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Um debate totalmente equivocado

Protesto no Rio de Janeiro contra o Programa Mais Médicos

Eu, honestamente, não consigo entender como as entidades médicas (conselhos, sindicatos, centros de estudo e pesquisa, etc) conseguem reduzir o debate sobre o sistema de saúde brasileiro a uma mera e ridícula questão corporativa de mais ou menos médicos brasileiros e/ou estrangeiros (cubanos, marcianos, portugueses, espanhóis, ou o que seja).

A discussão é completamente outra.

O que nós temos que debater, e as entidades médicas, salvo raras exceções, não o fazem, é o seguinte: o sistema público de saúde – proposto na Constituição Federal, art. 196 a 200, está praticamente destruído. E, nos últimos dois ou três anos, houve uma intensificação no processo de desconstrução e privatização desse sistema. O público, hoje, está terceirizado, de uma forma mercantilizada, via organizações sociais, organizações sociais de interesse público (oscips), fundações privadas, etc, etc, etc. O sistema privado, mercantil, de saúde, desde sempre preponderou na área da saúde, onde o que importa é a realização de lucros e não o bem-estar dos cidadãos. Se, eventualmente, as coisas andarem no mesmo sentido, bom para o paciente. Se não correrem, azar do cidadão que necessita de atendimento de saúde. O privado, e é assim em todas as demais áreas, existe para explorar o trabalho dos seus trabalhadores e, a partir dessa premissa, realizar seus lucros. O resto é secundário.

Porque não se deve temer as ruas

O movimento Acampa Sampa Ocupa Sampa convidou o filósofo Vladimir Safatle para dar uma aula pública no dia 8 de julho, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.

Na aula, intitulada “Política e acontecimento: Porque não se deve temer as ruas”, Safatle discutiu a questão da ação política, com foco nas mobilizações das Jornadas de Junho, insistindo em que não estava dando uma aula, pois não tinha nada a ensinar que o público já não soubesse.

Crescimento econômico e desintegração social

Passeata na av. Paulista contra aumento das tarifas

“Quero dizer que no caso do metrô e trem, nós vamos revogar o reajuste dado. É um sacrifício grande”, declarou Geraldo Alckmin. “Conforme o governador disse, não há como fazê-lo sem dispensas no investimento”, completou Fernando Haddad. Foram essas as palavras utilizadas pelo governador e pelo prefeito de São Paulo no dia 19 de junho de 2013, data em que eles revogaram os aumentos das tarifas dos transportes públicos. O motivo do recuo dos dirigentes? Os seis grandes atos com milhares de pessoas nas ruas, que colocaram a cidade de “ponta-cabeça”. Embora visivelmente atônitos com a onda de passeatas, bloqueios de avenidas e ações diretas contra propriedades privadas e patrimônios públicos, Alckmin e Haddad recuaram, contudo, sem abandonar os argumentos técnicos para explicar os custos das tarifas e a destinação de recursos para os investimentos públicos.

Debate: O Brasil nas ruas

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) promoveu no dia 4 o debate “O Brasil nas ruas”, que analisou a enorme onda de mobilizações e manifestações em todo o país iniciada com o Movimento Passe Livre, seus impactos e consequências. O evento, aberto pela reitora da Unifesp, Soraya Smaili, teve como debatedores José Maria de Almeida, da direção nacional da Conlutas, Maria Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista, Rodrigo Cesar, da direção nacional da Articulação de Esquerda PT, e Monique, do Movimento Passe Livre. José Arbex Jr., diretor do Departamento de Comunicação Institucional da Unifesp e integrante de Interludium, foi o moderador da mesa.

11 de julho: Dia nacional de luta!

O povo nas ruas muda o mundo!

Nós, movimentos sociais e populares, centrais sindicais e organizações políticas e partidárias, no próximo dia 11 de julho pararemos o país. São 11 pontos que nos reúnem e em torno aos quais queremos ver mudanças reais e profundas no Brasil e em nossas cidades.

Bolsa Estupro

Perfil de mulher grávida

O “Estatuto do Nascituro”, aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados em 5 de junho, representa um retrocesso aos direitos das mulheres sem precedentes históricos. Importante salientar que esse monstrengo já foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família. Para sua aprovação final deve ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e, se aprovado, vai a plenário para votação final. O texto original é dos deputados Luiz Bassuma (PT-BA) e Miguel Martini (PHS-MG).

Aula pública: Tarifa Zero e mobilização popular

Aula pública do Movimento Passe Livre em junho de 2013

O Movimento Passe Livre de São Paulo promoveu no dia 27 uma aula pública em frente ao prédio da Prefeitura sobre a proposta de tarifa zero para os transportes públicos e a mobilização popular. A aula, que reuniu mais de 500 pessoas, foi dada pelo engenheiro e músico Lúcio Gregori, que foi secretário de Transportes da prefeita Luiza Erundina (1989-1992) e é o idealizador do Projeto Tarifa Zero, e pelo filósofo Paulo Arantes, pesquisador e professor aposentado do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).