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Assassinato de Merlino condena o torturador Ustra

Luiz Eduardo Merlino (1948-1971) foi jornalista (trabalhou nos jornais Folha da Tarde e Jornal da Tarde), líder estudantil e militante do POC (Partido Operário Comunista). Foi brutalmente torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira. Há versões diferentes para seu desaparecimento, algumas contadas por seus amigos e companheiros, outras por relatos médicos e meios oficiais.

Em 1971, quando tinha 23 anos, ele e sua companheira, Angela Mendes de Almeida, fizeram uma viagem a Paris, onde participaram de atividades e reuniões com estudantes, professores, intelectuais e militantes. Logo depois de retornar ao Brasil, em 15 de julho, Merlino, que passava pela casa de sua mãe, em Santos (SP), foi abordado e detido por agentes da Operação Bandeirante (Oban), promovida pelo DOI-CODI do II Exército.

Zuzu Angel

Zuzu Angel, em 1972. Arquivo Nacional.

A luta de uma mãe em busca de seu filho

Zuzu Angel foi uma das mais importantes estilistas e figurinistas da história da moda no Brasil. Após o desaparecimento de seu filho, Stuart, Zuzu realizou em  1971  um desfile-protesto no consulado brasileiro em Nova York. Suas criações estilísticas incorporaram elementos que denunciavam as arbitrariedades do governo militar.

Stuart Edgar Angel Jones era filho do estadunidense Norman Jones e de Zuleika Angel Jones, mais conhecida, no Brasil e no mundo, como Zuzu, estilista e figurinista. Stuart era estudante de Economia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e bicampeão carioca em remo pelo Clube de Regatas Flamengo.

No fim do anos 1960 e início dos anos 1970, momento de endurecimento da ditadura, especialmente após a decretação do AI-5 (Ato Institucional nº5), Stuart passou a militar no MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), contra a repressão e pelo fim do regime militar instaurado em 1964.

Memória

Vítimas da ditadura

Como acontece hoje com Lula, a história das lutas das organizações populares contra o capital confunde-se com a história das lutas pela libertação de seus militantes jogados aos cárceres, torturados e mortos pela polícia e pela justiça submetidas aos patrões.

Vamos recuperar, neste espaço, a história de algumas lutas memoráveis travadas em defesa de nossos combatentes.

Mas por que sardinhas?

Uma ideia modesta, contrapor-se a um comício da direita na campanha eleitoral em Bolonha, em pouco mais de um mês virou uma avalanche Itália afora e já ganhou espaço até em outros países. O Movimento das Sardinhas se reivindica antifascista, não se vincula a nenhum partido e pretende se opor aos métodos e à “retórica populista” e agressiva da direita. “Sem insultos, sem símbolos, sem partidos”, resume o cientista político Mattia Santoni, um de seus criadores. Mas de onde vem o nome do movimento?

Greve geral contra a reforma da Previdência

cartaz greve geral

A greve geral contra a reforma da Previdência Social e os cortes na educação deve parar hoje todas as capitais e boa parte das grandes e médias cidades do país. Em assembleias realizadas durante os últimos dias, várias categorias de trabalhadores e estudantes em todo o país decidiram aderir à paralisação convocada conjuntamente pelas centrais sindicais e movimentos populares, como as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Além de panfletagens e piquetes em portas de fábrica e locais de trabalho, mais de 200 cidades têm manifestações, passeatas e atividades marcadas para este dia.

Movimentos de Cultura de São Paulo

Frente Estadual chama reunião para discutir ação unificada

Frente Estadual da Cultura chama reunião

A Frente Estadual de Cultura SP (FEC-SP) está convocando os trabalhadores da área da cultura e os movimentos organizados para uma reunião na quinta-feira, dia 11, para discutir como enfrentar os ataques e o processo de desmonte protagonizados pelo governo João Doria (PSDB). O objetivo da frente é duplo: de um lado, organizar o setor para deixar de simplesmente reagir a cada ataque individual, e começar a definir pautas para a construção de políticas culturais estruturantes para o Estado. A reunião está marcada para as 18 horas, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Secundaristas vão à CIDH denunciar violência policial

Cartaz Não feche minha escola em protesto de secundaristas

Os estudantes secundaristas estão em campanha para viabilizar a ida de representantes a Washington, para denunciar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a violência policial e a criminalização dos estudantes durante as ocupações das escolas e protestos contra a reorganização escolar em São Paulo. A audiência está marcada para 7 de abril e o objetivo da campanha é financiar a ida de três secundaristas integrantes do Comando das Escolas em Luta e uma advogada. Quem quiser acompanhar a campanha e ajudar, pode fazê-lo pela página Secundas na luta da plataforma de financiamento coletivo Catarse. Cemap-Interludium apoia a campanha e propõe a todos os nossos leitores que colaborem.