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‘Cadernos Cemap’ n° 1 já está à venda!

Capa de "Cadernos Cemap nº 1 – nova série"

O Cadernos Cemap n° 1 – nova série já está disponível para compra. Lançado em 11 de maio, este primeiro número tem como tema central a trajetória de Fúlvio Abramo, militante trotskista histórico e idealizador e fundador do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). Com edição cuidadosa e notas do historiador Dainis Karepovs, o Cadernos Cemap n° 1 traz uma série de documentos inéditos ou muito pouco conhecidos, além de entrevistas sobre a Frente Única Antifascista (FUA), em que Fúlvio teve um papel muito relevante, e a militância nos anos 1930.

Para adquirir o Cadernos Cemap, basta pagar o valor e enviar um comprovante para o e-mail livraria @cemap-interludium.org.br junto com nome e endereço completo. Cada exemplar custa R$ 35,00 e mais R$ 15,00 para envio pelo correio por impresso módico registrado. O prazo para postagem é de até 7 dias a contar da data do pagamento. Casos especiais, como a aquisição de vários exemplares, ou de interesse em pegar o livro pessoalmente na sede do Cemap, podem ser discutidos pelo mesmo e-mail.

‘Uma bibliografia do marxismo no Brasil’

Capa do livro Uma bibliografia do marxismo no Brasil, de Dainis Karepovs

O historiador Dainis Karepovs vai lançar no início do mês o livro Uma bibliografia do marxismo no Brasil, um alentado levantamento das publicações da esquerda no país ao longo da história. Fruto de quase 30 anos de pesquisa em “arquivos, bibliotecas e, principalmente, sebos de tudo quanto é canto”, como ele mesmo conta, esta é uma obra imperdível para quem quer entender a nossa história fora dos limites estreitos ditados pelas correntes tradicionais ligadas às classes dominantes.

Anos de chumbo: os filmes do período da ditadura (parte 1)

A memória, o conhecimento da história, é a maior arma de que dispomos para compreender acontecimentos atuais, não repetir erros e avançar. Apesar disso, quanto mais tempo passa, mais a ditadura brasileira parece uma coisa abstrata, algo “chato”, “triste”, que aconteceu, mas foi superado e acabou. Um período da história que já se encerrou, ficou para trás.

Essa impressão é muito estimulada hoje em dia, com todo tipo de discurso, a começar pelo da “ditabranda” de triste fama. E não é pra menos: com isso se esconde a realidade de que a ditadura deixou uma herança ainda muito viva, em especial no comportamento dos órgãos de repressão. Varre-se pra debaixo do tapete não só os mortos, presos e vítimas de tortura, mas todos aqueles que, mesmo sem nenhum vínculo com organizações de esquerda, foram prejudicados por um governo que censurava a liberdade de expressão, proibia qualquer manifestação contra ele, deturpava os currículos nas escolas para “vender” a história do Brasil que o favorecia e buscava impedir com todas as (muitas) forças de que dispunha qualquer investigação sobre massacres e corrupção.

Por que não esquecer a história do golpe de 1964 e a ditadura

Everaldo de Oliveira Andrade*

A ditadura militar brasileira não é um capítulo encerrado da história. Seus crimes seguem sem punição, seus arquivos permanecem em grande parte ocultos e suas estruturas continuam presentes no Estado e na vida política do país. Por isso, recordar o golpe de 1964 não é apenas um exercício de memória: é uma necessidade política.

Durante décadas, setores da burguesia e parte da própria historiografia buscaram apresentar o golpe como uma “reação” inevitável ou como uma etapa transitória rumo à redemocratização. Essa narrativa oculta o essencial: a ditadura foi uma resposta violenta à ascensão das lutas operárias, camponesas e estudantis, articulada com o imperialismo para bloquear a organização independente das massas.

‘Revoluções brasileiras’ ganha nova edição

Detalhe de cartaz do lançamento do livro "Revoluções brasileiras"

A Editora Unesp vai lançar no dia 26 a segunda edição do livro Revoluções brasileiras, de Gonzaga Duque. Revista e ampliada, a obra discute movimentos e revoltas sociais do Brasil colônia e pós-independência, com uma visão crítica que lhe confere muita atualidade em um momento tão turbulento como o que vivemos nos últimos anos. O lançamento será na Livraria Ponta de Lança, às 19h30.

Em memória de Victor Leonardi

Morreu neste sábado o escritor Victor Leonardi. Historiador, ativista, roteirista e poeta, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), Leonardi participou da luta contra a ditadura, fez parte do Grupo Outubro e esteve na fundação da Organização Socialista Internacionalista (OSI). Viajante apaixonado, sua vida é cheia de causos e boas histórias que são contados nas entrelinhas de seus livros.

Cemap recebe documentação de Arkan Simaan em cerimônia com muita história

A atriz Gabriela Rabelo, que militou no 1º de Maio e foi companheira de Chico Solano, fala no ato de doação do acervo de Arkan Simaan (na tela ao fundo). Na mesa, Bárbara Corrales, Walter Paixão e Edmar Macedo

O evento realizado para formalizar a doação do fundo documental do físico, escritor e ativista Arkan Simaan ao Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), ocorrido na sede do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem/Unesp) em 7 de novembro, foi marcado pela sensação de dever cumprido e pela reunião de histórias.

A começar pela da própria chegada do arquivo Arkan Simaan-Chico Solano ao Cemap, que só foi possível graças à união dos esforços de Walter Paixão, ex-militante da Organização Comunista Primeiro de Maio, e do pesquisador Edmar Macedo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pela intermediação da doação dos documentos. Isso sem falar, é claro, do próprio Arkan, que reuniu e conseguiu manter preservado o material que acumulou a partir de sua atividade política.