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O DOI-Codi, o mais conhecido centro de tortura da ditadura, foi criado em 2 de julho de 1969, na esteira do AI-5.

O DOI-Codi, o maior e mais conhecido centro de tortura da ditadura, foi criado em 2 de julho de 1969, na esteira do Ato Institucional Número 5 (AI-5).

O DOI-Codi, o maior e mais conhecido centro de tortura da ditadura, foi criado em 2 de julho de 1969, na esteira do Ato Institucional Número 5 (AI-5).

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Conquistas sociais x neoliberalismo

O povo francês trava a primeira grande batalha

Vito Letizia*

Desde 1968, não se via uma greve tão forte como a que sacudiu a França durante todo o mês de dezembro de 1995. Mais de um milhão de pessoas na rua em Paris; adesão enorme de não-grevistas, misturando todos os atingidos pela política do governo; expansão rápida do movimento, criando um fato político novo, que atingiu todo o país.

Não foi a primeira grande mobilização contra as políticas neoliberais dos governos europeus. Já ocorrera uma na Alemanha, em 1992 (servidores públicos); e depois, na França, em 1993 (Air Inter). Porém, foram lutas basicamente sindicais. Em dezembro último, ocorreu algo novo: uma manifestação maciça, claramente opondo o povo ao governo e rejeitando um plano econômico.

A Era dos Extremos

Vito Letizia

Resenha do livro A Era dos Extremos – o breve século XX, de Eric Hobsbawm, publicada na revista O Olho da História em junho de 1996.

Talvez o maior mérito do livro A era dos extremos de Hobsbawm seja transmitir uma forte impressão do tamanho da catástrofe humana que foi o século XX. Catástrofe em relação às mortandades gigantescas, sem equiparação possível com qualquer período histórico anterior. Catástrofe em relação à desvalorização do indivíduo, ao qual, durante longos momentos do século, foram negados todos os direitos humanos e civis, que haviam sido arduamente conquistados durante o “longo século” precedente: 1789-1914.

Aliás, a impressão de catástrofe é forte justamente porque o período histórico anterior se marcara em todas as mentes como o século que colocara a ideia do progresso como inevitabilidade, não só em termos materiais, mas também em relação ao avanço das liberdades, apesar das monarquias e das forças conservadoras, que resistiam tenazmente desde a Revolução Francesa.