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Em defesa do Instituto Vladimir Herzog

Logotipo do Instituto Vladimir Herzog

Pela primeira vez em dez anos, o Instituto Vladimir Herzog teve seu planejamento anual rejeitado pela Secretaria de Cultura do governo federal. A rejeição, que não foi acompanhada de nenhum parecer ou justificativa legal, nega recursos para os vários projetos da entidade, uma das mais importantes na área de preservação da memória histórica e na defesa dos direitos humanos. Cemap-Interludium já assinou o manifesto de defesa do instituto e de cobrança do governo e chama organizações dos movimentos sociais, instituições e coletivos a fazerem o mesmo.

Morre Vera Pedrosa, escritora da geração mimeógrafo

Vera Pedrosa

Faleceu na quarta-feira, dia 3, no Rio de Janeiro, a poeta Vera Pedrosa aos 85 anos. Atuante no movimento da poesia marginal, na década de 1970, Vera destacou-se através de sua escrita, publicando livros como Poemas (1964), Perspectivas Naturais (1978), De Onde Voltamos o Rio Desce (1979) e outros.

Na época de suas primeiras publicações, o Brasil se encontrava em pleno regime militar. Após movimentos artísticos como o Tropicália, poetas e escritos criaram a geração mimeógrafo, juntando além de escritores, artistas e professores, o movimento se tornou a nova forma de propagação da cultura, substituindo meios tradicionais de circulação de arte e informação, por meios alternativos influenciados pela contracultura.

Um dicionário dos excluídos da história

Está disponível na internet desde agosto o dicionário biográfico Excluídos da História, publicado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Criado a partir do trabalho de 6.753 estudantes dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio que participaram da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), em 2019, o dicionário contém 2.251 verbetes sobre personagens da história do Brasil que nunca ou quase nunca aparecem nos livros didáticos oficiais.

Soou o alarme: a crise do capitalismo para além da pandemia

A crise da pandemia de covid-19 se estendeu para todas as esferas da vida pública e expôs as fragilidades e inconsistências do modelo capitalista. Essa tese guia a coletânea de ensaios organizada pelos historiadores Soleni Biscouto Fressato e Jorge Nóvoa, Soou o Alarme: a crise do capitalismo para além da pandemia.

O livro recém-lançado pela Editora Perspectiva reúne autores de diversas áreas das ciências sociais e vários países – Brasil, Argentina, França, Espanha e México – que abordam de modo crítico os problemas que a pandemia trouxe à tona e o que significam para o futuro do planeta. Eles apontam a necessidade de rever o modelo capitalista que, com sua narrativa do crescimento contínuo, perene e a qualquer custo, empurra cada vez mais pessoas para situações de extrema vulnerabilidade ao mesmo tempo em que esgota recursos naturais e aprofunda uma crise climática sem precedentes.

Articulação Judaica repudia anexação da Palestina

Logo da Articulação Judaica de Esquerda

A Articulação Judaica de Esquerda publicou em sua página do Facebook uma nota de indignação e repúdio ao governo israelense e sua ambição de anexar os territórios ocupados na Palestina. “Nós, da Articulação Judaica de Esquerda, coletivo de judeus no Rio de Janeiro, repudiamos o plano do governo de Benjamin Netanyahu e Benny Gantz de anexar os territórios ocupados na Palestina, expandindo as fronteiras de Israel à margem do direito internacional e na direção de uma segregação cada vez maior”, diz a nota.

Abertura Mario Pedrosa 120 anos

seminário "Mário Pedrosa, 120 anos"

Começa hoje o seminário “Mário Pedrosa, 120 anos”, que se estenderá por oito encontros durantes os meses de outubro e novembro. A abertura oficial é às 19 horas, seguida do debate Fascismo, bonapartismo e as ditaduras brasileiras, com os historiadores Dainis Karepovs, autor de Pas de politique Mariô!: Mario Pedrosa e a política, e Everaldo Oliveira, professor do Departamento de História da USP e pesquisador de Mário Pedrosa, e a mediação de Isabel Loureiro, professora aposentada do Departamento de Filosofia da Unesp e colaboradora da Fundação Rosa Luxemburgo.

O evento é uma parceria do Centro Sérgio Buarque de Holanda, da Fundação Perseu Abramo, do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Os debates serão transmitidos ao vivo pelo canal da Fundação Perseu Abramo no YouTube e por sua página no Facebook.

Uma faísca chamada Libelu e lembranças de um anarquista

Antônio José Lopes Bigode

A LUTA pela LIBERDADE, que acabou com o atraso, o autoritarismo e a repressão nos legou a DEMOCRACIA que está em risco.

Os anos 1970 (segunda metade) não eram do tipo “anos de chumbo” como foi o período após o AI-5, de 1968, mas nunca foram uma “ditabranda” segundo os donos da FSP. A DITADURA continuava matando: em 1973 “atropelou” Alexandre Vanucchi Leme, em 1975 e 1976 suicidou o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho, em 1979 matou o operário Santo Dias, sem falar dos sindicalistas do campo, lideranças indígenas, padres progressistas, pretos e pobres, também mortos, mas longe das manchetes dos jornais.

Em outras palavras, se não foram anos tão duros como os da “era Médici”, os anos Geisel só se diferenciaram de seu antecessor pela escala, isto porque os porões da ditadura se mantiveram ativos e os meganhas, além de não quererem perder a boquinha, não entendiam esta coisa de “abertura”.