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86 anos da morte de Trotsky: memória e resistência de gerações do trotskismo brasileiro

Matéria do jornal “O Trabalho” nº 73, de 12 de agosto de 1980, convoca para o ato pelos 40 anos do assassinato de Leon Trotsky


Nos 86 anos do assassinato de Leon Trotsky, reproduzimos matéria do jornal “O Trabalho” nº 73, de 12 de agosto de 1980, com a convocação para o ato em homenagem aos 40 anos de sua morte. A edição, que faz parte do acervo do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, o Cemap, divulga o ato convocado pelo jornal “O Trabalho” (pela Organização Socialista Internacional, OSI, então ilegal) e pela Convergência Socialista, no Sindicato dos Químicos de São Paulo e em mais oito cidades do país. Os atos expressaram um momento de colaboração ativa entre integrantes de gerações anteriores do trotskismo no Brasil – Mário Pedrosa, Fúlvio e Lélia Abramo, Plínio Mello, Hermínio Sacchetta – e os militantes mais jovens que construíam as duas organizações no combate à ditadura militar.

Na edição também foi publicada uma carta em que o historiador Pierre Broué fala sobre os trotskistas na União Soviética entre 1929 e 1933 e a rede clandestina organizada por Leon Sedov, filho de Trotsky, no esforço pela construção da Oposição de Esquerda. A carta se baseava em documentos inéditos na época, que estavam abrigados na Houghton Library de Harvard e tinham acabado de ser abertos ao público. O PDF do número 73 do jornal “O Trabalho” pode ser baixado clicando neste link.

A foto abaixo, que também faz parte do acervo do Cemap, mostra a mesa do ato para lembrar os 40 anos da morte de Leon Trotsky, no Sindicato dos Químicos em São Paulo.

Ato pelos 40 anos da morte de Leon Trotsky, no Sindicato dos Químicos, em 1980

Ato pelos 40 anos da morte de Trotsky. Da direita para a esquerda: o operário José Maria Crispim, ex-deputado estadual e militante do POR/T; Fúlvio Abramo; Hermínio Sacchetta; Valério Arcary; Vito Letizia; Glauco Arbix e, na ponta da mesa, Tita Dias. De pé, falando ao microfone, Eduardo Almeida, hoje dirigente do PSTU. Ao fundo, entre outros, Normando Leão; Luiz Azevedo e Ademar Lopes de Almeida, do Sindicato dos Bancários de São Paulo; Ricardo Melo e Raimundo Cunha (Coleção Jornal O Trabalho/Cemap).
Publicado em:Acervos,Cemap,memória

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