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Segunda chance

Lançamento de "Solidão Revolucionária", de José Castilho Marques Neto, no Cedem

Para quem perdeu o debate do dia 23, o professor José Castilho Marques Neto também vai lançar seu livro Solidão Revolucionária – Mário Pedrosa e as origens do trotskismo no Brasil na sede do Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Unesp no dia 31. O livro, em edição revista e ampliada, é essencial para compreender as origens da esquerda no Brasil. No evento, Castilho vai discutir o tema com os historiadores Dainis Karepovs e Danilo César, o economista Markus Sokol e o cientista social Marco Aurélio Nogueira.

‘Solidão Revolucionária’ ganha nova edição

José Castilho Marques Neto relança "Solidão Revolucionára"

O professor José Castilho Marques Neto relança hoje seu clássico sobre Mário Pedrosa e o grupo de militantes que se aglutinou à sua volta nos conturbados anos 1920-1930. Um debate com os historiadores Francisco Foot Hardman e Dainis Karepovs vai abrir o evento de lançamento, na Livraria da Travessa, às 19 horas. Não percam!

Nas palavras de Castilho, Solidão Revolucionária é “a história intelectual da origem de um aguerrido e bem formado grupo de ativistas dos anos 1920/1930, aglutinados em torno” de Mário Pedrosa. “Eles fizeram história na formação do pensamento e da política da esquerda brasileira e este livro procurar resgatar a importância que tiveram no ainda atual debate político de interpretação do Brasil.”

Uma faísca chamada Libelu e lembranças de um anarquista

Antônio José Lopes Bigode *

A LUTA pela LIBERDADE, que acabou com o atraso, o autoritarismo e a repressão nos legou a DEMOCRACIA que está em risco.

Os anos 1970 (segunda metade) não eram do tipo “anos de chumbo” como foi o período após o AI-5, de 1968, mas nunca foram uma “ditabranda” segundo os donos da FSP. A DITADURA continuava matando: em 1973 “atropelou” Alexandre Vanucchi Leme, em 1975 e 1976 suicidou o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho, em 1979 matou o operário Santo Dias, sem falar dos sindicalistas do campo, lideranças indígenas, padres progressistas, pretos e pobres, também mortos, mas longe das manchetes dos jornais.

Em outras palavras, se não foram anos tão duros como na “era Médici”, os anos Geisel só se diferenciaram de seu antecessor pela escala, isto porque os porões da ditadura se mantiveram ativos e os meganhas, além de não quererem perder a boquinha, não entendiam esta coisa de “abertura”.

‘Libelu – Abaixo a ditadura’ estreia dia 30

Encontro da Libelu na USPO documentário Libelu – Abaixo a ditadura, do diretor Diógenes Muniz, estreia dia 30 no festival É Tudo Verdade 2020. Reformatado para o ambiente virtual por causa da pandemia, na sua 25ª edição o maior festival de documentários da América Latina vai exibir seus filmes pela internet, no seu canal na plataforma Looke.

Libelu – Abaixo a ditadura será exibido em duas sessões: no dia 30 de setembro, às 21 horas, e em 1º de outubro, às 15 horas.

Fúlvio Abramo: uma breve trajetória da luta antifascista

O jornalista e militante trotskista Fúlvio Abramo teve ao longo de sua estrada uma vida um tanto quanto agitada; foi repórter e editor, trabalhou na revista Realidade (1966-1976), foi professor de botânica e diretor da Escola de Agricultura e Veterinária de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia). Encarcerado diversas vezes, foi um dos fundadores da Liga Comunista Internacionalista (LCI) e da Frente Única Antifascista (FUA), fez parte do Partido Socialista Brasileiro e participou da fundação do PT em 1980, colaborando com o jornal O Trabalho até o final de sua vida. Fundou e dirigiu o Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (CEMAP). É autor da ilustre obra A Revoada dos Galinhas Verdes, onde descreve a batalha entre integralistas e antifascistas na São Paulo da década de 1930.

Fúlvio Abramo – A trajetória de um militante antifascista

As lutas de um dos fundadores da Frente Única Antifascista, que em 1934 dissolveu uma grande manifestação integralista na praça da Sé

José Arbex Jr.*

1934, 7 de outubro. A insuportável tensão na praça transparecia cristalina na ansiedade das milhares de pessoas ali concentradas. Todos sabiam que aquele domingo paradoxalmente acolhedor presenciaria uma tragédia, antes mesmo do ameno sol da tarde desaparecer no horizonte. Os minutos passavam muito lentos naquela praça.

Um jovem trabalhador de feições enérgicas destacou-se da multidão e iniciou um discurso. Num tom grave, apontou uma outra concentração, situada dezenas de metros adiante e afirmou: “Companheiras, companheiros trabalhadores, camaradas! Estamos aqui para impedir que eles tomem esta praça. Porque se hoje os fascistas tomarem esta praça, amanhã tomarão o Estado…”

Foi então que a fuzilaria começou. Os integralistas, que compunham o grupo mais adiante, começaram a atirar sobre a concentração democrática e antifascista. Pessoas tombaram mortas ou feridas. Houve correria, gritos e sangue por todo o lado. A tragédia havia começado.