Conferência de Herzliya, um centro formulador de estratégia política do Estado judaico: “Enquanto neste território, a oeste do rio Jordão, houver apenas uma entidade política chamada Israel, ela será ou não judaica, ou não democrática. Se o contingente de milhões de palestinos não puder votar, então será um Estado de apartheid.” Em 2007, o então primeiro-ministro Ehud Olmert (2006-2009) afirmou: “Se chegar o dia em que a solução de dois Estados entrar em colapso, e enfrentarmos uma luta ao estilo sul-africano de iguais direitos de voto (também para os palestinos nos territórios), então, assim que isso acontecer, o Estado de Israel terá chegado ao seu fim.”