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Salvador, tarifa e pobreza

Imagens de protestos contra o aumento das tarifas em Salvador, em agosto de 2013

São, São Salvador, meu amor
São, São Salvador, quanta dor

Não poderia buscar melhor inspiração para escrever este texto do que o genial baiano Tom Zé, para demonstrar a dura realidade da cidade de Salvador, que escolhi para morar e que aprendi a amar com todas as suas contradições.

Existe uma Salvador inventada pelo poder público para os turistas e que teve como garoto propaganda o menino Joel. E tem a Salvador da perversa exclusão da grande maioria da população, em que o braço armado do Estado mata o mesmo menino Joel que usou para fantasiar uma realidade que é brutal e implacável para a juventude negra.

USP – Eleger o reitor pelo voto direto e sem lista tríplice

Por iniciativa das associações de professores, estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), que colheram as assinaturas necessárias, o Conselho Universitário foi obrigado a incluir na pauta da reunião de 1º de outubro de 2013 a discussão sobre a forma de eleição do reitor.

O fato, se não fosse muito importante por si só, marca também a retomada da iniciativa na política universitária das entidades representativas de professores e estudantes, que nos últimos quatro anos andaram a reboque dos atos da atual reitoria, limitando-se a ser contra, mas sem propostas efetivas para alterar o jogo de poder.

Assembleia funda Cemap-Interludium

Informamos a todos os companheiros, leitores, e colaboradores que em 31 de agosto de 2013 foi constituída a sociedade civil de interesse público (oscip) Cemap-Interludium, sem fins lucrativos, que tem por objetivo estimular o debate político e social por meio deste sítio, principalmente sobre temas ligados à história contemporânea e ao movimento operário, assim como recuperar e preservar a história política e social brasileira.

Uma nova tentativa de ataque ao Sistema Público de Saúde

De acordo com matérias divulgadas na imprensa, o governo federal, em acordo com o Senado da República (será mesmo uma res-pública?), tenta, mais uma vez, em nome de uma “neutralização do rombo” que seria criado com o cumprimento do disposto na Emenda Constitucional 29 – que originalmente obrigava a União a disponibilizar 10% de suas receitas tributárias brutas para o Sistema Público de Saúde –, disponibilizar 10% de suas receitas tributárias líquidas.

Traduzindo em números, significaria que o governo federal, ao invés de disponibilizar R$ 120 bilhões para a saúde, disponibilizaria R$ 63,8 bilhões. Isto é, reduziria em praticamente 50% os recursos que a União colocaria na saúde pública.

Convite a nossos leitores

O grupo Interludium convida leitores e colaboradores para participarem da fundação oficial da entidade Cemap-Interludium, no dia 31 de agosto. A assembleia, na qual discutiremos e votaremos seu estatuto social e elegeremos os membros da diretoria e do conselho fiscal, será realizada no auditório da Fundação Editora da Unesp, às 16 horas.

Quando não se sabe como responder às demandas sociais

Como muitos devem ter lido ou tomado conhecimento por comentários, um “jornalista” de um blog ligado ao secretário municipal de Educação de Salvador, Bacelar, que não tem nenhum apreço por mim, pois participei da luta dos professores municipais contra a compra por R$ 15 milhões de um pacote educacional sem licitação chamado Alfa e Beto, lançado pelo falecido ACM em 2003 como o programa nacional de alfabetização do PFL (hoje DEM). Por conta desse movimento, o Ministério Público mandou cancelar a compra desse pacote e a devolução dos R$ 15 milhões. O Bacelar deve ter ficado muito chateado com isso!

A direita reacionária utilizar meios sórdidos para atacar e tentar destruir seus opositores é uma prática comum. No passado mandavam prender, torturar e matar. Depois passaram a fabricar dossiê, lançar notas difamatórias, alimentar a imprensa e jornalistas que se vendem para atacar a vida pessoal de quem querem destruir.

Portanto, tudo isso é normal.

O que é surpreendente é quando quem se diz de esquerda passa a utilizar o mesmo método!

É a conjuntura, estúpido

Bandeiras em ato do MPL na avenida Paulista em 20 de junho

“Seria mais fácil explicar os protestos quando eles ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica elevou a índices assustadores o número de jovens desempregados, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles ocorrem em países com governos populares e democráticos – como no Brasil, que atualmente exibe os menores índices de desemprego de sua história e uma expansão sem paralelo dos direitos econômicos e sociais. Muitos analistas atribuem os recentes protestos à rejeição da política. Creio ser precisamente o contrário: eles refletem o desejo de ampliar o alcance da democracia, de encorajar as pessoas a participarem de uma maneira mais plena.”

O diagnóstico é feito pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em artigo de sua autoria, publicado no jornal estadunidense “The New York Times”, em 16 de julho. Lula está certo. Os jovens que tomaram as ruas querem mais do que aquilo que já têm.