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A novidade da recusa do MPL: uma vitória popular

4º ato do MPL contra o aumento da tarifa em São Paulo

Começo este texto com meu testemunho e sobretudo minha alegria. O Movimento Passe Livre (o MPL) inaugura um novo modo de ação política popular que não tarda a demonstrar seus resultados. Qualquer um que tenha se proposto às passeatas pelas ruas de nossa cidade sabe do que se trata, pois experimenta: já há vitória para comemorar quando um brado (tal como este, ecoando uma torcida que já não é por time de futebol: “Ôôôô / O povo acordou / O povo acordou / O povo acordôôôÔ”) é entoado a plenos pulmões por 5 mil pessoas e, depois de muita cacetada da polícia, por umas 7 mil pessoas, e depois de muito mais cacetada ainda, por umas 10 mil pessoas, e hoje, ápice total da brutalidade generalizada, por umas 15 mil pessoas…

A luta pelo passe livre continua

O sítio Interludium disponibiliza mais alguns artigos e imagens sobre a luta contra o aumento das tarifas dos transportes públicos (ônibus, trem e metrô) em São Paulo. O Movimento Passe Livre defende, para além de uma tarifa “R$ 0,20 mais barata”, outra concepção de transporte público. E nesse sentido é preciso entender esses atos como uma disputa por uma outra sociedade.
Neste post, destacamos três artigos: “3° ato: São Paulo para, Haddad viaja”, do Coletivo Passa Palavra; “Passe livre e o direito de ir e vir”, de Jorge Souto Maior e “Tarifa Zero, do PT de Erundina ao PT de Haddad”, de Thais Carrança.

Movimento Passe Livre – Luta contra o aumento das tarifas

Manifestantes com faixa “Se a tarifa não baixar, São Paulo vai parar”

Interludium – reflexões anticapitalistas disponibiliza artigos e vídeos sobre a luta contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trem na cidade de São Paulo, anunciados pela Prefeitura, comandada por Fernando Haddad, e pelo governo estadual, chefiado por Geraldo Alckmin. O Coletivo Interludium apoia os protestos e deixa o espaço aberto para aqueles que queiram divulgar alguma reflexão sobre o tema.

Notícias da Turquia

Nós de Interludium reunimos alguns textos, vídeos e fotos sobre a atual situação política na Turquia. Os protestos no país começaram em oposição aos planos do governo de Erdogan de destruir o Parque Gezi, uma das poucas áreas verdes no centro de Istambul, e construir um shopping center no local. Os manifestantes ocuparam a praça Taksim, onde fica o parque, mas foram reprimidos violentamente pela polícia, com gás lacrimogêneo e canhões de água. A violência da ação policial acabou tendo o efeito contrário ao desejado: ela funcionou como um estopim para que o movimento se espalhasse para Ancara e outras cidades, ganhasse enormes proporções, engajando centenas de milhares de pessoas, e assumisse uma pauta mais abrangente, de protesto contra o governo de Erdogan e de seu Partido Justiça e Desenvolvimento.

“Dia Mães de Maio”

Agora é definitivo: 12 de maio é o “Dia Mães de Maio” no calendário oficial do Estado de São Paulo. O decreto, publicado no “Diário Oficial”, é um passo importante na luta das mães que tiveram seus filhos mortos pela Polícia Militar entre 12 e 20 de maio de 2006 – um dos maiores massacres da história da “democracia” brasileira, em que mais de 400 jovens foram assassinados sem qualquer direito a defesa.

Denis Collin e a questão da liberdade

“A aspiração natural é de sermos nós mesmos nosso próprio mestre”

Filósofo iconoclasta, Denis Collin identifica as falsas liberdades da sociedade contemporânea. Ao analisar as origens profundas da “obsessão pela segurança”, da manipulação de Sarkozy em torno do “valor do trabalho” ou certos desvios do progresso científico, ele repensa a liberdade como uma não-dominação, em termos de um “comunismo republicano”. Confira sua entrevista a Laurent Etre, publicada pelo jornal L’Humanité em 22 de abril de 2011 e pelo site La Sociale, três dias depois.

Jornadas do outono francês

“Se a emancipação das classes operárias requer o seu concurso fraterno, como é que irão cumprir essa grande missão com uma política externa que persegue objetivos criminosos, joga com preconceitos nacionais e dissipa em guerras piratas o sangue e o tesouro do povo?”

Karl Marx, julho de 1870

No fim de 2010, massivas mobilizações populares contra a reforma da previdência social de Nicolas Sarkozy ocorreram em diversas cidades da França. A partir delas, e de acontecimentos similares em outros países da Europa, o historiador Danilo Nakamura vê a retomada da luta de classes e analisa a situação da classe trabalhadora nesta época de crise econômica e dominação do capital financeiro.