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Futuros Possíveis #02: Palestina, com Rawa Alsagheer

Com foco na Palestina, o podcast “Futuros Possíveis” lançou sua segunda edição no domingo. Os professores Danilo Nakamura e Danilo Heitor entrevistam a cineasta, ativista e professora Rawa Alsagheer, refugiada palestina que hoje vive no Brasil. Mais do que falar sobre alguma ideia de futuro para a Palestina, Rawa fala do movimento pela recuperação de uma terra perdida pela força, do direito de retorno, da situação das mulheres palestinas, do silêncio criminoso da mídia e de que como é ser uma refugiada palestina, como é viver o sonho de voltar a um país em que nunca esteve.

O que provocou a nova onda de violência em Gaza e Jerusalém

Faixa com os dizeres “Salvem Sheikh Jarrah” e “Não iremos embora”, no muro de uma casa do bairro

A tentativa de expulsão de moradores palestinos de suas casas no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, para dar lugar a colonos israelenses foi o estopim para uma nova onda de violência na região este mês. Os ataques das forças militares de Israel já deixaram mais de 192 mortos na Faixa de Gaza, entre eles 92 mulheres e crianças, além de quase 2 mil feridos, e 94 prédios destruídos. Israel registrou 10 mortos por ataques do Hamas, inclusive 2 crianças.

Em um vídeo para o canal da Carta Capital no Youtube, o professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Reginaldo Nasser explica por que nem mesmo o fim do atual conflito vai solucionar a questão dos refugiados palestinos e da ocupação israelense na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Limpeza étnica na Palestina

Bombardeio do prédio al-Jalaa em Gaza

Dada a nova e violenta ofensiva das forças militares de Israel na Palestina, reproduzimos uma esclarecedora entrevista do historiador judeu israelense Ilan Pappé, dada ao jornalista Silio Boccanera e divulgada no Brasil pelo jornal Gazeta de Cuiabá. Embora a entrevista tenha sido publicada em 12 de janeiro de 2009, a lógica da política israelense de promover a “limpeza étnica” na Palestina, denunciada por Pappé, preserva toda a sua atualidade.

Meu amigo Alípio Freire

Tatiana Merlino

Um “revolucionário de veludo”. Foi assim que um amigo definiu Luiz Eduardo Merlino, meu tio, jornalista e militante que não pude conhecer porque foi morto em 1971, aos 23 anos, em decorrência das torturas comandadas por Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a ditadura civil-militar. Pego emprestada a expressão “revolucionário de veludo”, no entanto, para descrever Alípio Freire, meu amigo que morreu na quinta-feira passada, 22 de abril, de covid-19.

Em defesa do Instituto Vladimir Herzog

Logotipo do Instituto Vladimir Herzog

Pela primeira vez em dez anos, o Instituto Vladimir Herzog teve seu planejamento anual rejeitado pela Secretaria de Cultura do governo federal. A rejeição, que não foi acompanhada de nenhum parecer ou justificativa legal, nega recursos para os vários projetos da entidade, uma das mais importantes na área de preservação da memória histórica e na defesa dos direitos humanos. Cemap-Interludium já assinou o manifesto de defesa do instituto e de cobrança do governo e chama organizações dos movimentos sociais, instituições e coletivos a fazerem o mesmo.

Por justiça, liberdade e terra

A história do líder camponês João Pedro Teixeira

João Pedro Teixeira

A estrutura fundiária brasileira é fruto desde 1500 da colonização da Coroa Portuguesa no Brasil. Todavia, sua consolidação se deu nos anos após a implementação da Lei de Terras, em 1850, onde o poder das oligarquias rurais reinava. Por volta deste período, percebemos a intenção dos grandes proprietários de terra que é, puramente, produzir para o capitalismo. Neste contexto vive-se uma situação delicada em que os pequenos proprietários de terra são expropriados de seu espaço; local que compreende não apenas seu sustento, mas também sua vida.

Sem forças para lutar contra as oligarquias rurais, sua única opção é tornarem-se trabalhadores daquela terra ou migrarem para a cidade em busca de outras oportunidades. Já aqueles que resistem e decidem lutar contra a estrutura agrária ainda são reprimidos com violência, como é o caso de João Pedro Teixeira, assassinado por fazendeiros em 1962 na cidade de Sapé (PB).

Rede Apoio Covid-19

A “Rede Apoio Covid” lança seu novo site de amparo às famílias das vítimas da pandemia por meio de um mutirão que oferece acolhimentos e um repertório de possíveis cuidados no site: Rede Apoio Covid-19 – Acolhimento, escuta e memórias da pandemia.

O website da Rede de Apoio às Famílias e Amigos de Vítimas Fatais de Covid-19 no Brasil será lançado na próxima segunda-feira (dia 6), às 11 horas. Trata-se de uma iniciativa cidadã e independente, construída por várias organizações da sociedade civil, profissionais e demais pessoas voluntárias e solidárias às pessoas enlutadas.